XP mantém compra em Petrobras, PetroRecôncavo e 3R Petroleum e eleva preços-alvo

Uma aposta assimétrica, apoiada por valuation descontado e dividendos
É como a XP define a Petrobras, apesar do risco político, ao manter a recomendação de compra.
Mark

A XP manteve compra nas três. O que mudou, afinal?

Mimi

Mudaram os preços-alvo. O da Petrobras nas ADRs subiu para US$ 18,90, o da PetroRecôncavo foi para R$ 32,20 e o da 3R para R$ 82,50.

Mark

Curioso que o alvo da Petrobras em reais caiu, de R$ 47,80 para R$ 47,30.

Mimi

A XP explica pelo câmbio: reduziu a taxa esperada para o fim de 2022. Em dólares o alvo subiu.

Luke

Vale lembrar que são estimativas de uma corretora, não fatos. O potencial de alta depende das premissas do modelo, como Brent e câmbio.

Mark

E o risco político da Petrobras?

Mimi

Está embutido: o custo de capital próprio tem um prêmio de 2% por isso. A XP diz que a estatal foi poupada até agora de intervenções para subsidiar combustíveis.

Luke

Note o "até agora". É uma constatação do passado, não garantia sobre o futuro.

Mark

E a Bahia Terra?

Mimi

Poderia somar cerca de R$ 16 por ação ao alvo da PetroRecôncavo, mas não entrou na conta porque o negócio não foi assinado.

Luke

Esse número é só potencial, de uma fonte. Se o negócio sair ou não, o relatório não diz.

  • A XP mantém a recomendação de compra para Petrobras, PetroRecôncavo e 3R, mesmo com o ruído político rondando a estatal.
  • Petrobras é tratada como aposta assimétrica, com o temor de intervenção nos combustíveis ainda não materializado e dividendos robustos no radar.
  • O preço-alvo da PetroRecôncavo pode ganhar cerca de R$ 16 por ação caso a compra da Bahia Terra seja assinada, mas esse negócio ainda não saiu do papel.
  • A 3R avança com novos relatórios de certificação e a compra do Polo Recôncavo, e seu alvo subiu de R$ 76,70 para R$ 82,50.
  • A tensão agora se concentra em duas datas-chave: a assinatura da Bahia Terra e a execução do plano da 3R.

Em junho de 2022, em meio a um período de preços elevados do petróleo e de incertezas sobre a política de combustíveis no Brasil, a XP reafirmou sua confiança em três empresas do setor de óleo e gás: Petrobras, PetroRecôncavo e 3R Petroleum. Ao manter a recomendação de compra e ajustar seus preços-alvo, a corretora sinaliza que, mesmo sob premissas prudentes para o petróleo no longo prazo, enxerga espaço entre o preço de mercado e o valor que estima para cada companhia. Cada uma carrega sua própria dúvida: o peso da política sobre a estatal, a concretização de um negócio ainda não fechado e a capacidade de execução de um portfólio recém-montado.

No início de junho de 2022, a equipe de research da XP revisou suas projeções para as petroleiras que acompanha e chegou à mesma conclusão de antes: comprar. A recomendação foi mantida para Petrobras, PetroRecôncavo e 3R Petroleum, com novos preços-alvo para as três. Segundo o relatório, os preços de mercado deixam um potencial de alta relevante em relação ao valor justo, mesmo com uma premissa conservadora para o Brent no longo prazo.

Os analistas Andre Vidal e Thales Carmo estão otimistas com petróleo e gás no curto e médio prazo, e por isso sugerem distribuir o peso igualmente entre as três ações como forma de apostar no setor.

No caso da Petrobras, a XP reconhece o barulho político recente, mas destaca que a estatal, até agora, foi poupada de intervenções para subsidiar combustíveis. Para a corretora, a ação é uma aposta assimétrica, apoiada em valuation descontado e em grandes dividendos. O alvo para PETR3 e PETR4 caiu de R$ 47,80 para R$ 47,30, reflexo de uma taxa de câmbio esperada menor para o fim de 2022, enquanto o alvo das ADRs subiu de US$ 18,40 para US$ 18,90.

A PetroRecôncavo é vista como a de menor risco do grupo, graças ao histórico de entregas em campos maduros. A compra da Bahia Terra poderia adicionar cerca de R$ 16 por ação ao preço-alvo, mas como o negócio ainda não foi assinado, esse efeito fica fora da conta. Sem ele, o alvo subiu de R$ 31,10 para R$ 32,20.

Já a 3R divulgou novos relatórios de certificação e concluiu a compra do Polo Recôncavo, ambos incorporados ao modelo. Para a XP, o portfólio construído pela empresa tem múltiplos de entrada muito baixos, e o desconto atual é excessivo, apesar dos riscos de execução. O alvo de RRRP3 foi de R$ 76,70 para R$ 82,50.

Para quem acompanha o setor, os próximos passos são a assinatura da Bahia Terra e a execução do plano da 3R, exatamente os pontos que a própria XP aponta como os principais riscos.

A equipe de research da XP atualizou, na primeira semana de junho de 2022, as projeções para as empresas de petróleo e gás que acompanha e chegou à mesma conclusão de antes: comprar. A recomendação foi mantida para Petrobras (PETR3 e PETR4), PetroRecôncavo (RECV3) e 3R Petroleum (RRRP3), e os preços-alvo das três foram revisados.

Segundo o relatório, nos preços atuais de mercado as três ações oferecem potencial de alta relevante em relação ao valor justo estimado pela corretora. Isso vale mesmo com uma premissa conservadora para o preço do Brent no longo prazo. Cada empresa tem seu ponto de atenção: o risco político, no caso da Petrobras; a aquisição da Bahia Terra, no da PetroRecôncavo; e a execução do plano, no da 3R.

Os analistas Andre Vidal e Thales Carmo escreveram que estão otimistas com os preços de petróleo e gás no curto e no médio prazo. Por isso, consideram que a melhor forma de fazer essa aposta nas petroleiras brasileiras é uma estratégia de peso igual entre as três ações.

Sobre a Petrobras, a XP reconhece o barulho político recente, mas lembra que a estatal, até agora, foi poupada de intervenções para subsidiar combustíveis, como ocorreu no passado. Para os analistas, a ação é uma aposta assimétrica, sustentada por valuation descontado e por grandes pagamentos de dividendos. O preço-alvo das ADRs PBR e PBR.A subiu de US$ 18,40 para US$ 18,90. Para PETR3 e PETR4, caiu de R$ 47,80 para R$ 47,30, o que a XP atribui à redução da taxa de câmbio esperada para o fim de 2022. O modelo usa fluxo de caixa para a firma (FCFF) em dólares nominais, descontado a um WACC de 13,1%, e o custo de capital próprio inclui um prêmio de risco político de 2%.

A PetroRecôncavo é, na avaliação do relatório, a ação de menor risco entre as petroleiras cobertas, por causa do longo histórico de entregas em projetos de redesenvolvimento de campos maduros. A possível aquisição da Bahia Terra poderia elevar o preço-alvo em cerca de R$ 16 por ação, mas esse efeito não está no cálculo porque o negócio ainda não foi assinado. Sem ele, o alvo de RECV3 passou de R$ 31,10 para R$ 32,20, com FCFF em reais nominais e WACC de 13,1%.

Já a 3R Petroleum divulgou recentemente novos relatórios de certificação para vários polos: Macau, Fazenda Belém, Pescada e Arabaina, Recôncavo e Rio Ventura. A empresa também concluiu a compra do Polo Recôncavo, e ambos os fatos foram incorporados ao modelo. Para a XP, a 3R montou nos últimos anos um portfólio impressionante, com múltiplos de entrada muito baixos. Os analistas admitem os riscos de execução, mas consideram excessivo o desconto atual de valuation. O preço-alvo de RRRP3 subiu de R$ 76,70 para R$ 82,50, com WACC de 14,6%.

Para quem acompanha o setor, os pontos a observar são a assinatura do negócio da Bahia Terra pela PetroRecôncavo e a execução do plano da 3R, justamente os fatores que a XP aponta como principais riscos específicos.

A melhor forma de executar essa aposta nas petroleiras brasileiras é uma estratégia de peso igual entre as três ações.
— Andre Vidal e Thales Carmo, analistas da XP
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