Desde que o Sistema Único de Saúde passou a adotar o exame molecular DNA-HPV no rastreamento do câncer do colo do útero, quase dez mil testes deram positivo para o subtipo de alto risco do vírus. O número marca uma virada silenciosa: o país deixa para trás o Papanicolau, que por décadas foi a principal forma de vigiar a doença, e passa a procurar o vírus antes que ele deixe marcas nas células. Trata-se de um movimento que ganha sentido quando se lembra que esse câncer ainda ameaça milhares de brasileiras a cada ano, mas que, flagrado cedo, costuma ser vencido.
SUS registra quase 10 mil testes positivos para HPV de alto risco com exame molecular
Quando detectado cedo, as chances de cura superam 95%
Por que esse número, 9.904, chama tanta atenção?
Porque mostra o novo exame em ação. Cada teste positivo é uma mulher cujo vírus de alto risco foi identificado, em muitos casos antes de qualquer lesão.
E isso muda o que na prática?
O momento da descoberta. O Papanicolau detecta alterações nas células; o DNA-HPV encontra o vírus antes disso.
Vale separar as coisas: 9.904 é a contagem de testes positivos para HPV de alto risco, não de casos de câncer. Ter o vírus não significa ter a doença.
E o estudo da Unicamp?
Em Indaiatuba, a média de idade na detecção caiu de 49,3 para 39,6 anos, uma antecipação de 10 anos.
É um estudo com mulheres de um programa em uma cidade. Serve como indicativo, mas a reportagem não diz que o mesmo resultado vale para o país todo.
Onde o exame já está disponível?
Em 26 estados. O Espírito Santo deve receber os testes ainda este ano, segundo o Ministério da Saúde.
E o texto não informa em quanto tempo esses 9.904 positivos foram contados nem quantos exames foram feitos no total. Sem isso, não dá para falar em proporção.
Der Puls
- O SUS trocou o Papanicolau pelo exame DNA-HPV, e 9.904 resultados positivos já surgiram nessa nova etapa de rastreamento.
- O teste localiza o vírus antes de qualquer lesão pré-cancerígena, o que transforma a rotina de vigilância em uma corrida para antecipar o problema.
- Um estudo da Unicamp em Indaiatuba mostra que a doença foi detectada, em média, dez anos mais cedo, aos 39,6 anos em vez de 49,3.
- Vinte e seis estados já operam o novo protocolo, enquanto o Espírito Santo espera receber os testes ainda neste ano para completar a transição.
Desde que o Sistema Único de Saúde passou a adotar o exame molecular DNA-HPV no rastreamento do câncer do colo do útero, quase dez mil testes deram positivo para o subtipo de alto risco do vírus. O número marca uma virada silenciosa: o país deixa para trás o Papanicolau, que por décadas foi a principal forma de vigiar a doença, e passa a procurar o vírus antes que ele deixe marcas nas células. Trata-se de um movimento que ganha sentido quando se lembra que esse câncer ainda ameaça milhares de brasileiras a cada ano, mas que, flagrado cedo, costuma ser vencido.
Desde que o SUS passou a oferecer o exame molecular de rastreio de HPV às mulheres, 9.904 testes já deram positivo para o subtipo de alto risco, aquele ligado ao câncer do colo do útero. O número é apenas um primeiro retrato do que o novo protocolo começa a revelar.
O DNA-HPV é recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 2013 e entrou no sistema público brasileiro no início deste ano, substituindo o Papanicolau, que era a base do rastreamento até então. A diferença está no alcance: o exame molecular identifica o vírus antes que ele provoque lesões nas células, permitindo prevenir a doença e flagrar muitos casos cedo.
Um estudo da Unicamp, com mulheres de um programa em Indaiatuba, interior de São Paulo, mostrou o tamanho desse ganho. Com o teste molecular, o câncer foi detectado em média aos 39,6 anos, contra 49,3 anos com o Papanicolau, uma antecipação de dez anos.
A troca já alcançou 26 estados. Falta o Espírito Santo, que, segundo o Ministério da Saúde, deve receber os testes ainda este ano. O cenário de fundo é preocupante: estimam-se cerca de 19,3 mil novos casos anuais até 2028, e o tumor segue como o terceiro mais comum entre brasileiras. Ainda assim, quando descoberto cedo, as chances de cura superam 95%.
Fica a expectativa sobre a conclusão da transição no Espírito Santo e sobre o acompanhamento das mulheres com resultado positivo, já que um teste positivo ainda não significa câncer.
Desde que o SUS passou a oferecer o exame molecular de rastreio de HPV em mulheres, 9.904 testes tiveram resultado positivo para HPV de alto risco, o subtipo do vírus associado ao risco de câncer do colo do útero. O número dá uma medida inicial do que o novo protocolo já está encontrando.
O exame se chama DNA-HPV e é recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 2013. No Brasil, começou a ser usado pelo sistema público de saúde no início deste ano, em substituição ao Papanicolau, que era a base do rastreamento até então.
A diferença está no que cada teste enxerga. O exame molecular detecta a presença do vírus antes mesmo de ele evoluir para uma lesão pré-cancerígena. Isso permite prevenir a doença e identificar precocemente muitos casos de câncer do colo do útero, em vez de esperar que alterações nas células apareçam.
Um estudo do Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ajuda a dimensionar esse ganho. A pesquisa acompanhou mulheres de um programa na cidade de Indaiatuba, em São Paulo, e concluiu que o DNA-HPV antecipou em 10 anos a detecção do câncer do colo do útero. Com o Papanicolau, a média de idade em que o tumor é detectado no rastreamento é de 49,3 anos; com o teste molecular, foi de 39,6 anos.
A troca de protocolo já alcançou quase todo o país: 26 estados utilizam o novo exame. O Espírito Santo é o que ainda não fez a substituição, e, segundo o Ministério da Saúde, deve receber os novos testes ainda este ano.
O pano de fundo são os números do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é o terceiro mais comum entre as mulheres brasileiras. Quando detectado precocemente, porém, as chances de cura superam 95%.
O que fica a observar é a conclusão da troca no Espírito Santo e o que acontecerá com as mulheres que tiveram resultado positivo, já que o dado divulgado conta testes positivos, não casos de câncer.
Bemerkenswerte Zitate
O Espírito Santo, que ainda não fez a substituição, deve receber os novos testes ainda este ano.— Ministério da Saúde