Drone russo atinge prédio com brasileiros em Kharkiv; vídeo registra explosão

Cinco brasileiros voluntários ficaram feridos no ataque, incluindo Lucas Cândido com lesão na perna.
Colegas estão quase todos feridos, mas estamos bem
Gabriel, um dos brasileiros atingidos, descreveu o estado do grupo após o ataque de drone ao prédio em Kharkiv.
Mark

Por que um brasileiro estava filmando um ataque de drone? Isso era algo esperado, planejado?

Mimi

Lucas estava documentando sua experiência como voluntário. O vídeo parece ter sido capturado no momento do ataque, não algo preparado. Ele estava lá quando aconteceu.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente o que ele estava fazendo — se estava em um abrigo, se estava em uma janela, se estava documentando deliberadamente ou se apenas estava com o celular na mão quando tudo aconteceu.

Mark

E os outros brasileiros — como eles chegaram lá? Qual é o contexto de brasileiros voluntários na Ucrânia?

Mimi

Eles estão lá como voluntários do lado ucraniano. Gabriel, Kaique, Marco, Abader e Lucas. Todos feridos no ataque. Gabriel descreveu o grupo como "quase todos feridos".

Luke

Mas a gente não tem informações sobre quanto tempo estão lá, que tipo de trabalho fazem, como se alistaram, nada disso. Sabemos que estão feridos, mas não sabemos a gravidade das lesões.

Mark

Esse cessar-fogo energético que Trump anunciou — ele realmente existe?

Mimi

Trump disse que existe. Mas nem Ucrânia nem Rússia confirmaram. Zelensky disse que estava surpreso, mas que aceitaria se Moscou também aceitasse. O Kremlin não tinha se manifestado.

Luke

Então tecnicamente não há acordo confirmado. É um anúncio de um acordo que as partes envolvidas não confirmaram. E o ataque ao prédio aconteceu depois desse anúncio, o que sugere que, confirmado ou não, não está sendo respeitado.

Mark

Qual é a importância de Kharkiv nessa guerra?

Mimi

Kharkiv é uma cidade no leste da Ucrânia, a menos de duas horas da fronteira russa. É uma zona de conflito ativo, constantemente sob ameaça de ataques.

Luke

Mas a reportagem não detalha por que brasileiros estão especificamente em Kharkiv, ou qual é a situação militar da cidade neste momento.

  • Um drone russo explodiu num prédio em Kharkiv enquanto cinco brasileiros voluntários estavam dentro, ferindo todos eles, incluindo Lucas Cândido com lesão na perna.
  • O momento foi capturado em vídeo pelo próprio Lucas: primeiro o zumbido familiar dos drones, depois o clarão da explosão iluminando a câmera do celular.
  • Gabriel, um dos feridos, publicou nas redes sociais que o grupo estava vivo, mas descreveu o ataque como covarde — a palavra de quem sobreviveu ao imprevisível.
  • O ataque acontece dias depois de Trump anunciar um suposto cessar-fogo energético entre Ucrânia e Rússia — acordo que nem Kiev nem Moscou confirmaram oficialmente.
  • Zelensky sinalizou abertura para negociações mais amplas, incluindo eleições em troca de 60 dias de cessar-fogo total, mas o terreno em Kharkiv conta uma história diferente.

Em Kharkiv, cidade ucraniana a menos de duas horas da fronteira russa, um drone russo atingiu um prédio onde cinco brasileiros voluntários se encontravam, ferindo a todos. O episódio ocorre num momento em que diplomatas discutem cessar-fogos parciais que, até agora, nenhuma das partes confirmou oficialmente. O vídeo gravado por Lucas Cândido — o som dos drones antes da explosão, o clarão vermelho na tela do celular — é um lembrete de que a guerra não aguarda o ritmo das negociações.

Lucas Cândido estava em Kharkiv quando decidiu filmar. Captou primeiro o som — o zumbido dos drones que se tornou rotina para quem vive sob bombardeio constante. Depois veio o clarão vermelho. A explosão atingiu o prédio onde ele se encontrava, e o vídeo foi ao ar no Instagram na terça-feira, 13 de outubro, mais um fragmento de um conflito que já dura quase cinco anos.

Cândido não estava sozinho. Outros quatro brasileiros voluntários estavam no mesmo edifício: Kaique, Marco, Abader e Gabriel. Todos saíram feridos. Gabriel relatou nas redes sociais o estado do grupo — colegas machucados, sua própria perna lesionada — mas garantiu que estavam vivos. Chamou o ataque de covarde, com o peso de quem sobreviveu ao que não podia prever.

O episódio ocorre num momento de intensa movimentação diplomática. No domingo anterior, Trump anunciou que Ucrânia e Rússia haviam concordado com um cessar-fogo parcial voltado à infraestrutura energética. O problema: nenhuma das partes confirmou o acordo. Zelensky disse estar surpreso, mas afirmou que aceitaria caso Moscou fizesse o mesmo. O Kremlin permaneceu em silêncio.

Zelensky foi além e propôs à ABC News um cessar-fogo total de 60 dias em troca da realização de eleições na Ucrânia — sinal de abertura para negociações mais profundas. Mas o drone que atingiu Kharkiv naquela terça-feira deixou claro que as conversas diplomáticas ainda não alcançaram o chão da guerra. Desta vez, as vítimas têm passaporte brasileiro.

Lucas Cândido estava em Kharkiv, a menos de duas horas da fronteira russa, quando decidiu filmar. O que ele capturou foi o som primeiro — drones sobrevoando a região, aquele zumbido que se tornou familiar demais para quem vive sob bombardeio constante. Depois veio o clarão. A explosão atingiu o prédio onde ele estava, provocando chamas e um clarão vermelho que iluminou a tela do celular. O vídeo foi publicado no Instagram na terça-feira, 13 de outubro, mais um registro do conflito que a Ucrânia e a Rússia travam há quase cinco anos.

Cândido não estava sozinho. Dentro do prédio atingido estavam pelo menos quatro outros brasileiros: Kaique, Marco, Abader e Gabriel. Todos voluntários do lado ucraniano. Todos feridos no ataque. Gabriel publicou um relato nas redes sociais descrevendo o estado do grupo — colegas quase todos machucados, sua própria perna lesionada — mas afirmando que estavam vivos. Ele caracterizou o ataque como covarde, uma palavra que carrega o peso de quem sobreviveu a algo que não podia prever nem evitar.

O ataque ocorre em um momento de negociações internacionais sobre o conflito. No domingo anterior, 11 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Ucrânia e Rússia haviam concordado com um cessar-fogo parcial focado especificamente em infraestrutura energética. Segundo o anúncio feito na rede social Truth Social, ambas as partes concordariam em interromper os ataques contra as instalações de energia uma da outra.

Mas havia um problema: nem a Ucrânia nem a Rússia confirmaram o acordo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse estar surpreso com o anúncio, mas afirmou que aceitaria o trato caso Moscou fizesse o mesmo. O Kremlin não havia se manifestado até o momento da publicação da reportagem. Horas antes do anúncio de Trump, Zelensky havia declarado que seu governo estava pronto para cessar os bombardeios às refinarias de petróleo russas se Moscou também parasse seus ataques à infraestrutura energética ucraniana. Trump pediu que ambas as partes não violassem o acordo que, tecnicamente, ainda não havia sido confirmado por nenhuma delas.

Zelensky também apresentou uma proposta mais ampla à emissora ABC News: se Putin concordasse com um cessar-fogo total de 60 dias, a Ucrânia organizaria eleições. A proposta deixava em aberto o que aconteceria após esses dois meses, mas sinalizava uma abertura para negociações que pudessem levar a uma resolução do conflito.

O ataque ao prédio em Kharkiv, porém, sugeria que as negociações ainda estavam longe de produzir efeitos práticos no terreno. Um drone russo conseguiu atingir um edifício onde estavam brasileiros voluntários, ferindo todos eles. O vídeo de Lucas Cândido — aquele registro do som dos drones, seguido pela explosão — é um documento do que continua acontecendo enquanto diplomatas falam de cessar-fogos. A guerra segue fazendo vítimas no leste europeu, e desta vez elas têm passaporte brasileiro.

Colegas estão quase todos feridos, minha perna está machucada, mas estamos bem, graças a Deus. Infelizmente, a Rússia é assim, covarde
— Gabriel, brasileiro voluntário atingido pelo ataque
Com efeito imediato, entra em vigor um cessar-fogo energético na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o violem!
— Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
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