Flamengo e Fluminense acionam STJ para barrar Vasco x Boca Juniors no Maracanã

Uma semifinal continental não é jogo de basquete
Argumento do Vasco que convenceu o desembargador a derrubar a proibição do Maracanã.
Mark

Por que o Consórcio Fla-Flu insistiu em barrar o jogo se já havia perdido na Justiça do Rio?

Mimi

Porque o Maracanã é um ativo valioso. Controlar quem usa o estádio é controlar receita, agendamento, poder. O Vasco ganhou uma batalha, mas o Consórcio tinha ainda o STJ como último recurso.

Luke

Mas qual é exatamente o argumento jurídico deles agora? A liminar anterior foi derrubada porque o juiz achou fraco. O que mudou?

Mimi

Não sabemos ao certo. A fonte não detalha o conteúdo da petição no STJ. Sabemos que foi apresentada, que o ministro Salomão vai analisar, mas os argumentos específicos não foram divulgados.

Mark

E essa questão do ministro ser tio de um ex-vice do Vasco — isso importa?

Luke

É um fato relevante que circula, mas não há nada que prove que influencie a decisão. É contexto, não é prova de parcialidade. Precisamos ser cuidadosos em não sugerir que a decisão será viciada só porque existe uma conexão familiar.

Mimi

Verdade. O que sabemos é que a Conmebol já deixou claro: se o Maracanã cair novamente, o jogo vai para o Paraguai. Isso muda o cálculo de todo mundo.

Mark

Os ingressos já estão esgotados, certo?

Mimi

Sim. O Vasco vendeu tudo assim que a decisão saiu. Há pressão real agora — não é só um jogo, é uma multidão que já pagou para estar lá.

Luke

Mas ainda não sabemos quando o STJ vai decidir. Pode ser antes do jogo, pode ser depois. A incerteza continua.

  • O Consórcio Fla-Flu, administrador do Maracanã, correu ao STJ horas após perder na Justiça fluminense, tentando reverter uma decisão que reabriu o estádio ao Vasco para a semifinal da Sul-Americana.
  • O desembargador Joaquim Domingos derrubou a liminar anterior ao reconhecer o absurdo da comparação: impedir uma semifinal continental por causa de um jogo de basquete no Maracanãzinho não resistia ao escrutínio jurídico.
  • Com a decisão favorável em mãos, o Vasco reabriu a venda de ingressos imediatamente — e os bilhetes se esgotaram em poucas horas, criando um fato consumado de enorme peso social e econômico.
  • A Conmebol já avisou: uma nova decisão judicial contra o uso do Maracanã transfere o jogo para o Paraguai, tornando cada hora de espera pelo STJ uma contagem regressiva com consequências irreversíveis.
  • Nos bastidores, circula o detalhe de que o ministro Luis Felipe Salomão, responsável por analisar a petição, é tio de um ex-dirigente do Vasco — uma conexão que não passou despercebida e adiciona uma camada de tensão ao desfecho.

No coração do futebol carioca, uma batalha jurídica revela que os campos de disputa vão muito além do gramado: Flamengo e Fluminense recorreram ao Superior Tribunal de Justiça para impedir que o Vasco receba o Boca Juniors no Maracanã, horas depois de uma vitória judicial que parecia encerrar o impasse. O que está em jogo não é apenas um estádio, mas a soberania de uma decisão conquistada e o destino de uma semifinal continental que pode migrar para o Paraguai caso a Justiça volte a fechar as portas do palco mais simbólico do futebol brasileiro.

Na manhã de terça-feira, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto derrubou a liminar que impedia o Vasco de usar o Maracanã para a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. O argumento que sustentava a proibição — risco de segurança por causa de um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo no Maracanãzinho na mesma semana — foi considerado desproporcional e de má-fé pelo clube cruzmaltino, que uniu sua SAF e o clube associativo para contestar a decisão anterior.

A resposta do Vasco foi imediata: reabriu a venda de ingressos assim que a decisão foi publicada, e os bilhetes se esgotaram em poucas horas. O jogo de ida já estava marcado para aquela mesma noite, na Bombonera, em Buenos Aires. A volta seria uma semana depois, no Rio.

O Consórcio Fla-Flu, porém, não recuou. Horas após a derrota na Justiça estadual, ingressou com uma ação de suspensão de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que chegou às mãos do ministro Luis Felipe Salomão. Nos bastidores, não passou despercebido que Salomão é tio de Paulo Salomão, ex-vice-presidente geral da gestão Pedrinho no Vasco.

A Conmebol já havia deixado claro o que aconteceria em caso de novo veto judicial: a partida seria transferida para o Paraguai. Com ingressos esgotados e o relógio correndo, tudo dependia de como o STJ responderia — e se o Maracanã ficaria de pé como palco de uma das noites mais importantes do futebol vascaíno nos últimos anos.

Na terça-feira de manhã, um desembargador do Rio de Janeiro derrubou uma proibição que impedia o Vasco de usar o Maracanã. Horas depois, Flamengo e Fluminense correram para o Superior Tribunal de Justiça com uma ação de suspensão de segurança, tentando reverter a decisão e barrar o jogo de semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors no estádio.

O Consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã, havia conseguido uma liminar dias antes argumentando que haveria risco de segurança. A razão: um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo estava marcado para o Maracanãzinho na mesma semana. A desembargadora Suely Lopes Magalhães havia concordado com esse argumento. Mas o Vasco, unindo forças entre sua SAF e o clube associativo — com Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, na frente —, conseguiu convencer o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto de que a comparação não fazia sentido. Uma semifinal continental não é a mesma coisa que um jogo de basquete, argumentou o clube. O Consórcio agiu de má-fé, completou.

A decisão saiu publicada no início da manhã de terça. Com ela, o Vasco imediatamente reabriu a venda de ingressos para o confronto. Os bilhetes se esgotaram em poucas horas. O jogo de ida das semifinais da Sul-Americana estava marcado para terça à noite, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires. A volta seria uma semana depois.

Mas a batalha jurídica não terminou ali. O ministro Luis Felipe Salomão, presidente do STJ, recebeu a petição do Consórcio Fla-Flu e deveria analisá-la. Há um detalhe que circulava nos bastidores: Salomão é tio de Paulo Salomão, que havia deixado o cargo de vice-presidente geral da gestão Pedrinho no Vasco no final do ano anterior. A conexão não passou despercebida.

A Conmebol, entretanto, já havia avisado ao Vasco e à CBF qual seria o próximo passo se uma nova decisão judicial vetasse o uso do Maracanã: a partida seria transferida para o Paraguai. Não havia espaço para mais adiamentos ou incertezas. O jogo precisava acontecer, e o estádio carioca era o palco que o Vasco havia conquistado na Justiça. Tudo agora dependia de como o STJ responderia à ação do Consórcio.

É impossível comparar um jogo de semifinal continental com um jogo de basquete
— Argumento do Vasco na reversão da liminar
Uma nova decisão judicial vetando o uso do Maracanã faria com que a partida fosse levada ao Paraguai
— Aviso da Conmebol ao Vasco e à CBF
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