No interior do Supremo Tribunal Federal, um aparelho celular tornou-se símbolo de uma disputa mais profunda: quem detém autoridade sobre a verdade quando uma instituição investiga a si mesma. O ministro Fachin impôs um prazo de 24 horas à Polícia Federal para que prestasse contas sobre o dispositivo de Vorcaro, enquanto a Procuradoria-Geral da República insiste em acesso irrestrito aos dados do caso Master. O que está em jogo não é apenas um telefone, mas a geometria do poder dentro do tribunal e os limites entre transparência institucional e prerrogativa constitucional.