Na tarde de 28 de janeiro, um caça F-35A Lightning 2 da Força Aérea dos Estados Unidos despencou verticalmente na base de Eielson, no Alasca, girando sobre seu próprio eixo até se desintegrar no solo. O piloto se ejetou a tempo e saiu ileso, mas a aeronave — avaliada em cerca de R$ 480 milhões — foi perdida em circunstâncias ainda não explicadas. Quedas verticais são raras e perturbadoras na aviação militar, e o silêncio das causas convida à reflexão sobre os limites da tecnologia mais avançada diante das forças imprevisíveis do mundo real.
Vídeo mostra queda vertical de F-35A, caça mais avançado dos EUA, no Alasca
Queda vertical com rotação sobre o eixo até se desintegrar
Por que uma queda vertical é tão incomum? Não é só um avião caindo?
Quedas verticais indicam perda total de controle — geralmente o avião não consegue mais manter sustentação. Pode ser congelamento das asas, falha hidráulica, ou algo que desabilita os sistemas de controle. É diferente de um avião que perde motor e desce em ângulo.
Mas o vídeo não mostra dano aparente. Como sabemos que não foi algo mais simples, como um erro do piloto antes da ejeção?
Não sabemos. A investigação ainda está aberta. O que podemos dizer é que quedas verticais com rotação são raras e geralmente apontam para problemas sistêmicos, não erros operacionais.
E quanto ao custo? Meio bilhão de reais é muito dinheiro.
É. Mas para o Departamento de Defesa americano, um F-35A é um investimento calculado. Eles têm 374 desses aviões. Um acidente não muda a estratégia, mas pode expor fraquezas no design.
Aqui está o ponto: sabemos que a causa é desconhecida. Tudo o que estamos fazendo é especulando baseado em padrões históricos. Pode ser congelamento, pode ser controle, pode ser algo que ninguém esperava.
Exatamente. Por isso a investigação é importante. O F-35 já foi criticado por custos altos e problemas de desenvolvimento. Se isso revelar um defeito sistemático, muda a conversa.
Isso afeta os outros países que compraram o avião?
Potencialmente. Se encontrarem um problema de design, todos os operadores — Israel, Reino Unido, Polônia, e os outros — precisarão saber. Mas novamente, estamos adiantando conclusões.
E vale notar: o piloto se ejetou com sucesso. Os sistemas de segurança funcionaram. Isso também importa.
Le Pouls
- Um vídeo registrou o momento em que o F-35A girava sobre seu eixo com o trem de pouso aberto antes de se espatifar no solo — imagens que raramente se veem com aeronaves de quinta geração.
- Quedas verticais são consideradas anomalias graves na aviação militar, geralmente associadas a falhas críticas de controle ou congelamento das asas em condições extremas como as do Alasca.
- O piloto se ejetou com sucesso e está bem, evitando que o incidente se tornasse uma tragédia humana além da perda material.
- A unidade militar abriu investigação formal, mas nenhuma conclusão foi divulgada, deixando em aberto questões sobre possíveis vulnerabilidades sistêmicas do programa.
- O acidente reduz a frota de F-35A americana para 374 unidades e ocorre em momento de crescente pressão competitiva, com China e Rússia avançando em seus próprios caças de nova geração.
Na tarde de 28 de janeiro, um caça F-35A Lightning 2 da Força Aérea dos Estados Unidos despencou verticalmente na base de Eielson, no Alasca, girando sobre seu próprio eixo até se desintegrar no solo. O piloto se ejetou a tempo e saiu ileso, mas a aeronave — avaliada em cerca de R$ 480 milhões — foi perdida em circunstâncias ainda não explicadas. Quedas verticais são raras e perturbadoras na aviação militar, e o silêncio das causas convida à reflexão sobre os limites da tecnologia mais avançada diante das forças imprevisíveis do mundo real.
Um caça F-35A Lightning 2 da Força Aérea dos Estados Unidos caiu verticalmente na base de Eielson, no Alasca, na tarde de terça-feira, 28 de janeiro. O piloto conseguiu se ejetar a tempo e saiu ileso. Um vídeo do incidente mostra a aeronave girando sobre seu próprio eixo, com o trem de pouso aberto, até se desintegrar no solo — ao fundo, o paraquedas do piloto descendo, e em primeiro plano, aviões-tanque KC-135 estacionados na base.
O que torna o caso particularmente intrigante é a natureza da queda. Quedas verticais são extremamente raras na aviação militar e geralmente indicam falhas graves de controle ou congelamento das asas. O vídeo não revela danos aparentes na fuselagem antes do impacto, tornando a causa ainda mais misteriosa. Uma investigação formal foi aberta, mas nenhuma conclusão foi divulgada até o momento.
A aeronave perdida representa um investimento de aproximadamente US$ 82,5 milhões — cerca de R$ 480 milhões — sem contar despesas operacionais. O F-35A é a versão mais simples da família, operada pela Força Aérea, enquanto as versões B e C pertencem aos Fuzileiros Navais e à Marinha, respectivamente. Todas compartilham características de quinta geração: furtividade avançada, voo supersônico sustentado e sofisticada fusão de dados de múltiplos sensores.
O programa F-35 nasceu de uma iniciativa envolvendo oito países para substituir a frota envelhecida de F-16s, mas foi repetidamente criticado pelos altos custos. A Guerra da Ucrânia, no entanto, acelerou as exportações, e hoje 20 nações já adquiriram ou planejam adquirir o caça. Israel é o único operador que o levou ao combate real. O acidente no Alasca ocorre em momento de novo escrutínio sobre a superioridade aérea americana, com a China surpreendendo a comunidade aeronáutica ao colocar em operação aeronaves com características de sexta geração. O que causou a queda pode revelar vulnerabilidades em um programa que permanece central para a estratégia de defesa americana.
Um caça F-35A Lightning 2 da Força Aérea dos Estados Unidos despencou verticalmente dentro da base de Eielson, no Alasca, na tarde de terça-feira, 28 de janeiro. O piloto conseguiu se ejetar a tempo e saiu ileso do incidente, que foi capturado em vídeo e mostra a aeronave girando sobre seu próprio eixo enquanto cai, com o trem de pouso aberto, até se desintegrar no solo. Ao fundo da gravação é possível ver o paraquedas do piloto descendo e, em primeiro plano, os aviões-tanque KC-135 estacionados na base.
O que torna o incidente particularmente intrigante é a natureza da queda em si. Quedas verticais são extremamente raras na aviação militar e geralmente indicam problemas graves de controle da aeronave ou congelamento das asas — fenômenos que comprometem a capacidade do avião de manter voo nivelado. A imagem do vídeo não revela danos aparentes na fuselagem antes do impacto, o que torna a causa ainda mais misteriosa. A unidade militar abriu uma investigação formal, mas nenhuma conclusão foi divulgada até o momento. Esse tipo de falha não é sem precedentes: o acidente com o ATR-72 da Voepass que caiu em Vinhedo no ano passado apresentava indícios de problemas no sistema de antigelo, levando a aeronave a entrar em parafuso chato — um mecanismo diferente, mas igualmente catastrófico.
O F-35A que caiu representa um investimento monumental. Segundo a previsão orçamentária 2024-2025 do Departamento de Defesa americano, cada unidade tem um custo estimado de US$ 82,5 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 480 milhões, sem contar despesas operacionais. O avião integra a família mais avançada de caças do arsenal americano e funciona como complemento ao F-22 Raptor na categoria de quinta geração. Com este acidente, a Força Aérea dos EUA passa a contar com 374 aparelhos F-35A em sua frota.
O F-35 existe em três versões distintas. A versão A, que caiu no Alasca, é a mais simples estruturalmente e é operada pela Força Aérea. A versão B, dos Fuzileiros Navais, possui capacidade de decolagem vertical. A versão C, da Marinha, é reforçada especificamente para operar a partir de porta-aviões. Todas compartilham características que as definem como aviões de quinta geração: grande furtividade alcançada através do desenho aerodinâmico e de coberturas que absorvem ondas de radar, controle sofisticado de emissões térmicas, capacidade de voo supersônico sustentado sem necessidade de pós-combustão, e um sistema avançado de fusão de dados que integra informações de múltiplos sensores.
O desenvolvimento do F-35 foi controverso desde o início, criticado repetidamente pelos altos custos de produção e operação. O projeto nasceu como uma iniciativa política e industrial envolvendo oito países, com o objetivo ambicioso de substituir a frota envelhecida de F-16, que permanece em serviço há mais de 50 anos. Apesar das críticas, a Guerra da Ucrânia acelerou significativamente as exportações do modelo, com diversos países europeus intensificando suas compras diante da ameaça russa. Atualmente, 20 nações já adquiriram ou planejam adquirir o caça. Israel é o único operador que levou o F-35 ao combate real, operando 39 unidades de uma versão customizada chamada F-35I Adir. No total, cerca de mil F-35 foram produzidos globalmente, enquanto os EUA pretendem ter mais de 2.400 unidades em sua frota.
O acidente no Alasca ocorre em um momento em que a superioridade aérea americana enfrenta novo escrutínio. China e Rússia desenvolvem seus próprios caças de quinta geração, embora o modelo russo tenha tido produção limitada. Mais recentemente, os chineses surpreenderam a comunidade aeronáutica ao colocar em operação dois novos modelos com características do que se convencionou chamar de sexta geração, embora poucos detalhes técnicos tenham sido divulgados. A investigação sobre o que causou a queda vertical do F-35A no Alasca pode revelar vulnerabilidades críticas em um programa que custou bilhões de dólares e que permanece central para a estratégia de defesa americana nos próximos anos.
Citations marquantes
Comunicado da unidade militar diz que foi aberta uma investigação sobre o caso, sobre o qual ainda não se sabe nada.— Unidade militar de Eielson