VAR leva 10 minutos para marcar pênalti e expulsar Jorginho em Santos x Flamengo

Dez minutos de paralisação para uma decisão que mudou o jogo
O VAR levou dez minutos entre o lance inicial e a cobrança do pênalti por Neymar.
Mark

Por que o VAR levou tanto tempo para tomar uma decisão que parecia clara — toque de mão na área?

Mimi

Porque a primeira impressão do árbitro foi diferente. Daronco viu falta, não pênalti. O VAR precisava convencê-lo a mudar de ideia, e isso exigiu múltiplas visualizações do lance.

Luke

Mas aqui está a questão: se era tão óbvio que era pênalti, por que o árbitro em campo não viu assim? E se não era óbvio, como podemos culpar o VAR por levar tempo?

Mimi

Exatamente. O VAR não criou a demora apenas por ser lento — criou porque havia genuína dúvida sobre o que havia acontecido.

Mark

E quanto ao cartão vermelho? Isso foi parte da mesma análise?

Mimi

Sim. Uma vez confirmado o pênalti, a expulsão seguiu automaticamente porque Jorginho era o último defensor. Duas decisões conectadas.

Luke

Mas isso significa que o VAR estava analisando duas coisas simultaneamente — pênalti e expulsão — ou foram análises separadas?

Mimi

A fonte não deixa claro. Sabemos que ambas foram decididas durante aqueles dez minutos, mas não sabemos se foram simultâneas ou sequenciais.

Mark

E o comentarista concordou com tudo?

Mimi

Concordou. PC de Oliveira validou tanto o pênalti quanto o vermelho como decisões corretas.

Luke

Mas ele estava vendo as mesmas imagens que o VAR. Não é exatamente uma validação independente.

Mimi

Verdade. É a opinião de um especialista, mas não é uma verificação de fatos — é uma interpretação da mesma coisa que o VAR interpretou.

  • Jorginho bloqueou um ataque com o braço na linha da área e saiu de campo com cartão amarelo — mas os jogadores do Santos não aceitaram o encerramento do lance.
  • Por quatro minutos, o jogo ficou paralisado enquanto os santistas pressionavam por revisão e a arbitragem permanecia em silêncio no gramado.
  • O VAR interveio e chamou o árbitro Anderson Daronco ao monitor, onde as imagens revelaram o que o olho nu havia classificado de forma diferente.
  • A conclusão mudou tudo: pênalti confirmado e cartão vermelho para Jorginho, considerado o último homem entre o atacante e o gol.
  • Neymar só cobrou o pênalti aos 36 minutos — dez minutos após o lance original — enquanto o debate sobre a eficiência do processo de revisão já tomava conta das arquibancadas.

Em um clássico carregado de tensão na Vila Belmiro, dez minutos de silêncio e imagens repetidas separaram um cartão amarelo de um cartão vermelho — e um pênalti de uma simples falta. O VAR, ferramenta criada para corrigir o erro humano, cumpriu sua função, mas ao custo de suspender o jogo e expor as contradições de um sistema que busca a precisão sem ainda dominar o tempo. A decisão final foi considerada correta; o caminho até ela, uma questão em aberto.

Na Vila Belmiro, aos 26 minutos do segundo tempo do clássico entre Santos e Flamengo, o volante Jorginho estendeu o braço e bloqueou um ataque de Rony na linha da área. O árbitro Anderson Daronco marcou falta e mostrou cartão amarelo. O lance parecia encerrado — mas os jogadores do Santos não deixaram o jogo seguir.

Por quatro minutos, a partida ficou suspensa entre reclamações e silêncio da arbitragem. Quando o VAR finalmente solicitou a revisão, Daronco foi ao monitor e assistiu ao contato repetidas vezes. A conclusão foi outra: era pênalti. E havia um agravante — Jorginho era o último defensor na jogada, o que transformou o cartão amarelo em vermelho e a falta em cobrança da marca.

Do toque de mão ao cartão vermelho, dez minutos se passaram. Neymar esperou até o 36º minuto para se posicionar na marca do pênalti. O comentarista de arbitragem PC de Oliveira, da TV Globo, validou a decisão final, reconhecendo que o VAR chegou à conclusão correta. Ainda assim, a longa paralisia deixou no ar uma pergunta que o futebol ainda não respondeu: quando a tecnologia acerta, mas demora, ela ainda cumpre bem o seu papel?

No segundo tempo do clássico entre Santos e Flamengo na Vila Belmiro, o árbitro Anderson Daronco enfrentou uma das decisões mais longas e controversas da partida. Aos 26 minutos, Jorginho, volante do Flamengo, estendeu o braço para bloquear um ataque de Rony na linha da área. Daronco viu a jogada e marcou falta, mostrando cartão amarelo ao jogador. O lance parecia encerrado.

Mas não estava. Os jogadores do Santos começaram a reclamar imediatamente, argumentando que havia sido toque de mão na área — pênalti, não falta. O jogo ficou parado, a tensão crescendo enquanto os santistas pressionavam pela revisão. Quatro minutos se passaram nessa paralisia, com a arbitragem em silêncio e os ânimos aquecidos no gramado.

Aos 30 minutos, o VAR finalmente entrou em ação. A sala de vídeo solicitou que Daronco fosse ao monitor rever o lance. Lá, o árbitro assistiu as imagens repetidas vezes, analisando o contato entre a mão de Jorginho e a bola. A conclusão foi diferente da primeira: era pênalti. Mas havia mais. Como Jorginho era o último homem na jogada — o único defensor entre o atacante e o gol — a punição não seria apenas a cobrança do pênalti. Daronco mostrou o cartão vermelho, expulsando o volante.

Do primeiro toque de mão ao cartão vermelho, dez minutos se passaram. O jogo permaneceu suspenso enquanto a decisão era tomada e explicada. Neymar, que seria o cobrador do pênalti, esperou até o 36º minuto para finalmente se posicionar na marca. A demora havia transformado um lance de futebol em um episódio de arbitragem que marcaria a partida.

PC de Oliveira, comentarista de arbitragem da TV Globo, validou a decisão final. Para ele, a análise do VAR chegou à conclusão correta: era de fato pênalti, e o cartão vermelho era a punição apropriada pela infração cometida por Jorginho. A longa espera, portanto, havia servido para chegar à decisão certa — ainda que o tempo gasto e a paralisia do jogo deixassem questões sobre a eficiência do processo de revisão.

PC de Oliveira, comentarista de arbitragem da TV Globo, concordou que a jogada era de fato pênalti e passível de cartão vermelho
— PC de Oliveira, TV Globo
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