No extremo sul de São Paulo, uma depressão circular de 3,6 quilômetros guarda, em seus minerais mais resistentes, a memória de uma colisão cósmica. Pesquisadores da USP identificaram pela primeira vez marcas de choque em grãos de zircão extraídos da Cratera de Colônia, encerrando décadas de incerteza sobre a origem da formação e consolidando o que a rocha já sussurrava há milhares de anos. O achado não apenas reescreve a geologia local — ele ressoa nas vidas dos 60 mil habitantes que, sem saber, construíram seu cotidiano dentro de uma das raras crateras habitadas do planeta.
USP encontra evidências de impacto de asteroide na Cratera de Colônia em SP
Media & Entertainment