No calor de uma disputa eleitoral em Pernambuco, o Tribunal Regional Eleitoral tornou-se o campo onde duas campanhas travam uma batalha paralela sobre o direito à palavra. Ao conceder a João Campos 72 inserções para responder a acusações que o ligam ao governo Paulo Câmara, o TRE reconhece que, na democracia, a narrativa também é um bem jurídico a ser protegido. A decisão revela como a propaganda política, quando cruza a linha entre crítica e imputação, convoca o Estado a arbitrar não apenas votos, mas a própria memória pública dos candidatos.