Tufão Conson eleva para 17 o número de mortos nas Filipinas

Pelo menos 17 pessoas morreram, 24 ficaram feridas, sete continuam desaparecidas e mais de 29.800 permanecem refugiadas.
Mais de 29.800 pessoas continuam refugiadas
Para além dos 17 mortos, o Conson deixou milhares de pessoas ainda longe de casa nas Filipinas.
Mark

O número de mortos subiu de 14 para 17 em dois dias. É isso o essencial?

Mimi

É o dado mais visível, mas há outro: mais de 29.800 pessoas continuam refugiadas. Muitas não têm casa para onde voltar, porque quase nove mil edifícios ficaram danificados.

Luke

Convém lembrar que estes números vêm do conselho de gestão de desastres filipino e são balanços provisórios. A própria subida de 14 para 17 mostra que mudam.

Mark

E os sete desaparecidos?

Mimi

Estão nos dois balanços, sem alteração. Pode significar que a busca continua, mas o texto não diz o que está a ser feito.

Luke

Exato. Não sabemos se o número de mortos vai subir, só que há sete pessoas por localizar. Seria especular dizer mais.

Mark

E os 630 milhões de pesos?

Mimi

São 10,6 milhões de euros em perdas, segundo o conselho. Dá uma ideia da escala, mas não diz quem suporta o custo.

Luke

Também não se sabe se é uma estimativa final. É a avaliação das autoridades neste momento.

Mark

Há o Chanthu, que passou sem grandes danos nas Filipinas.

Mimi

Sim, e agora afeta Taiwan com perturbações nos transportes e na eletricidade. Mostra como a época de tufões é contínua na região.

  • O número de mortos subiu de 14 para 17 num só dia, e sete pessoas continuam desaparecidas sem paradeiro confirmado.
  • Quase nove mil edifícios e 168 estradas ficaram danificados, deixando comunidades inteiras isoladas e sem acesso fácil a ajuda.
  • Mais de 29.800 pessoas dormem em centros de acolhimento ou em casas de familiares, à espera de poder regressar.
  • Os danos, avaliados em 630 milhões de pesos, pesam sobre um país que recebe cerca de 20 tufões por ano, e o tufão Chanthu já ameaça Taiwan.

Mais uma vez, o arquipélago filipino aprende a medir a força da natureza em vidas e em telhados. O tufão Conson, depois de atravessar as províncias centrais entre terça e quinta-feira, deixou um rasto de 17 mortos, quase nove mil edifícios danificados e dezenas de milhares de pessoas longe de casa. Enquanto a tempestade se afasta em direção ao Vietname já enfraquecida, o que fica para trás é uma pergunta antiga e incómoda: como reconstruir depressa num país que, todos os anos, aprende de novo a viver sob a ameaça do vento e da água.

O balanço das autoridades filipinas subiu este domingo para 17 mortos, uma subida que reflete o que ainda está por apurar. O tufão Conson atingiu as províncias centrais do arquipélago entre terça e quinta-feira e, depois de atravessar o país, segue agora sobre a região central do Vietname já como tempestade tropical. Segundo o conselho de gestão de risco de desastres, há 24 feridos e sete pessoas desaparecidas, e as equipas continuam à procura.

Os prejuízos são profundos. Quase nove mil edifícios e 168 estradas ficaram danificados, e as perdas foram avaliadas em 630 milhões de pesos, cerca de 10,6 milhões de euros. Mas o número que mais pesa talvez seja outro: mais de 29.800 pessoas continuam refugiadas, algumas em centros de acolhimento, outras em casas de familiares e vizinhos.

No mesmo período, outro tufão, o Chanthu, passou pelo sul do arquipélago sem causar vítimas, mas já perturba agora a costa leste de Taiwan. Nos próximos dias, a atenção deverá voltar-se para os desaparecidos, para a evolução das vítimas e para o regresso de quase trinta mil pessoas a casa.

O balanço das autoridades filipinas subiu este domingo para 17 mortos, causados pela passagem do tufão Conson, que entretanto atravessou o país e se encontra agora sobre a região central do Vietname, já com a categoria de tempestade tropical.

Os números são do conselho de gestão e redução do risco de desastres das Filipinas. Na última atualização, o organismo indicou que sete pessoas continuam desaparecidas e que pelo menos 24 ficaram feridas. Na sexta-feira, o balanço anterior apontava para 14 mortos, 20 feridos e os mesmos sete desaparecidos.

O Conson atingiu as províncias centrais do arquipélago entre terça e quinta-feira. Nesse período, quase nove mil edifícios e 168 estradas ficaram danificados. O conselho avalia as perdas em 630 milhões de pesos, o equivalente a 10,6 milhões de euros.

A dimensão do deslocamento humano é maior do que a dos números de vítimas. Mais de 29.800 pessoas continuam refugiadas, umas em centros de acolhimento, outras em casas de familiares e conhecidos.

Do outro lado do mar do Sul da China, o Vietname emitiu alertas para o risco de ventos fortes e chuvas torrenciais associados ao Conson, que ali chega já enfraquecido, mas ainda com capacidade de provocar estragos.

Não foi a única tempestade da semana. No sábado, outro tufão, o Chanthu, passou pelo extremo sul do arquipélago filipino sem causar grandes danos nem vítimas mortais, segundo o mesmo conselho. Este domingo, o Chanthu encontra-se perto da costa leste de Taiwan, onde o vento e a chuva forte estão a perturbar os transportes e o fornecimento de eletricidade.

As Filipinas são atingidas, em média, por 20 tufões todos os anos. O mais destrutivo foi o supertufão Haiyan, que em novembro de 2013 atingiu as ilhas de Samar e Leyte e deixou sete mil mortos e 200 mil famílias desalojadas. O arquipélago é muito vulnerável às alterações climáticas e assenta no chamado Anel de Fogo do Pacífico, zona onde se regista 90% da atividade sísmica e vulcânica do planeta.

Nos próximos dias, a atenção deverá centrar-se no destino dos desaparecidos, na evolução do número de mortos e na situação das quase 30 mil pessoas que ainda não regressaram a casa.

O Chanthu passou pelo extremo sul do arquipélago sem causar grandes danos ou vítimas mortais.
— Conselho de gestão e redução do risco de desastres das Filipinas
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