Num sábado chuvoso de outubro, na Vila Belmiro, o Santos e o Bahia dividiram um empate que carregava mais tensão do que placar: gols anulados, uma poça que mudou um lance e a expulsão de Neymar, por um gesto na boca que o VAR confirmou. Em rodadas como essa, o futebol mostra como o orgulho e a pressa podem custar caro a quem tinha o controle do jogo. O 1 a 1 deixa o Santos com um homem a menos e uma ausência pesada pela frente, enquanto o Bahia segue na disputa por uma vaga entre os primeiros.
Com chuva e expulsão de Neymar, Santos e Bahia empatam em 1 a 1 na Vila Belmiro
Aos 47, Luan Peres cabeceou e o Santos empatou com um a menos
Um empate em 1 a 1 normalmente passa batido. Por que esse jogo ficou?
Pelo acúmulo: chance aos oito segundos, dois gols anulados de Gabigol, tempestade e a expulsão de Neymar. E o empate saiu aos 47, com um a menos.
O que levou à expulsão de Neymar?
Ele já tinha amarelo por jogar a bola em Nestor. No segundo tempo voltou discutindo, colocou a mão sobre a boca, Nestor denunciou ao árbitro e o VAR confirmou a atitude antidesportiva.
Convém separar o que está confirmado. A expulsão e o motivo oficial, a atitude antidesportiva após o VAR, estão no relato. O que Neymar teria dito, o texto não informa.
E a chuva? Pesou no resultado?
O texto diz que o campo ficou impraticável em cinco minutos e que o gol de Juba teve ajuda de uma poça.
Ajuda de uma poça é a leitura do relato. Não dá para medir quanto isso decidiu o jogo, e o Santos também teve chances nesse período.
O que isso muda na tabela?
O Bahia foi a 50 pontos, sétimo, e o Santos a 46, oitavo. Neymar perde Palmeiras e Bragantino.
Os dois jogos de suspensão estão no texto. O impacto disso no desempenho do Santos ainda é incógnita.
The Pulse
- A chuva transformou o gramado em lâmina de poças em cinco minutos, e o jogo ficou à mercê da água e do acaso.
- Neymar explodiu em discussões com Nestor, Rogério Ceni e outros jogadores, até cobrir a boca num gesto que levou à expulsão.
- Com dez em campo, o Santos empurrou o Bahia contra a parede e viu Gabigol ter o gol anulado por impedimento pela segunda vez.
- Aos 47 minutos, Luan Peres subiu sozinho para cabecear o escanteio e arrancar o empate, mas a vitória baiana já parecia encaminhada.
- Sem Neymar contra Palmeiras e Bragantino, Cuca precisa reorganizar o ataque, enquanto o Santos segue em oitavo com 46 pontos.
Num sábado chuvoso de outubro, na Vila Belmiro, o Santos e o Bahia dividiram um empate que carregava mais tensão do que placar: gols anulados, uma poça que mudou um lance e a expulsão de Neymar, por um gesto na boca que o VAR confirmou. Em rodadas como essa, o futebol mostra como o orgulho e a pressa podem custar caro a quem tinha o controle do jogo. O 1 a 1 deixa o Santos com um homem a menos e uma ausência pesada pela frente, enquanto o Bahia segue na disputa por uma vaga entre os primeiros.
Oito segundos de bola rolando e Philippe Coutinho já estava livre na pequena área, depois de um passe de Neymar e um cruzamento de Barreal. A defesa de Ronaldo impediu o gol, e o jogo da 32ª rodada do Brasileirão começou em ritmo intenso dos dois lados. Antes dos cinco minutos, um gol de Gabigol foi anulado num lance curioso: a bola fez o arco do escanteio, saiu e voltou antes da finalização.
Aos 20 minutos, a chuva chegou com força e o gramado virou um mosaico de poças em poucos minutos. O Santos ainda teve chances, mas o campo impôs seu próprio roteiro. Aos 31, Neymar discutiu com Nestor, recebeu amarelo e se desentendeu com outros jogadores e com Rogério Ceni.
Aos 38, Luciano Juba aproveitou uma poça para marcar o 1 a 0 do Bahia. Na volta do intervalo, a discussão entre Neymar e Nestor voltou. Quando o lateral denunciou um gesto de Neymar com a mão sobre a boca, o VAR confirmou a expulsão, e o camisa 10 deixou o campo revoltado.
Com dez jogadores, o Santos partiu para cima. Gabigol acertou a rede, mas o gol foi anulado por impedimento. Parecia que o Bahia venceria a Vila Belmiro pela primeira vez em 14 anos, até que, aos 47 minutos, Luan Peres subiu sozinho no escanteio e cabeceou o empate.
Agora o Santos enfrenta Palmeiras e Bragantino sem seu maior talento, enquanto o Bahia, em sétimo, com 50 pontos, observa a briga pelas primeiras posições.
Com oito segundos de bola rolando na Vila Belmiro, Philippe Coutinho já estava livre na pequena área, depois de uma troca de passes com Neymar e um cruzamento de Barreal. O chute parou em grande defesa do goleiro Ronaldo, do Bahia. Foi assim que começou, neste sábado, 24 de outubro, o jogo entre Santos e Bahia pela 32ª rodada do Brasileirão, que terminou 1 a 1 e teve chuva forte, gols anulados e a expulsão de Neymar.
O ritmo inicial foi intenso para os dois lados. Antes dos dois minutos, o Bahia criou uma grande chance e conquistou três escanteios. Antes dos cinco, os visitantes reclamaram de pênalti de Coutinho em Erick Pulga, e o Santos teve um gol de Gabigol anulado: num escanteio cobrado por Neymar, a bola fez o arco, saiu do campo e voltou antes de Gabigol concluir. Aos 11, Erick Pulga perdeu uma chance claríssima, chegando atrasado ao cruzamento de Erick, depois do corta-luz de Alejo Véliz, com o goleiro santista batido. Neymar, liberado no 4-5-1 para buscar o jogo, ainda acertou uma bola na trave.
Aos 20 minutos veio a tempestade. Em cinco minutos o gramado ficou impraticável, com dezenas de poças. O Santos ainda criou chances com Gabigol e Coutinho. Aos 31, Neymar se desentendeu com Nestor, jogou a bola sobre o adversário e levou cartão amarelo. Discutiu também com outros jogadores do Bahia e com o técnico Rogério Ceni.
Aos 38, o Bahia abriu o placar. Após cruzamento, o lateral-esquerdo Luciano Juba, com ajuda de uma poça, marcou o 1 a 0. Foi o 11º gol dele no Brasileirão, o que o mantém como artilheiro do time baiano.
No segundo tempo, Neymar e Nestor continuaram a discussão. Nestor pedia que o camisa 10 começasse a jogar. Neymar colocou a mão sobre a boca, e Nestor denunciou o gesto ao árbitro. Depois de consultar o VAR, Sávio Sampaio confirmou a atitude antidesportiva e expulsou o jogador, que saiu revoltado e querendo briga. Neymar já não enfrentaria o Palmeiras por causa do amarelo e agora também desfalca o Santos diante do Bragantino.
Com dez em campo, o Santos atacou mais. Gabigol teve ao menos três boas chances antes dos 30 minutos, mas parou em Ronaldo ou errou a finalização. Aos 31, mandou a bola para a rede, e o gol foi anulado pela segunda vez: a bola levantada na área encontrou Alencar, que rolou para Gabigol, mas ambos estavam impedidos. Luan Peres quase empatou num chute que Ronaldo espalmou, e o Bahia levou perigo em contra-ataques. Parecia que o time baiano venceria o Santos na Vila Belmiro pela primeira vez em 14 anos.
Aos 47 minutos, porém, Rollheiser cobrou escanteio pela esquerda, e Luan Peres subiu para cabecear no canto esquerdo de Ronaldo. Foi o 1 a 1, com um jogador a menos.
O Santos entrou sem Escobar, Willian Arão, Lucas Veríssimo e Artur. Cuca escalou Alencar na zaga e Gustavinho no meio, com Gabigol servido por Coutinho, Neymar e Cebolinha. O Bahia não tinha o suspenso Jean Lucas e vinha de três derrotas nos últimos cinco jogos, incluindo o 3 a 0 para o Flamengo na rodada anterior.
O Bahia chegou a 50 pontos e segue em sétimo. O Santos tem 46 e permanece em oitavo. A ausência de Neymar nos próximos dois jogos é o principal ponto de atenção do time de Cuca.
Notable Quotes
Nestor pediu que Neymar começasse a jogar e denunciou ao árbitro o gesto da mão sobre a boca.— Relato do jogo, Correio Braziliense