Sob o comando do CEO Brian Niccol, a Starbucks encerra 250 cafeterias nos Estados Unidos — unidades que não cumpriam nem a promessa de experiência nem a lógica financeira. É o segundo grande corte em menos de um ano, parte de um plano de recuperação de um bilhão de dólares que revela, com clareza, que reformar uma instituição do cotidiano americano exige tanto coragem de abandonar o passado quanto paciência para construir o futuro.
Starbucks fecha 250 lojas nos EUA em nova rodada de reestruturação
Limpeza estratégica, não colapso — mas a segunda rodada em um ano
Por que a Starbucks está fechando tantas lojas agora? Isso significa que o negócio está em apuros?
Não exatamente. A empresa diz que essas 250 lojas simplesmente não estavam funcionando — ou não ofereciam a experiência que eles querem, ou não eram viáveis financeiramente. É mais uma limpeza estratégica do que um sinal de colapso.
Mas isso é a segunda rodada em um ano. Niccol anunciou fechamentos semelhantes há doze meses. Isso levanta a questão: por que não identificaram esses problemas antes?
Justo. Parece que ele está sendo mais agressivo em cortar o que não funciona. Ele também está reformulando as operações das lojas que ficam — melhorando o atendimento, simplificando o cardápio.
E quanto aos funcionários? Qual é o impacto humano aqui?
A empresa está pagando benefícios de rescisão. Duzentos milhões dos 300 milhões em custos totais vão para encerrar contratos de aluguel e indenizações de funcionários.
Duzentos milhões é o que eles estimam. Mas não sabemos quantos funcionários estamos falando exatamente, ou qual é o tamanho médio de uma indenização. Esses números podem variar bastante.
Então, apesar de fechar lojas, a Starbucks ainda quer crescer?
Sim, mas de forma mais seletiva. Eles estão reduzindo as novas aberturas de 600-650 para 440 este ano. É crescimento, mas mais lento e mais cuidadoso.
O que é importante notar é que essa redução de expansão foi anunciada junto com os fechamentos. Não sabemos se essa cautela é temporária ou se reflete uma mudança mais profunda na estratégia.
El Pulso
- A Starbucks fecha 250 lojas nos próximos dias, o segundo grande corte em menos de um ano, sinalizando que a reestruturação ainda está longe do fim.
- O custo da limpeza é pesado: US$ 300 milhões, sendo US$ 200 milhões destinados a rescisões de contratos e indenizações para funcionários afetados.
- Clientes começarão a ver avisos nas cafeterias este fim de semana, enquanto o aplicativo da rede será atualizado para indicar alternativas próximas.
- A empresa recuou nas projeções de expansão global — de 600 a 650 novas unidades para apenas 440 —, revelando uma cautela que contradiz o discurso oficial de otimismo.
- Niccol aposta em melhorias operacionais, atendimento mais ágil e cardápio simplificado para devolver à rede o crescimento que ela perdeu.
Sob o comando do CEO Brian Niccol, a Starbucks encerra 250 cafeterias nos Estados Unidos — unidades que não cumpriam nem a promessa de experiência nem a lógica financeira. É o segundo grande corte em menos de um ano, parte de um plano de recuperação de um bilhão de dólares que revela, com clareza, que reformar uma instituição do cotidiano americano exige tanto coragem de abandonar o passado quanto paciência para construir o futuro.
A Starbucks anunciou o fechamento de 250 cafeterias nos Estados Unidos nos próximos dias — unidades que, segundo a empresa, não entregavam a experiência desejada ou simplesmente não eram financeiramente viáveis. Embora representem apenas 1% das cerca de 18 mil lojas que a rede opera na América do Norte, os cortes revelam a profundidade da reformulação em curso sob o CEO Brian Niccol.
Este é o segundo grande fechamento em menos de um ano. Há cerca de doze meses, Niccol já havia anunciado uma rodada semelhante, acompanhada de demissões corporativas, dentro de um plano de recuperação de um bilhão de dólares. Agora, a empresa confirma que a limpeza do portfólio ainda não terminou — e o preço é alto: US$ 300 milhões no total, dos quais US$ 200 milhões cobrem rescisões antecipadas de aluguéis e benefícios aos funcionários das lojas encerradas.
A tensão entre otimismo e cautela é visível. O diretor de operações Mike Grams escreveu aos funcionários reafirmando o entusiasmo com o crescimento de longo prazo na América do Norte, mas, ao mesmo tempo, a Starbucks reduziu sua meta de expansão global para o ano fiscal: de 600 a 650 novas inaugurações para apenas 440. O recuo sugere que, enquanto Niccol trabalha para sanear o que existe, a empresa está sendo deliberadamente mais seletiva sobre onde e como crescer.
A Starbucks está fechando 250 cafeterias nos próximos dias, marcando o segundo grande corte em sua operação norte-americana em menos de um ano. As unidades que desaparecem, segundo a empresa, simplesmente não funcionavam — seja porque não ofereciam a experiência que a rede quer entregar aos clientes e aos seus funcionários, seja porque os números não fechavam financeiramente.
Este fechamento representa apenas 1% das aproximadamente 18 mil lojas que a Starbucks opera na América do Norte, mas o tamanho do corte reflete a profundidade da reestruturação em andamento sob o comando do CEO Brian Niccol. Um ano atrás, ele anunciou uma rodada semelhante de fechamentos acompanhada de demissões corporativas, tudo inserido em um plano de recuperação de um bilhão de dólares. Agora, enquanto continua esse esforço multianual de reformulação, a empresa está sinalizando que a limpeza ainda não terminou.
O custo financeiro é substancial. A Starbucks espera gastar cerca de 300 milhões de dólares com os fechamentos — 200 milhões deles destinados a encerrar contratos de aluguel antecipadamente e pagar benefícios de rescisão aos funcionários das lojas que serão fechadas. É um número que apareceu em documentos regulatórios divulgados na quinta-feira, antes mesmo de a empresa revelar quais unidades específicas desaparecerão.
Os clientes começarão a ver avisos nas cafeterias afetadas neste fim de semana. A lista completa de endereços será refletida no aplicativo da Starbucks, permitindo que quem frequenta essas lojas encontre alternativas próximas. Niccol, desde que assumiu o cargo, tem apostado em reformas nas operações das cafeterias, melhorias no atendimento e simplificação do cardápio para trazer a rede de volta ao crescimento.
Mas há uma tensão visível entre o otimismo e a cautela. Mike Grams, o diretor de operações, escreveu aos funcionários dizendo que a empresa permanece "entusiasmada com a significativa oportunidade de crescimento de longo prazo" na América do Norte e que está "desenvolvendo ativamente um forte pipeline de novas cafeterias". Ao mesmo tempo, porém, a Starbucks reduziu suas projeções de expansão global para este ano fiscal: em vez de abrir entre 600 e 650 novas unidades, a empresa agora planeja apenas 440 inaugurações. É um recuo que sugere que, enquanto Niccol trabalha para limpar o portfólio existente, a empresa está sendo mais seletiva sobre onde e como crescer.
Citas Notables
Continuamos entusiasmados com a significativa oportunidade de crescimento de longo prazo à frente na América do Norte— Mike Grams, COO da Starbucks