Numa manhã de quinta-feira, em Surfside, uma localidade junto a Miami, parte das Torres Champlain ruiu sem aviso aparente, deixando por trás de si uma montanha de betão e de silêncio. Ao fim de poucos dias, o número de mortos subira para nove, e mais de 150 pessoas continuavam por encontrar sob os escombros, num drama em que a esperança e a perda caminham lado a lado. A causa permanece por esclarecer, mas a memória de avisos antigos, como um relatório de 2018 que recomendava reparações, lança sobre a tragédia a pergunta que as sociedades costumam fazer depois de cada colapso: o que sabíamos, e
Sobe para nove o número de mortos no desabamento de edifício na Florida
Mais de 150 pessoas continuam desaparecidas entre os escombros
Numa manhã de quinta-feira, em Surfside, uma localidade junto a Miami, parte das Torres Champlain ruiu sem aviso aparente, deixando por trás de si uma montanha de betão e de silêncio. Ao fim de poucos dias, o número de mortos subira para nove, e mais de 150 pessoas continuavam por encontrar sob os escombros, num drama em que a esperança e a perda caminham lado a lado. A causa permanece por esclarecer, mas a memória de avisos antigos, como um relatório de 2018 que recomendava reparações, lança sobre a tragédia a pergunta que as sociedades costumam fazer depois de cada colapso: o que sabíamos, e o que fizemos com esse conhecimento.
A responsável municipal do condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, apresentou aos jornalistas um balanço que acabara de mudar: o número de mortos no desabamento passara de cinco para nove. Encontraram-se quatro corpos e restos humanos entre as ruínas, e uma pessoa morreu já no hospital.
O edifício são as Torres Champlain, um condomínio de três torres adjacentes em Surfside, a cerca de uma dezena de quilómetros de Miami Beach, que acolhia residentes permanentes e sazonais. Num vídeo, vê-se o centro do prédio ceder primeiro e, segundos depois, a secção mais próxima do mar tombar numa enorme nuvem de pó. Mais de 150 pessoas continuam desaparecidas.
As buscas prosseguem com equipas do México e de Israel, dificultadas por um incêndio nos escombros. Sobre a causa, as autoridades ainda nada adiantaram, e os especialistas dizem que a investigação levará meses. Um relatório de 2018 apontava danos estruturais significativos e fissuras na cave, com recomendação de reparações; um estudo de 2020 referia que o edifício afundara cerca de dois milímetros por ano, embora o autor considerasse que isso, por si só, não explicaria o colapso. Está ainda por saber se as obras no teto têm alguma relação com a tragédia.
Entretanto, o município ordenou a inspeção de todos os edifícios com mais de 40 anos na orla marítima, a concluir nos próximos 30 dias. Enquanto as equipas continuam entre os escombros, a pergunta sobre o que se sabia antes permanece em aberto.
A responsável municipal do condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, apresentou-se perante os jornalistas com um balanço que tinha acabado de mudar: o número de mortos no desabamento de um prédio perto de Miami passou de cinco para nove. "Encontrámos quatro corpos nos escombros, bem como restos humanos", afirmou. Até agora, uma pessoa morreu no hospital em consequência do desabamento e oito cadáveres foram retirados das ruínas.
O edifício são as Torres Champlain, na localidade de Surfside, um condomínio formado por três torres adjacentes que ruiu parcialmente na manhã de quinta-feira. Mais de 150 pessoas continuam desaparecidas entre os escombros. As torres, a cerca de uma dezena de quilómetros de Miami Beach, acolhiam tanto residentes permanentes como sazonais.
As imagens de vídeo mostram como tudo aconteceu. O centro do condomínio parece ter sido a primeira zona a ceder; segundos depois, uma secção mais próxima do mar oscilou e caiu, levantando uma enorme nuvem de pó.
As buscas prosseguem com a colaboração de equipas do México e de Israel, e estão a ser dificultadas por um incêndio nos escombros.
Sobre a causa do colapso, as autoridades ainda não adiantaram nada, e os especialistas avisam que a investigação deverá demorar meses. Já vieram a público, porém, alguns documentos. Um relatório elaborado por uma empresa de engenharia em 2018, divulgado no sábado, indicava danos estruturais "significativos" nas Torres Champlain, bem como "fissuras" na cave, e recomendava reparações.
Outro estudo, de 2020, referia que o edifício, construído em 1981, afundou cerca de dois milímetros por ano entre 1993 e 1999. O autor do documento afirmou, no entanto, que isso, por si só, não deveria provocar o colapso. O teto do prédio estava a ser alvo de obras, mas ainda se desconhece se essa intervenção tem alguma relação com o desabamento.
Entretanto, o município de Miami-Dade ordenou a inspeção de todos os edifícios com mais de 40 anos situados na orla marítima, a realizar nos próximos 30 dias. Quanto às causas, a resposta continua por apurar, e as buscas entre os escombros seguem em curso.
Citações Notáveis
Encontrámos quatro corpos nos escombros, bem como restos humanos.— Daniella Levine Cava, responsável municipal de Miami-Dade