Em 13 de agosto de 2026, Vladimir Putin pisou em Iturup — ilha que o Japão chama de Etorofu e nunca deixou de reclamar como sua — num gesto que transcende a geografia e fala a linguagem antiga da soberania afirmada pelo corpo do líder no território contestado. A visita, realizada às vésperas do aniversário da rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial, não foi um acidente de agenda: foi uma declaração de que Moscou não negocia o que considera já resolvido. Para o Japão, que há décadas condiciona um tratado de paz formal à devolução dessas ilhas, o gesto reabriu uma ferida que a diplomacia nun