Numa tarde comum próxima à Faria Lima, uma escritora sentada sozinha se vê absorvida não pelo eclipse solar que atravessa o céu, mas pela mesa ao lado — onde jovens colegas de trabalho planejam um casamento com excessos e indiferenças que a perturbam e fascinam em igual medida. O que começa como observação casual se transforma em espelho: ela reconhece em si mesma o surgimento daquela figura que teme o futuro alheio mais do que o próprio. O eclipse passa. O humano, sempre, fica.