Três décadas após a reunificação, os estados que compunham a antiga Alemanha comunista tornaram-se, paradoxalmente, os maiores redutos eleitorais da extrema direita no país — um giro histórico que revela as feridas não cicatrizadas da transição pós-1990. Ao mesmo tempo, a instabilidade na liderança de Friedrich Merz lança incertezas sobre um acordo orçamentário de dois trilhões de euros que sustenta a coesão financeira europeia, lembrando que as fraturas internas de uma nação podem reverberar muito além de suas fronteiras.