Na Bahia de 2026, a disputa por duas cadeiras no Senado começa a revelar seus contornos sem ainda definir seus vencedores. Rui Costa lidera com 23% das intenções combinadas, mas sete em cada dez eleitores ainda não sabem — ou não dizem — em quem votarão. É o retrato de um eleitorado em movimento lento, que começa a cristalizar preferências sem ter ainda abandonado a abertura para a mudança.
Pesquisa Quaest: Rui Costa lidera disputa pelo Senado na Bahia com 32% na primeira vaga
73% dos eleitores já decidiram, mas 26% ainda podem mudar
Por que essa pesquisa importa agora, em setembro, se a eleição é em outubro?
Porque mostra qual é o cenário real que os candidatos enfrentam. Rui Costa lidera, mas não de forma esmagadora — 32% na primeira vaga deixa muito espaço aberto.
Mas 32% de 900 pessoas é uma amostra pequena. Com margem de erro de 3 pontos, Rui Costa poderia estar entre 29% e 35%. Isso é importante notar.
E quanto à indecisão? 71% não conseguem citar um candidato espontaneamente.
Isso é alto, mas caiu de 85% em agosto. Significa que a campanha está penetrando, mas ainda há muito voto volátil.
Verdade, mas quando mostram os nomes, 15% ainda ficam indecisos para a primeira vaga. Isso não é negligenciável — pode ser 135 pessoas em uma amostra de 900.
E a rejeição? Rui Costa tem 38% de rejeição.
Sim, mas 49% votariam nele. Então ele tem uma base sólida, mas também uma rejeição real que não pode ignorar.
O ponto é que rejeição e intenção de voto não são opostos diretos. Há gente que não conhece, gente que conhece e votaria, gente que conhece e não votaria. Os números somam 100%, então a história é mais nuançada.
E João Roma? Cresceu de 7% para 11%.
Crescimento real, mas ainda é metade de Rui Costa. E 52% não o conhecem, então há espaço para crescimento ou para queda, dependendo de como a campanha dele se desenvolver.
Exato. A pesquisa é um retrato de um momento. Faltam duas semanas. Muita coisa pode mudar.
El Pulso
- Com 71% dos eleitores incapazes de citar um candidato espontaneamente, a corrida ao Senado baiano é, por ora, uma disputa entre poucos nomes conhecidos e uma maioria silenciosa ainda à deriva.
- João Roma (PL) saltou de 7% para 11% desde agosto, e Angelo Coronel avançou de 5% para 9% — sinais de que o campo oposicionista está ganhando tração em terreno historicamente dominado pelo PT.
- A rejeição ameaça os líderes: 38% dos que conhecem Rui Costa recusam seu voto, e Jaques Wagner enfrenta 40% de rejeição — números que abrem espaço para candidatos menos desgastados.
- Apesar da indecisão, 73% dos eleitores afirmam que sua escolha já está feita — alta de dez pontos desde agosto —, sugerindo que o eleitorado está se fixando mesmo antes de a campanha atingir seu pico.
Na Bahia de 2026, a disputa por duas cadeiras no Senado começa a revelar seus contornos sem ainda definir seus vencedores. Rui Costa lidera com 23% das intenções combinadas, mas sete em cada dez eleitores ainda não sabem — ou não dizem — em quem votarão. É o retrato de um eleitorado em movimento lento, que começa a cristalizar preferências sem ter ainda abandonado a abertura para a mudança.
Uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Bahia e divulgada em 24 de setembro ouviu 900 eleitores baianos entre os dias 20 e 23 do mesmo mês, com margem de erro de 3 pontos percentuais. O objetivo era mapear as intenções de voto para as duas vagas ao Senado que a Bahia preencherá em outubro de 2026.
Rui Costa, do PT, lidera com 23% das menções combinadas para a primeira e a segunda vaga, mantendo o mesmo patamar de agosto. Jaques Wagner, também do PT, aparece em segundo com 17%. João Roma, do PL, cresceu de forma expressiva — de 7% para 11% —, e Angelo Coronel, do Republicanos, avançou de 5% para 9%. Os demais candidatos somam juntos uma fatia marginal do eleitorado.
Os números mudam de feição quando se separa a disputa por vaga. Para a primeira cadeira, Rui Costa lidera com 32%, João Roma aparece com 16% e Wagner com 15%. Para a segunda, Wagner assume a frente com 20%, enquanto Costa cai para 14%. Isso revela que os eleitores estão pensando de forma estratégica nas duas escolhas que precisarão fazer.
A volatilidade ainda é o traço dominante do cenário. Na pesquisa espontânea, 71% dos entrevistados não conseguem citar um candidato — queda em relação aos 85% de agosto, mas ainda uma indecisão de proporções consideráveis. Mesmo com os nomes apresentados, 15% permanecem indecisos para a primeira vaga e 23% para a segunda.
Há, porém, um movimento de estabilização: 73% dos eleitores afirmam que sua decisão já está tomada, ante 63% em agosto. Apenas 26% admitem que ainda podem mudar de voto antes de 4 de outubro. A rejeição, por sua vez, pesa sobre os líderes — 38% dos que conhecem Rui Costa não votariam nele, e Wagner enfrenta 40% de rejeição. João Roma, desconhecido por mais da metade do eleitorado, divide opiniões de forma equilibrada entre quem o conhece. Os candidatos menores praticamente não existem no radar: alguns são desconhecidos por mais de 90% dos eleitores, o que torna o crescimento deles dependente de uma campanha ainda por vir.
A disputa pelo Senado na Bahia em 2026 ainda está em aberto, mas começa a desenhar-se com mais clareza. Uma pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira, 24 de setembro, encomendada pela TV Bahia, ouviu 900 pessoas entre 20 e 23 de setembro e oferece o retrato mais recente de como os eleitores baianos estão pensando sobre as duas cadeiras que serão preenchidas em outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Rui Costa, do PT, segue na frente quando se somam todas as menções que recebe — tanto para a primeira quanto para a segunda vaga. Ele aparece com 23% das intenções de voto combinadas, mantendo a mesma posição que tinha em levantamento anterior de 27 de agosto. Jaques Wagner, também do PT, vem em segundo com 17%. João Roma, do PL, cresceu significativamente: saiu de 7% em agosto para 11% agora. Angelo Coronel, do Republicanos, também avançou, passando de 5% para 9%. Os demais candidatos — Professora Delliana Ricelli pelo Psol, Marcelo Santtana pela DC, Marcelo Carvalho pelo Psol, Marcelo Millet pelo PCO, Carlos Sodré pelo Mobiliza e Gregorio Gould pela UP — somam juntos apenas alguns pontos percentuais.
Mas esses números combinados mascaram uma realidade mais complexa. Quando se olha apenas para a primeira vaga, Rui Costa lidera com 32%, uma leve queda em relação aos 33% de agosto. João Roma sobe para 16% nesta posição, enquanto Jaques Wagner cai para 15%. Para a segunda vaga, o cenário muda completamente: Wagner lidera com 20%, enquanto Rui Costa cai para 14%. Isso sugere que os eleitores estão pensando em estratégias diferentes para cada uma das duas escolhas que precisam fazer.
O que mais chama atenção é a volatilidade do eleitorado. Na pesquisa espontânea — quando os nomes não são apresentados aos entrevistados — 71% dos eleitores não conseguem citar um candidato em quem pretendem votar. Esse número caiu em relação a agosto, quando era 85%, mas ainda representa uma indecisão massiva. Mesmo quando os nomes são mostrados, 15% permanecem indecisos para a primeira vaga e 23% para a segunda. Somando-se os indecisos aos votos em branco e nulo, a margem de movimento é considerável.
Há, porém, um sinal de estabilização. Quando perguntados se sua escolha é definitiva ou se ainda podem mudar, 73% dos eleitores disseram que já decidiram. Esse número subiu em relação a agosto, quando era 63%. Apenas 26% afirmam que ainda podem mudar de voto antes de 4 de outubro, data das eleições. Isso sugere que, apesar da indecisão inicial, uma parcela crescente do eleitorado está cristalizando suas preferências.
A rejeição também é um fator importante. Rui Costa é conhecido por 62% dos eleitores, mas 38% daqueles que o conhecem dizem que não votariam nele — uma taxa de rejeição que subiu de 36% em agosto. Jaques Wagner enfrenta rejeição ainda maior: 40% dos que o conhecem não votariam nele, mantendo o mesmo patamar de antes. João Roma, por outro lado, é desconhecido por 52% dos eleitores, mas entre aqueles que o conhecem, 24% votariam e 24% não votariam. Angelo Coronel também é amplamente desconhecido — 54% não o conhecem — mas sua taxa de rejeição entre os que o conhecem é de 23%, em alta em relação aos 22% de agosto.
Os candidatos menores praticamente não existem no radar eleitoral. Professora Delliana Ricelli é desconhecida por 86% dos eleitores. Marcelo Santtana, Carlos Sodré, Gregorio Gould e Marcelo Millet são desconhecidos por mais de 90% cada um. Esses números sugerem que a campanha ainda tem meses para mudar a percepção sobre candidatos menos conhecidos, mas também indicam que o espaço para crescimento está concentrado em um pequeno grupo.
Citas Notables
73% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 26% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições— Pesquisa Quaest