A menos de duas semanas das eleições de outubro, o Pará assiste a uma disputa senatorial ainda sem contornos definidos: Helder lidera com um quarto dos votos, mas enfrenta rejeição crescente, enquanto Chicão triplicou sua presença nas pesquisas em apenas um mês. O cenário reflete um eleitorado que, em sua maioria, ainda pondera — e que, nessa hesitação coletiva, carrega o poder de decidir quem ocupará as cadeiras do Senado.
Pesquisa Quaest: Helder lidera disputa pelo Senado no Pará com 25%
Um terço dos eleitores ainda pode mudar de voto
Por que Helder lidera se 40% dos que o conhecem não votariam nele?
Porque ele tem o maior reconhecimento entre todos os candidatos. Mesmo com rejeição alta, 52% ainda votariam nele, e isso é mais do que qualquer outro tem.
Mas é importante notar que essa rejeição cresceu cinco pontos desde agosto. Se continuar nesse ritmo, ele pode perder a liderança.
E Chicão? Ele saiu de 5% para 15% em um mês.
Chicão cresceu porque muitos eleitores ainda não o conheciam — 62% em agosto. Agora 41% não o conhecem, e entre os que conhecem, 33% votariam nele. É um crescimento baseado em maior exposição.
Verdade, mas é importante dizer que esse crescimento é recente e pode não ser consolidado. Ele lidera para a segunda vaga, mas para a primeira ainda fica em terceiro.
A segunda vaga parece mais aberta que a primeira.
Muito mais. Para a primeira, Helder tem 36% e está bem à frente. Para a segunda, Chicão tem 19%, mas Helder cai para 14% e Delegado Éder Mauro para 11%. Há muito mais dispersão.
E 21% ainda estão indecisos para a segunda vaga, contra 10% para a primeira. Isso deixa bastante espaço para movimento.
Qual é o tamanho real dessa amostra?
Foram 804 pessoas entrevistadas entre 22 e 25 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.
O que significa que diferenças menores que três pontos não são estatisticamente significativas. Então Delegado Éder Mauro e Chicão, ambos com 15%, estão tecnicamente empatados.
O Pulso
- Com 69% dos eleitores incapazes de citar espontaneamente um candidato, a corrida ao Senado paraense permanece amplamente em aberto a poucos dias do pleito.
- Chicão (UNIÃO) triplicou sua intenção de voto em um mês — de 5% para 15% —, transformando o que parecia uma disputa de dois em uma batalha de três.
- Helder lidera no geral, mas 40% dos eleitores que o conhecem afirmam que jamais votariam nele, criando um teto visível para seu crescimento.
- A segunda vaga é o verdadeiro campo de batalha: Chicão lidera esse recorte com 19%, sugerindo que eleitores de Helder buscam outro nome para completar sua cédula.
- Com 33% dos entrevistados ainda abertos a mudar de voto, o resultado final dependerá de quem conseguir mobilizar os indecisos nos dias que restam.
A menos de duas semanas das eleições de outubro, o Pará assiste a uma disputa senatorial ainda sem contornos definidos: Helder lidera com um quarto dos votos, mas enfrenta rejeição crescente, enquanto Chicão triplicou sua presença nas pesquisas em apenas um mês. O cenário reflete um eleitorado que, em sua maioria, ainda pondera — e que, nessa hesitação coletiva, carrega o poder de decidir quem ocupará as cadeiras do Senado.
A pesquisa Quaest divulgada no sábado revela um cenário fragmentado para a disputa pelo Senado do Pará em 2026. Helder, do MDB, lidera com 25% de intenção de voto na combinação das duas vagas, seguido por Delegado Éder Mauro, do PL, e Chicão, da União, ambos com 15%. O levantamento, encomendado pela TV Liberal, ouviu 804 pessoas entre 22 e 25 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.
O dado mais revelador está na pesquisa espontânea: 69% dos eleitores não conseguem citar nenhum candidato, e mesmo na versão estimulada 16% permanecem indecisos. A eleição está marcada para 4 de outubro, e o eleitorado paraense ainda está longe de ter feito sua escolha.
O movimento mais expressivo do período é o de Chicão, que saiu de 5% em agosto para 15% agora — crescimento de dez pontos em menos de um mês. Zequinha Marinho recuou de 11% para 10%, e Celso Sabino caiu de 7% para 5%. A disputa pela segunda vaga é onde o cenário se torna mais aberto: Chicão lidera esse recorte com 19%, à frente de Helder (14%) e Éder Mauro (11%), indicando que eleitores do MDB tendem a buscar outro nome para completar a cédula.
A rejeição pesa sobre os líderes. Helder vê 40% dos eleitores que o conhecem afirmarem que não votariam nele — cinco pontos a mais do que em agosto. Éder Mauro registra 33% de rejeição. Chicão, por sua vez, ainda é desconhecido por 41% do eleitorado, o que representa espaço real para crescimento na reta final.
O fator decisivo pode ser a volatilidade: 33% dos entrevistados admitem estar abertos a mudar de voto até o dia da eleição. Esse contingente, somado à dispersão natural da segunda vaga, mantém a corrida em aberto e torna qualquer projeção prematura.
A pesquisa Quaest divulgada no sábado mostra um cenário fragmentado para a disputa pelo Senado no Pará em 2026. Helder, do MDB, lidera com 25% de intenção de voto quando se considera a combinação de menções para as duas vagas, seguido por Delegado Éder Mauro, do PL, e Chicão, da União, ambos com 15%. O levantamento foi encomendado pela TV Liberal e ouviu 804 pessoas entre 22 e 25 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.
O quadro geral, porém, revela uma eleição ainda em aberto. Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados — 69% dos eleitores não conseguem citar um candidato, indicando que a maioria ainda não consolidou sua preferência. Mesmo na pesquisa estimulada, em que os nomes são mostrados, 16% permanecem indecisos. Esses números sugerem que grande parte do eleitorado paraense ainda está avaliando suas opções a pouco mais de uma semana do pleito, marcado para 4 de outubro.
O crescimento de Chicão chama atenção. Em levantamento anterior realizado em 29 de agosto, ele tinha apenas 5% de intenção de voto. Agora aparece empatado em segundo lugar com 15%, um crescimento de dez pontos percentuais. Zequinha Marinho, do Podemos, recuou de 11% para 10%, enquanto Celso Sabino, do PDT, caiu de 7% para 5%. Outros candidatos como Gizelle Freitas e Lívia Noronha permanecem com 1% cada.
A dinâmica muda significativamente quando se separam as intenções por vaga. Para a primeira cadeira, Helder domina com 36%, enquanto Delegado Éder Mauro fica em segundo com 20% e Chicão em terceiro com 11%. Já para a segunda vaga, o cenário se inverte: Chicão lidera com 19%, seguido por Helder com 14% e Delegado Éder Mauro com 11%. Isso indica que eleitores que votariam em Helder para a primeira vaga tendem a buscar outro candidato para a segunda, abrindo espaço para Chicão consolidar uma votação mais distribuída.
A rejeição aos candidatos mais votados é substancial. Helder, apesar de liderar, enfrenta 40% de eleitores que o conhecem mas não votariam nele — um aumento de cinco pontos desde agosto. Delegado Éder Mauro tem 33% de rejeição. Chicão, por outro lado, viu sua rejeição cair de 24% para 26%, enquanto 41% ainda não o conhecem, sugerindo espaço para crescimento conforme sua campanha avança. Candidatos menores como Edlaine Rodrigues, Fernanda Lopes e Breno Guimarães têm índices de desconhecimento acima de 90%.
Um fator importante para a reta final é a volatilidade do eleitorado. Enquanto 67% dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva, 33% dizem estar abertos a mudar de voto até o dia da eleição. Esse contingente de eleitores indecisos e voláteis pode ser decisivo, especialmente para a segunda vaga, onde a dispersão de votos é maior. O levantamento foi registrado no TSE sob o número PA-07042/2026 e tem nível de confiança de 95%.
Citações Notáveis
Para a primeira vaga, Helder domina com 36%, enquanto para a segunda, Chicão lidera com 19%— Pesquisa Quaest