Músico de Curitiba é morto por dono de bar em briga por ficha de fliperama de R$ 5

Hiago Martins Pinheiro, 25 anos, foi morto com uma facada no peito durante confronto em bar na região central de Curitiba.
Uma noite simples no bar terminou em tragédia irreparável
Como a família de Hiago descreveu a sequência de eventos que levou à sua morte.
Mark

Por que uma briga por uma ficha de fliperama de cinco reais terminou em morte?

Mimi

Porque o que começou como um problema técnico com uma máquina se transformou em confronto físico. Mas as versões divergem sobre como exatamente isso aconteceu.

Luke

Exatamente. A polícia diz que Hiago reclamou e foi expulso. A família diz que ele foi verbalmente agredido, expulso com violência, e depois defendeu outro jovem. São narrativas bem diferentes.

Mark

E o que as câmeras mostram?

Mimi

A delegada disse que as câmeras e as testemunhas identificaram Moacir como quem desferiu a facada. Mas não ficou claro se as câmeras capturam toda a sequência de eventos que a família descreve.

Luke

Isso é importante. A polícia confirmou quem esfaqueou, mas não necessariamente confirmou por quê ou em que contexto exato.

Mark

Quem era Hiago, além de um jovem que estava em um bar?

Mimi

Músico, compositor, baterista em bandas independentes, colaborador de publicações internacionais. Tinha 25 anos e tinha sido aprovado em um instituto federal para estudar computação.

Luke

A família o descreve como pacífico e engajado socialmente. Mas isso é a perspectiva da família. O que sabemos é que ele estava lá naquela noite.

Mark

E Moacir? Quem é ele?

Mimi

Dono do bar, foragido, com antecedentes por tráfico de drogas e lesão corporal.

Luke

Então ele já tinha histórico de violência. Isso importa para entender o padrão, mas não prova o que aconteceu naquela noite específica.

Mark

A polícia vai conseguir encontrá-lo?

Mimi

Está foragido. Há linhas de denúncia anônima abertas.

Luke

Enquanto isso, temos duas versões do que aconteceu e uma morte confirmada. A investigação ainda está em aberto.

  • Uma máquina de fliperama quebrada desencadeou uma sequência de agressões que terminou com um jovem morto na calçada de um bar no centro de Curitiba.
  • A família contesta a versão policial: Hiago não teria reclamado por birra, mas teria se levantado para proteger um jovem que mal conhecia quando o dono do bar atravessou a rua armado.
  • O suspeito, Moacir Rossi de Godoy, tem antecedentes por tráfico de drogas e lesão corporal — e está foragido desde a noite do crime.
  • Câmeras de segurança e múltiplas testemunhas já identificaram Moacir como o autor da facada, consolidando a autoria mesmo na ausência do suspeito.
  • Hiago havia sido aprovado em um instituto federal e se preparava para começar uma nova fase em Campos do Jordão; a família o descreve como pacífico e engajado socialmente.
  • A polícia pede que informações sobre o paradeiro do foragido sejam denunciadas anonimamente pelos números 0800 643 1121 ou 197.

Na noite de 12 de fevereiro, em Curitiba, uma ficha de fliperama de cinco reais separou um jovem músico do futuro que ele havia construído com cuidado — cursos, bandas, colaborações, planos de mudança. Hiago Martins Pinheiro, 25 anos, morreu esfaqueado no peito em frente a um bar na Rua São Francisco, em circunstâncias que a família descreve como um ato de coragem ao defender um desconhecido. O suspeito, dono do estabelecimento, permanece foragido, enquanto a cidade confronta a fragilidade da vida cotidiana diante da violência arbitrária.

Hiago Martins Pinheiro tinha 25 anos e era chamado de Jago pelos amigos da cena cultural de Curitiba. Guitarrista, baterista e compositor autodidata, colaborava com publicações internacionais e tocava em bandas independentes da capital paranaense. Havia sido aprovado em um instituto federal e se preparava para se mudar a Campos do Jordão, onde iniciaria um curso de computação.

Na noite de 12 de fevereiro, após uma partida de Magic com amigos, o grupo passou por um bar na Rua São Francisco para jogar fliperama. Hiago comprou uma ficha de cinco reais. A máquina não funcionou.

O que se seguiu é disputado. A Polícia Civil afirma que Hiago reclamou com o estabelecimento e foi expulso, momento em que o dono do bar, Moacir Rossi de Godoy, o esfaqueou no peito. A família, por meio do advogado Vitor Pereira Pacheco, apresenta uma versão diferente: os jovens comunicaram educadamente o problema, foram verbalmente agredidos e decidiram sair por conta própria. Sentaram-se do lado de fora de um bar próximo, do outro lado da rua. Moacir os seguiu, começou a agredir um dos rapazes e Hiago se levantou para defendê-lo — foi então atingido pela facada.

A delegada Magda Hofstaetter confirmou que imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas apontam Moacir como o autor do crime. Ele tem antecedentes por tráfico de drogas e lesão corporal e permanece foragido. A família declarou confiar nas autoridades e descreveu aquela noite como simples e cotidiana — encerrada por uma tragédia irreparável.

Hiago Martins Pinheiro tinha 25 anos e era conhecido na cena cultural de Curitiba pelo apelido Jago. Tocava guitarra e bateria, compunha músicas, colaborava com publicações internacionais e participava de bandas independentes da capital paranaense. Na noite de 12 de fevereiro, ele saiu para jogar Magic com amigos. Quando a partida terminou, o grupo decidiu passar por um bar na Rua São Francisco, na região central, para jogar fliperama antes de voltar para casa. Comprou uma ficha de cinco reais. A máquina não funcionou.

O que aconteceu depois é contado de formas diferentes. Segundo a Polícia Civil do Paraná, Hiago reclamou com o estabelecimento sobre a ficha quebrada. Ele e seus amigos foram expulsos. Moacir Rossi de Godoy, dono do bar, saiu do estabelecimento e o esfaqueou no peito. Hiago morreu no local.

A família de Hiago apresenta uma versão distinta aos investigadores. Segundo seu advogado, Vitor Pereira Pacheco, os três rapazes informaram educadamente ao responsável pelo bar que a máquina não funcionava. Foram verbalmente agredidos e decidiram sair. Sentaram-se em uma mesa do lado de fora. Moacir então saiu do bar com outro funcionário, armado com o que parecia ser um pé de cabra, e expulsou os três jovens que atravessaram a rua para um outro bar próximo. Ali se sentaram novamente, agora do lado de fora daquele estabelecimento. Moacir atravessou a rua novamente e começou a agredir um dos rapazes. Hiago se levantou para defender o jovem que havia conhecido há pouco tempo e foi atingido no peito por uma facada.

A delegada Magda Hofstaetter informou que a polícia analisou imagens de câmeras de segurança e ouviu testemunhas que presenciaram o crime. Todos os ouvidos identificaram Moacir como o autor da facada. Moacir Rossi de Godoy está foragido. Além de ser investigado por homicídio qualificado, ele tem antecedentes criminais por tráfico de drogas e lesão corporal.

Hiago havia sido recentemente aprovado em um instituto federal e se preparava para se mudar para Campos do Jordão, em São Paulo, onde iniciaria um curso de computação. A família o descreve como uma pessoa pacífica, gentil e engajada em causas sociais. Amigos relatam que ele ajudava pessoas em situação de vulnerabilidade e mantinha forte vínculo com a comunidade cultural de Curitiba. Em nota, a família afirmou confiar na atuação das autoridades na apuração do crime e descreveu a sequência de eventos daquela noite como simples e cotidiana, encerrada por uma tragédia irreparável.

A polícia continua buscando Moacir. Pessoas com informações sobre seu paradeiro podem denunciar anonimamente pelos telefones 0800 643 1121 ou 197.

Essa foi a sequência simples e cotidiana de eventos encerrada por uma tragédia irreparável
— Família de Hiago Martins Pinheiro
Todos os ouvidos identificaram Moacir como o autor da facada
— Delegada Magda Hofstaetter, Polícia Civil do Paraná
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