Em Londres, um homem que cruzou o Canal da Mancha em busca de refúgio foi condenado a onze anos de prisão por tentativa de estupro — crime que tentou negar invocando limitações do próprio corpo. A juíza rejeitou cada argumento com precisão cirúrgica, revelando não um ato isolado, mas um padrão metódico de predação contra mulheres. O caso lembra que a vulnerabilidade de quem busca proteção não apaga a vulnerabilidade daquelas que ele coloca em perigo.
Iraniano condenado a 11 anos por tentativa de estupro após alegar micropênis
Você destruiu completamente a minha vida
Por que a defesa dele sobre o micropênis chegou ao ponto de exames médicos na cela? Parecia uma estratégia séria ou apenas desesperada?
A juíza permitiu porque ele insistiu nela como argumento central. Mas desde o início estava claro que ela não acreditava. Ela rejeitou não apenas essa alegação, mas também a obesidade, a depressão, o tabagismo — tudo que ele apresentou.
Mas espera: ele realmente foi examinado? O texto diz que dois médicos visitaram a cela para verificar. Isso aconteceu ou foi apenas mencionado como parte da defesa?
Aconteceu. Está documentado. Mas a juíza descartou completamente a relevância disso para o crime.
E quanto aos outros incidentes com mulheres? Isso foi provado ou eram apenas alegações?
O texto diz que ele "havia sido associado" a outros episódios. Há uma diferença entre ser associado e ser condenado. Um caso envolveu a polícia sendo acionada; outro foi testemunho do promotor. Não está claro se todos resultaram em acusações formais.
O que importa é que a juíza viu um padrão. Ela disse que ele estava "vagando pelas ruas durante a madrugada, procurando alguém de quem pudesse tirar proveito". Isso não é acusação — é conclusão baseada nas provas.
A vítima precisou tomar medicamentos preventivos contra HIV. Ele foi testado para doenças?
Não. Ele recusou. Por isso ela teve que tomar os medicamentos preventivos como precaução. Isso é um detalhe importante: a recusa dele criou uma incerteza que a prejudicou ainda mais.
E os efeitos colaterais foram horríveis. Ela descreveu como uma extensão horrível do trauma.
Ele realmente fugiu do Irã por perseguição política e conversão religiosa?
Seu advogado alegou isso. Mas não há confirmação independente no texto. É o que a defesa apresentou. A juíza não comentou sobre isso em sua sentença.
Independentemente de por que ele veio, o que ele fez aqui é indefensável. O padrão de perseguição é claro.
The Pulse
- Uma mulher de 43 anos foi seguida por 55 minutos em plena noite de dezembro, perseguida desde o ônibus até um beco escuro — e só sobreviveu ao ataque porque um estranho interveio.
- Na tentativa de escapar da condenação, o réu alegou micropênis, obesidade, depressão e tabagismo como provas de incapacidade sexual — a juíza ordenou exame médico e rejeitou todos os argumentos.
- O histórico de Mohmoudi revelou um padrão sistemático: perseguições a outras mulheres, e-mails de assédio no trabalho e vigília noturna diante de residências — comportamento que a juíza descreveu como vagar pelas ruas à procura de vítimas.
- A vítima declarou ao tribunal que acreditou que morreria naquela noite; desde então, convive com trauma, medicação preventiva contra HIV e hepatite B e o período de festas transformado em gatilho de memórias do crime.
- Com onze anos de prisão, quatro de liberdade supervisionada e deportação prevista ao fim da pena, o caso encerra um ciclo de violência que atravessou fronteiras e jurisdições.
Em Londres, um homem que cruzou o Canal da Mancha em busca de refúgio foi condenado a onze anos de prisão por tentativa de estupro — crime que tentou negar invocando limitações do próprio corpo. A juíza rejeitou cada argumento com precisão cirúrgica, revelando não um ato isolado, mas um padrão metódico de predação contra mulheres. O caso lembra que a vulnerabilidade de quem busca proteção não apaga a vulnerabilidade daquelas que ele coloca em perigo.
Hossein Mohmoudi, iraniano de 36 anos, foi condenado a 11 anos de prisão no Reino Unido por tentativa de estupro após apresentar uma defesa incomum: alegou que condições físicas — entre elas um micropênis, obesidade, tabagismo e depressão — o tornariam incapaz de cometer o crime. A juíza Sarah-Jane Griffiths rejeitou cada argumento, ordenou exame médico para verificar a alegação e foi direta: as provas contra ele eram contundentes e ele era claramente capaz de manter relações sexuais.
O ataque aconteceu em dezembro de 2024. Mohmoudi embarcou no mesmo ônibus que uma mulher de 43 anos que voltava de uma festa de Natal, a seguiu durante 55 minutos e a atacou em um beco. Um transeunte interrompeu a agressão. O episódio não era isolado: três meses antes, ele havia seguido outra mulher até sua casa e ficado à espreita do lado de fora. O promotor apresentou ainda evidências de perseguição a uma garçonete e de assédio sistemático por e-mail a outra mulher. A juíza concluiu que ele vagava pelas ruas de madrugada à procura de vítimas.
A vítima do ataque disse ao tribunal que acreditou que seria morta naquela noite. Devido à recusa de Mohmoudi em realizar exames para doenças sexualmente transmissíveis, ela precisou tomar medicamentos preventivos contra HIV e hepatite B, com efeitos devastadores sobre seu organismo durante o primeiro mês. O período de festas de fim de ano, antes motivo de celebração, tornou-se para ela um gatilho permanente.
Mohmoudi havia chegado ao Reino Unido de barco pelo Canal da Mancha e já acumulava cinco condenações criminais na Alemanha. Seu advogado argumentou que ele fugira de perseguição no Irã por participar de protestos e por ter se convertido ao cristianismo. A juíza também descartou sua explicação de que frequentava um site de fetiches apenas para praticar inglês. Além dos 11 anos de prisão, ele cumprirá quatro anos de liberdade supervisionada e enfrentará deportação ao fim da pena.
Hossein Mohmoudi, um iraniano de 36 anos, foi condenado a 11 anos de prisão no Reino Unido por tentativa de estupro após apresentar uma defesa extraordinária: alegou que sua condição física o tornava incapaz de cometer o crime. A juíza Sarah-Jane Griffiths rejeitou categoricamente seus argumentos, incluindo a afirmação de que possuía um micropênis, e ordenou que dois médicos o examinassem na cela para verificar a alegação.
O ataque ocorreu em dezembro de 2024, quando Mohmoudi perseguiu uma mulher de 43 anos durante 55 minutos enquanto ela retornava para casa após uma festa de Natal. Ele embarcou no mesmo ônibus que ela, a seguiu até um beco e tentou estuprá-la. Um transeunte interveio e interrompeu o ataque. Durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Snaresbrook, em Londres, Mohmoudi apresentou uma série de argumentos para se defender: além do micropênis, alegou que sua obesidade, seu hábito de fumar e sua depressão o impediriam de ter capacidade ou desejo sexual. A juíza Griffiths foi direta em sua rejeição. "Também concluo que você era claramente capaz de manter relações sexuais", afirmou, observando que as provas contra ele eram contundentes.
O padrão de comportamento predatório de Mohmoudi não se limitava a este incidente. Três meses antes da tentativa de estupro, a polícia havia sido acionada quando ele seguiu outra mulher até sua casa, esperou do lado de fora e observou o interior do imóvel por um período significativo. Ele estava morando em um hotel para requerentes de asilo no leste de Londres na época. O promotor Christiaan Moll apresentou evidências de que Mohmoudi havia perseguido uma garçonete no sudoeste de Londres e assediado outra mulher, enviando repetidamente e-mails para ela no trabalho. A juíza Griffiths constatou que ele estava "vagando pelas ruas durante a madrugada, procurando alguém de quem pudesse tirar proveito".
A vítima do ataque sofreu consequências graves e duradouras. Em sua declaração à Justiça, ela disse acreditar que seria morta naquela noite se não tivesse sido interrompida. "Você destruiu completamente a minha vida", afirmou. Devido à recusa de Mohmoudi em se submeter a exames para doenças sexualmente transmissíveis, ela precisou tomar medicamentos preventivos contra HIV e hepatite B, cujos efeitos colaterais no primeiro mês foram devastadores para seu estômago, peso e energia. O período de festas de fim de ano, que deveria ser de celebração, tornou-se para ela um gatilho para lembranças do crime.
Mohmoudi chegou ao Reino Unido pilotando uma pequena embarcação pelo Canal da Mancha e foi preso por dez meses por essa ação antes de ser liberado para um abrigo de requerentes de asilo. Ele já possuía cinco condenações criminais por agressão e danos à propriedade enquanto vivia na Alemanha. Durante o julgamento, seu advogado, David Harounoff, argumentou que Mohmoudi havia fugido do Irã por sofrer perseguição devido à sua participação em protestos contra o regime e sua conversão ao cristianismo. A juíza também rejeitou sua explicação de que estava interagindo em um site de fetiches apenas para melhorar seu inglês. "Não acredito, nem por um momento, que você estivesse naquele site para aprender ou melhorar seu inglês", disse Griffiths.
A sentença foi de 11 anos de prisão, além de quatro anos de liberdade supervisionada. Mohmoudi deverá cumprir dois terços de sua pena antes de ser avaliado para liberdade condicional e enfrentará deportação após o cumprimento da sentença. A condenação encerrou um caso que revelou não apenas um crime grave, mas um padrão sistemático de comportamento predatório contra mulheres que se estendeu por meses e atravessou múltiplas jurisdições.
Notable Quotes
Também concluo que você era claramente capaz de manter relações sexuais— Juíza Sarah-Jane Griffiths, rejeitando a defesa de Mohmoudi
Não tenho dúvidas de que você estava vagando pelas ruas durante a madrugada, procurando alguém de quem pudesse tirar proveito— Juíza Sarah-Jane Griffiths, descrevendo o padrão de comportamento predatório