Em uma manhã de domingo em Sarandi, no Paraná, uma mulher foi carregada inconsciente dentro de um saco de cal por seu companheiro, que a abandonou na calçada como se descartasse algo sem valor. O gesto, registrado por câmeras de segurança, condensa uma violência que vai além do corpo: é o apagamento simbólico de uma existência. Ela sobreviveu; ele foi preso. A Justiça, desta vez, chegou antes do silêncio definitivo.
Mulher encontrada desacordada em saco de cal ingeriu material tóxico
Deixou-a desacordada na rua e desapareceu
Como câmeras de segurança conseguem registrar algo assim em plena luz do dia?
Porque aconteceu de manhã, 8h10, em uma rua residencial. Não é escondido — é feito em público, como se ninguém estivesse vendo.
Mas alguém viu? Além das câmeras, quem chamou a ambulância? A reportagem não deixa claro.
A mulher ingeriu cal. Como isso acontece se ela estava desacordada?
Ela estava dentro do saco. A cal é um pó fino. Quando você respira, quando se move, você inala. Quando está inconsciente, você não consegue se proteger.
A reportagem diz que ela "ingeriu e teve ferimentos", mas não especifica se foi inalação, se entrou pela boca, se foi contato com a pele. Sabemos que sofreu dano, mas o mecanismo exato não está claro.
Por que ele a deixou lá? Ele pensava que ela estava morta?
O delegado especula isso. Leandro nega ter agredido, mas confirma ter a deixado na rua. Se ele realmente acreditava que ela estava morta, faz sentido abandoná-la.
Mas é só especulação do delegado. Leandro não disse isso. Ele pode ter deixado por outras razões — pânico, raiva, indiferença. Não sabemos o que ele pensava.
Ele foi preso por tentativa de feminicídio. Isso é uma acusação forte.
É. Significa que a polícia e o Ministério Público acreditam que ele tentou matá-la. A prisão preventiva foi concedida, então um juiz concordou que há risco.
Mas Leandro nega as agressões. Ele diz que ela estava desacordada por falta de sono. Se isso for verdade, a acusação muda completamente. Ainda não há condenação.
Der Puls
- Câmeras de segurança flagraram um homem empurrando uma carriola com uma mulher desacordada dentro de um saco de cal pelas ruas de Sarandi às 8h10 de um domingo.
- A vítima ficou abandonada e inconsciente na calçada por 35 minutos até a chegada do Samu, tendo ingerido material tóxico e sofrido ferimentos causados pela cal.
- Ao recuperar a consciência, ela relatou à Polícia Militar ter sido agredida com socos, tapas e chutes pelo companheiro antes de ser deixada na rua.
- O suspeito foi preso em flagrante em sua residência, ainda com marcas de cal no corpo, e negou as agressões, atribuindo o desmaio da vítima a dois dias sem dormir.
- O Ministério Público pediu prisão preventiva, que foi concedida pela Justiça, enquanto a vítima permanecia internada, fora de risco, em uma Unidade de Pronto Atendimento.
Em uma manhã de domingo em Sarandi, no Paraná, uma mulher foi carregada inconsciente dentro de um saco de cal por seu companheiro, que a abandonou na calçada como se descartasse algo sem valor. O gesto, registrado por câmeras de segurança, condensa uma violência que vai além do corpo: é o apagamento simbólico de uma existência. Ela sobreviveu; ele foi preso. A Justiça, desta vez, chegou antes do silêncio definitivo.
Na manhã de um domingo em Sarandi, no Norte do Paraná, câmeras de segurança registraram uma cena perturbadora: um homem empurrando uma carriola pelas ruas do Jardim Monterrey com uma mulher desacordada dentro, envolta em um saco de cal. Apenas as pernas e os pés dela eram visíveis. Leandro Gil Martins, de 40 anos, companheiro da vítima, a deixou sozinha e inconsciente na calçada e desapareceu.
Trinta e cinco minutos depois, o Samu chegou ao local. No hospital, os médicos constataram que a mulher havia ingerido material tóxico do saco e apresentava ferimentos causados pela cal. Ao recobrar a consciência, ela contou à Polícia Militar que havia sido agredida com socos, tapas e chutes antes de ser abandonada daquela forma. Na segunda-feira, permanecia internada, fora de risco.
A polícia localizou Leandro em sua residência e o prendeu em flagrante por tentativa de feminicídio. Ele ainda estava com marcas de cal no corpo, e a carriola foi encontrada no mesmo endereço. Na delegacia, negou as agressões e disse que a mulher estava desacordada porque não dormia há dois dias. Quando questionado sobre tê-la deixado na calçada, confirmou o fato com simplicidade desconcertante. O delegado avaliou que Leandro pode ter acreditado que ela estava morta ao abandoná-la. O Ministério Público pediu prisão preventiva, e a Justiça acolheu o pedido.
No domingo de manhã, em Sarandi, no Norte do Paraná, câmeras de segurança capturaram um homem empurrando uma carriola pelas ruas do Jardim Monterrey. Dentro dela, envolvida em um saco de cal, estava uma mulher desacordada. Leandro Gil Martins, de 40 anos, companheiro da vítima, carregava-a assim pelas ruas às 8h10 da manhã. Apenas as pernas e os pés dela eram visíveis acima do material. Depois de deixá-la sozinha e inconsciente no chão, ele desapareceu.
Trinta e cinco minutos se passaram até que uma ambulância do Samu chegasse ao local. A mulher foi levada ao hospital, onde os médicos constataram que ela havia ingerido o material tóxico do saco de cal e apresentava ferimentos causados por ele. Quando recuperou a consciência, ela relatou à Polícia Militar que havia sido agredida pelo companheiro com socos, tapas e chutes antes de ser abandonada daquela forma. Na segunda-feira, ela permanecia internada em uma Unidade de Pronto Atendimento, fora de risco.
A polícia identificou Leandro e foi até sua residência, onde o prendeu em flagrante pela acusação de tentativa de feminicídio. Quando foi encontrado, ele ainda estava sujo de cal. A carriola também foi localizada no endereço. Na delegacia, durante o depoimento, Leandro negou ter agredido a companheira. Segundo sua versão, os dois haviam discutido por causa de uma garrafa de bebida alcoólica, e ele afirmou que a mulher estava desacordada porque não dormia há dois dias.
Quando questionado sobre o fato de tê-la deixado na calçada, Leandro confirmou a ação, dizendo simplesmente que a deixou "lá mesmo". O delegado considerou que é possível que Leandro tenha acreditado que a mulher estava morta após as agressões, o que o teria levado a abandoná-la na rua. O Ministério Público do Paraná se manifestou favorável à prisão preventiva, e a Justiça acolheu o pedido. A defesa de Leandro não respondeu aos contatos da reportagem até a última atualização.
Bemerkenswerte Zitate
Leandro negou ter agredido a companheira, afirmando que os dois discutiram por causa de uma garrafa de bebida alcoólica e que ela estava desacordada porque não dormia há dois dias— Depoimento de Leandro Gil Martins na delegacia
O delegado considerou que Leandro pode ter acreditado que a mulher estava morta depois das agressões e, por isso, a abandonou na rua— Análise do delegado no boletim de ocorrência