Num domingo cinzento de agosto, nos arredores de Rosário, a família de Lionel Messi entregou ao silêncio a despedida de Jorge Messi, o homem que acompanhou o filho desde os primeiros passos até os palcos do futebol mundial. A dor chegou em público aos poucos, primeiro num choro durante a Copa, depois na sombra de um tratamento que a família preferiu não detalhar. Como tantas histórias de pais e filhos, esta se desenrola longe dos holofotes, mesmo quando o nome em jogo pertence a todo um país.
Messi se despede do pai em cerimônia restrita em Pérez, sob forte segurança, e recebe homenagens de fãs
Percorremos 700 quilômetros para estar aqui
Por que uma cerimônia tão fechada para alguém tão famoso quanto Messi?
A família escolheu sigilo e segurança reforçada. Isso explica o público pequeno: poucas pessoas chegaram perto do cemitério, e quem foi ficou do lado de fora das grades.
E o que os fãs fizeram, então?
Deixaram cartazes, flores e uma coroa nas grades, e também presentes na casa onde Messi nasceu, em Rosário. Um casal viajou 700 quilômetros desde Tres Arroyos só para estar por perto.
Vale separar o que se sabe. A causa da morte não foi informada pela família.
Certo. O Clarín publicou que Jorge tinha câncer e estava internado havia meses, inclusive durante a Copa.
Mas isso é informação de um jornal, não confirmação oficial. A família só confirmou acompanhamento médico, sem detalhes.
E o choro de Messi contra a Argélia?
Ele disse que eram questões pessoais. Foi a imprensa argentina que depois ligou isso à saúde do pai.
Então a ligação é atribuída à imprensa, não declarada por ele.
Como o futebol reagiu?
Com minuto de silêncio, braçadeiras pretas na AFA e no Inter Miami, bandeiras a meio mastro até sexta e o gesto de De Paul com a camisa 10.
Der Puls
- O sepultamento em Pérez aconteceu sob forte esquema policial, com grades, sigilo e poucas pessoas autorizadas a ver a cerimônia.
- A família mantém silêncio sobre a causa da morte, enquanto relatos da imprensa falam em câncer e internação prolongada.
- Torcedores levaram cartazes, flores e mensagens de força às grades do cemitério e à casa onde Messi nasceu.
- Barcelona, Inter Miami e a AFA prestaram homenagens, com minuto de silêncio e bandeiras a meio mastro até sexta-feira.
- O luto segue sem data de encerramento para a família, que tenta atravessar a perda longe do ruído público.
Num domingo cinzento de agosto, nos arredores de Rosário, a família de Lionel Messi entregou ao silêncio a despedida de Jorge Messi, o homem que acompanhou o filho desde os primeiros passos até os palcos do futebol mundial. A dor chegou em público aos poucos, primeiro num choro durante a Copa, depois na sombra de um tratamento que a família preferiu não detalhar. Como tantas histórias de pais e filhos, esta se desenrola longe dos holofotes, mesmo quando o nome em jogo pertence a todo um país.
Pouco antes do meio-dia deste domingo, em Pérez, cidade vizinha a Rosário, familiares se reuniram num cemitério protegido por grades e policiais. Entre eles estava Lionel Messi, que se despedia de Jorge Messi, morto no sábado aos 68 anos. A cerimônia foi restrita, e ao final o aparato de segurança começou a ser desmontado aos poucos. Messi voltou em seguida para a casa da família, num condomínio fechado nos arredores de Rosário.
A família chegou dos Estados Unidos em voo privado e ficou reunida desde a noite de sábado. Jorge era figura central na vida do jogador, e também seu agente. Sua saúde se tornou pública durante a Copa do Mundo, quando Messi chorou após marcar contra a Argélia e disse que as lágrimas tinham relação com questões pessoais. A família confirmou então um acompanhamento médico, sem detalhar o quadro. O Clarín relatou câncer e internação de meses, informação que não foi oficialmente confirmada.
Fora do cemitério, flores, cartazes e recados se acumularam nas grades. Um estudante de 15 anos escreveu "Força, Messi" porque imaginava como é perder alguém querido. Casais de cidades distantes viajaram para estar presentes, mesmo que o público tenha sido menor do que se esperava. Na casa onde Messi nasceu, também em Rosário, a homenagem ganhou forma de presentes e bandeiras.
O futebol se uniu ao luto. O Barcelona destacou o papel de Jorge na trajetória do argentino, e a AFA determinou minuto de silêncio e braçadeiras pretas em todas as categorias, com bandeiras a meio mastro até sexta-feira. No jogo do Inter Miami contra o Monterrey, os companheiros entraram de braçadeira preta, e Rodrigo De Paul mostrou por baixo da camisa o número 10. Por ora, a família segue em reserva.
Pouco antes do meio-dia deste domingo (9), através das grades de um cemitério em Pérez, cidade vizinha a Rosário, na Argentina, era possível enxergar à distância alguns familiares reunidos. Entre eles estava Lionel Messi, que se despedia do pai, Jorge Messi, morto no sábado (8), aos 68 anos. A cerimônia, restrita a familiares e pessoas próximas, terminou por volta do meio-dia.
O sepultamento foi cercado de sigilo e de forte presença policial. Jornalistas da AFP que estavam no local constataram que o esquema de segurança começou a ser desmontado aos poucos depois do fim do rito. Segundo a imprensa local, o capitão da seleção argentina voltou em seguida à residência da família, num condomínio fechado nos arredores de Rosário.
Messi havia chegado ao país na noite de sábado, acompanhado da esposa, Antonela Roccuzzo, e dos filhos. A família veio dos Estados Unidos em voo privado e ficou reunida em Rosário depois da morte de Jorge, que era figura central na vida pessoal e na carreira do jogador, além de seu agente e gestor de negócios.
A família não informou a causa da morte. O jornal argentino Clarín publicou que Jorge enfrentava um câncer e estava internado havia vários meses, inclusive durante a Copa do Mundo de 2026. Esses detalhes não foram confirmados oficialmente. A situação de saúde dele veio à tona durante o torneio: depois de marcar um gol contra a Argélia, Messi chorou e disse que as lágrimas tinham relação com questões pessoais. A imprensa argentina depois ligou a emoção ao estado do pai. A família confirmou então que Jorge estava em acompanhamento médico, sem divulgar detalhes do quadro. Terminada a Copa, Messi viajou a Rosário para visitá-lo.
Perto do cemitério El Prado, concentraram-se jornalistas, policiais e alguns torcedores. Nas grades de acesso ficaram cartazes e mensagens como "Força, família Messi" e "Força, Messi, te amo sempre", além de uma coroa de flores. O estudante Lucas Blanco, de 15 anos, disse à AFP que voltou ao local depois de ter ido na noite anterior, e que fez um cartaz com a frase "Força, Messi" porque imagina como deve ser perder alguém querido.
O público foi pequeno, apesar da dimensão do ídolo, por causa do caráter reservado da cerimônia. Ana e Carlos viajaram 700 quilômetros desde Tres Arroyos, no sul da província de Buenos Aires. Carlos disse que queriam acompanhar Leo naquele momento. Ana contou que esperavam muita gente e se surpreendeu com o número reduzido, mas que mesmo assim quiseram apoiar a família. Em Rosário, a casa de dois andares onde Messi nasceu também virou ponto de homenagem, com flores, cartas, cartazes e presentes na entrada, cercada por bandeiras argentinas.
O luto se estendeu ao futebol. O Barcelona, clube em que Messi construiu grande parte da carreira, homenageou Jorge e destacou o papel dele na trajetória do argentino. A AFA determinou minuto de silêncio e braçadeiras pretas em todas as categorias do país, com bandeiras a meio mastro até a próxima sexta-feira. No sábado, o Inter Miami, clube de Messi desde julho de 2023, fez um minuto de silêncio antes do jogo contra o Monterrey, pela Leagues Cup, e os companheiros entraram com braçadeiras pretas. Rodrigo De Paul, depois de marcar, levantou a camisa e mostrou outra por baixo, com o número 10.
As homenagens oficiais seguem até sexta-feira; a família, por ora, mantém reserva sobre a doença e as circunstâncias da morte.
Bemerkenswerte Zitate
Percorremos 700 quilômetros para estar aqui. Queríamos acompanhar o Leo neste momento.— Carlos, torcedor de Tres Arroyos, à AFP
Fiz este cartaz porque imagino como deve ser perder um ente querido.— Lucas Blanco, 15 anos, à AFP