Na terça-feira, 3 de novembro, os eleitores norte-americanos voltam às urnas para as eleições de meio de mandato, num ritual que a democracia dos Estados Unidos repete a cada dois anos para renovar o pulso do Congresso. Em jogo estão todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 do Senado e governos de 36 estados, e a pergunta que paira é quem terá a palavra final sobre a agenda do país pelos próximos dois anos. Como o país não possui apuração central e cada estado segue suas próprias regras, o desfecho pode levar dias para se revelar, e a espera faz parte do próprio processo. Para um presidente
Midterms 2026: como funciona a apuração nos EUA e quando sai o resultado
Pode levar dias até saber qual partido controlará a Câmara e o Senado
Por que a contagem pode demorar tanto nos Estados Unidos?
Porque não existe um órgão nacional. Cada estado tem suas regras e seus horários de fechamento, e alguns levam mais tempo para contar os votos enviados pelo correio. Em 2022, a Câmara só foi definida mais de uma semana depois.
E quem anuncia o vencedor, então? Isso é oficial?
A Associated Press agrega os resultados oficiais e projeta vencedores com base em estatística. É a imprensa que cumpre esse papel, há quase 200 anos.
Por que a eleição importa tanto para Trump, se ele não disputa?
Os republicanos controlam as duas Casas, mas com maioria pequena. Perder uma delas poderia travar projetos e abrir espaço para investigações.
As projeções apontam vitória democrata, certo?
Na Câmara, todas apontam. No Senado, divergem bastante.
Então vale lembrar que são projeções de pesquisas, não resultados. No Senado, uma fonte prevê 53 a 47 para os democratas e outra, empate em 48, com quatro disputas indefinidas. O texto não diz qual está mais certa.
E as medidas sobre voto pelo correio?
Trump alega fraude e tomou medidas para restringi-lo. Os dados indicam que democratas votam mais assim.
O texto registra a alegação de fraude, mas não traz evidência dela. Isso fica em aberto.
Le Pouls
- Os democratas aparecem como favoritos na Câmara, com projeções que chegam a mais de 230 cadeiras, enquanto o controle do Senado segue em disputa acirrada.
- A ausência de uma contagem nacional centralizada faz com que cada estado conte à sua maneira, e recontagens podem surgir onde a diferença for mínima.
- Campanhas arrecadaram mais de US$ 15 bilhões, e Trump percorre comícios quase diariamente em meio a uma desaprovação em torno de 60%.
- A votação pelo correio, a mudança de mapas eleitorais e as restrições ao voto geram tensão sobre a legitimidade e a velocidade da apuração.
- A Associated Press assume o papel de agregar resultados e projetar vencedores, e o país deve aguardar dias até o controle do Congresso ficar definido.
Na terça-feira, 3 de novembro, os eleitores norte-americanos voltam às urnas para as eleições de meio de mandato, num ritual que a democracia dos Estados Unidos repete a cada dois anos para renovar o pulso do Congresso. Em jogo estão todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 do Senado e governos de 36 estados, e a pergunta que paira é quem terá a palavra final sobre a agenda do país pelos próximos dois anos. Como o país não possui apuração central e cada estado segue suas próprias regras, o desfecho pode levar dias para se revelar, e a espera faz parte do próprio processo. Para um presidente que não está na cédula, mas cujo mandato se sente no resultado, a votação é também um espelho de como o eleitorado avalia o rumo do poder.
Nesta terça-feira (3), milhares de eleitores americanos vão às urnas para as eleições de meio de mandato, as midterms. O voto definirá qual partido controlará a Câmara dos Representantes e o Senado nos próximos dois anos, e parte dos eleitores já enviou seu voto pelo correio ou começou a votar antecipadamente.
O Congresso é renovado aos poucos: deputados têm mandatos de dois anos e senadores, de seis. Desta vez, estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 do Senado e governos em 36 estados. Os eleitos tomam posse em janeiro de 2027.
Não há um número único e rápido vindo de um órgão central. Cada estado tem suas regras, horários de apuração diferentes e, em grande parte, cédula de papel contada por servidores sob fiscalização partidária. Se a diferença for mínima, recontagens podem ser pedidas. Em 2022, a Câmara só teve seu resultado definido mais de uma semana depois. Por isso, a Associated Press, que há quase 200 anos reúne dados e projeta vencedores, ganha protagonismo.
Donald Trump não está na disputa, mas o resultado pesa sobre seu governo. Desde 2024, os republicanos controlam as duas Casas, com maioria pequena. Perder uma delas dificultaria aprovar projetos e abriria espaço para barrar ações e abrir investigações. Trump tem feito comícios quase diários, prometeu um bônus de US$ 5 mil a cada adulto caso seu partido vença, e apoiou mudanças em mapas eleitorais e restrições ao voto pelo correio, alegando fraudes. Sua desaprovação gira em torno de 60%.
As projeções favorecem os democratas na Câmara, e o Senado segue dividido. A noite de terça trará os primeiros números, mas o controle do Congresso pode levar dias para ser confirmado.
Nesta terça-feira (3), milhares de eleitores americanos vão às urnas nas eleições de meio de mandato, as midterms. O voto vai definir qual partido controlará a Câmara dos Representantes e o Senado nos próximos dois anos. A votação antecipada já começou em alguns estados, e parte dos eleitores já enviou seu voto pelo correio.
O Congresso dos EUA é renovado aos poucos. Os deputados têm mandatos de dois anos e os senadores, de seis, de modo que a cada dois anos se renova toda a Câmara e cerca de um terço do Senado. Desta vez, estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Há ainda eleições para governador em 36 estados. Os eleitos tomarão posse em janeiro de 2027.
Quem espera um número único e rápido de um órgão central vai se frustrar. Os Estados Unidos não têm nada equivalente ao TSE brasileiro, e cada estado segue suas próprias regras. A apuração costuma começar quando as seções fecham, mas o horário varia: às 19h na Flórida, às 21h em Nova York e, no Tennessee, conforme o condado. Em boa parte dos estados o voto é em cédula de papel, contada por trabalhadores eleitorais, muitas vezes servidores públicos, com fiscalização de membros dos partidos. Se a diferença entre dois candidatos for muito pequena, os partidos ou a Justiça podem pedir recontagem.
Os primeiros resultados devem sair ainda na noite de terça, mas saber quem controla cada Casa pode levar dias. Em 2022, a disputa pela Câmara só foi definida mais de uma semana depois, em parte porque alguns estados demoram mais para contar os votos enviados pelo correio. Como não há contagem nacional centralizada, o trabalho de agregar os dados fica com a imprensa. Há quase 200 anos, a Associated Press é a principal fonte: espalha centenas de repórteres pelos locais de contagem, reúne os resultados oficiais e, com base em dados estatísticos, projeta vencedores antes do fim da apuração.
Donald Trump não está na cédula. Seu mandato vai até janeiro de 2029, e a próxima eleição presidencial é em 2028. Mas o resultado pesa sobre ele. Desde 2024, os republicanos controlam as duas Casas e conseguiram aprovar pautas do governo, ainda que com maioria pequena e algumas rebeldias de parlamentares do próprio partido. Perder a Câmara, o Senado ou ambos dificultaria a aprovação de projetos e abriria espaço para barrar ações do governo e instaurar investigações.
Trump tem viajado quase diariamente para comícios e prometeu um bônus de até US$ 5 mil a cada adulto americano se os republicanos vencerem. Nos meses anteriores, apoiou mudanças em mapas eleitorais para favorecer o partido em alguns estados e adotou medidas para restringir o voto pelo correio, alegando fraudes. Os dados indicam que eleitores democratas votam mais pelo correio do que os republicanos. Pesquisas mostram desaprovação do presidente em torno de 60%. Segundo a imprensa americana, as campanhas arrecadaram mais de US$ 15 bilhões.
Na Câmara, os democratas são favoritos. Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 19 de outubro mostrou 47% dos eleitores dispostos a votar em democratas e 35% em republicanos. Hoje os republicanos têm 218 cadeiras, os democratas 214, há um independente e duas vagas abertas. O Center for Politics, da Universidade da Virgínia, projetava em 27 de outubro 225 cadeiras democratas, 193 republicanas e 17 indefinidas. O Race to the WH, de Logan Phillips, previa em 30 de outubro 236 a 199, com 95,2% de chance democrata. O 270toWin indicava 220 a 196, com 19 indefinidas.
No Senado, os republicanos têm 53 cadeiras e os democratas 47, incluindo dois independentes que costumam votar com o partido. As projeções divergem mais: o Center for Politics (29 de outubro) via 49 democratas, 46 republicanos e 5 indefinidas; o Race to the WH (30 de outubro), 53 a 47, com 78,4% de chance democrata; o 270toWin, 48 a 48, com 4 indefinidas. A noite de terça trará os primeiros números, mas o controle do Congresso pode demorar a ser confirmado.
Citations marquantes
Trump prometeu pagar um bônus de até US$ 5 mil a cada adulto americano caso os republicanos vençam as eleições.— Donald Trump, segundo o g1