Num fim de semana de outubro de 2026, o condado de Polk, vizinho de Orlando, encerrou uma longa e silenciosa vigilância contra quem usa a cidade do entretenimento como cenário para explorar crianças. Em sete dias, a operação resultou em 281 prisões, e entre os detidos estavam funcionários de parques que construíram sua imagem em torno da infância. É um lembrete incômodo de que os lugares feitos para a alegria também podem abrigar quem a corrompe, e de que a proteção dos mais jovens depende de vigilância constante, mesmo onde menos se espera.
Megaoperação na Flórida prende 281 suspeitos de tráfico humano e abuso infantil, incluindo funcionários da Disney e Universal
Dezessete dos presos trabalhavam nos parques de Orlando
Por que esse caso chamou tanta atenção, além do número de presos?
Pelo perfil de alguns deles. Dezessete trabalhavam em parques de Orlando, 13 na Disney World e quatro na Universal, e sete desses são acusados de predação sexual de menores.
E como a polícia chegou a eles?
Com investigadores infiltrados. Um deles se passou por um menino de 13 anos, e um funcionário da Disney foi preso de uniforme, indo ao encontro marcado.
Vale separar o que está confirmado do que é declaração do xerife. Quase tudo vem de Grady Judd, e a reportagem não traz documentos judiciais.
Inclusive a descrição de Colin Klaco?
Sim. Que ele já foi o Mickey e tinha fraldas em duas mochilas é o relato do xerife. Os adjetivos são opinião dele, não prova.
E a Disney não respondeu à CNN. Que demitiu todos os envolvidos também é a versão de Judd.
Os números fecham?
239 mais 31 mais 11 dá 281. Mas o gabinete não explicou as 11 restantes, e isso segue desconhecido.
Há também 32 imigrantes irregulares, 16 já com o ICE, 24 armados e nove em liberdade condicional.
Presos não são condenados. Falta saber quais acusações serão formalizadas e como cada caso andará na Justiça.
Il Polso
- Em sete dias, uma operação policial no condado de Polk deteve 281 pessoas, em duas frentes: tráfico humano e adultos que viajavam a Orlando para encontrar menores.
- Dezessete funcionários de parques temáticos, treze da Disney World e quatro do Universal Studios, estão entre os presos, e a Disney diz ter demitido todos os envolvidos.
- Um investigador se passou por um menino de 13 anos, e um suspeito foi preso de uniforme a caminho do encontro marcado.
- Trinta e dois suspeitos estão em situação migratória irregular, e 16 já foram entregues ao ICE, com novas acusações e processos judiciais ainda por vir.
Num fim de semana de outubro de 2026, o condado de Polk, vizinho de Orlando, encerrou uma longa e silenciosa vigilância contra quem usa a cidade do entretenimento como cenário para explorar crianças. Em sete dias, a operação resultou em 281 prisões, e entre os detidos estavam funcionários de parques que construíram sua imagem em torno da infância. É um lembrete incômodo de que os lugares feitos para a alegria também podem abrigar quem a corrompe, e de que a proteção dos mais jovens depende de vigilância constante, mesmo onde menos se espera.
O condado de Polk, vizinho de Orlando, anunciou na sexta-feira (30) o fim de uma megaoperação que terminou com 281 presos, acusados de tráfico humano e de predação sexual de menores. O xerife Grady Judd a classificou como a maior operação infiltrada da história do gabinete. Batizada de Polk Around and Find Out II, a ação durou sete dias e atacou duas frentes: o tráfico de pessoas e os adultos que viajavam a Orlando em busca de crianças. Segundo a polícia, 239 prisões envolveram tráfico humano e 31 envolveram predadores sexuais de menores.
O dado que mais chocou foi o das profissões. Dezessete dos presos trabalhavam em parques e resorts da região, treze na Disney World e quatro no Universal Studios. Sete deles respondem por predação sexual de menores. Entre eles está Colin Klaco, de 24 anos, que já havia interpretado o Mickey Mouse. Judd o descreveu em termos duros e afirmou que ele era fissurado em fraldas e foi detido com duas mochilas cheias do produto. Outro funcionário da Disney foi capturado ainda de uniforme, a caminho de um encontro com um investigador que se passava por um menino de 13 anos. Também foram presos o treinador principal do Davenport Titans, time que treina jovens de 11 a 14 anos, e um militar da Marinha dos Estados Unidos.
O perfil dos detidos inclui 32 imigrantes em situação irregular, dos quais 16 já foram entregues à custódia do ICE. Vinte e quatro levavam armas de fogo e nove estavam em liberdade condicional. A Disney, segundo o xerife, colaborou com a investigação e demitiu os envolvidos; a Universal não se manifestou. Agora, o caminho segue pelos tribunais, com as acusações formais contra cada preso e o destino dos que estão sob custódia federal.
O condado de Polk, vizinho a Orlando, na Flórida, anunciou na sexta-feira (30) o fim de uma megaoperação policial que terminou com 281 pessoas presas, acusadas de tráfico humano e de predação sexual de menores. O xerife Grady Judd classificou a ação como a maior operação infiltrada da história do gabinete.
A operação, batizada de Polk Around and Find Out II, durou sete dias e teve duas frentes: uma voltada ao tráfico humano e outra a adultos que viajaram a Orlando para encontrar menores. Segundo a contagem do gabinete, 239 prisões envolveram tráfico humano e 31 envolveram predadores sexuais de menores. Outras 11 prisões não foram especificadas.
O dado que mais chamou atenção é o das ocupações dos suspeitos. Dezessete trabalhavam em parques temáticos e resorts da região: 13 na Disney World e quatro no Universal Studios. Sete desses 17 são acusados de predação sexual de menores.
Uma das prisões citadas por Judd foi a de Colin Klaco, de 24 anos, que já interpretou o Mickey Mouse na Disney. O xerife o descreveu em termos duros, falando de sua voz fina e de sua baixa estatura, e disse que ele seria talvez a pessoa mais doente que o gabinete já prendeu. Judd afirmou ainda que Klaco era fissurado em fraldas e foi detido com duas mochilas cheias do produto.
Outro funcionário da Disney foi preso ainda de uniforme, a caminho de um encontro armado por um investigador da polícia, que se passava por um menino de 13 anos. Entre os detidos também estão o treinador principal do Davenport Titans, time da Flórida que treina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos, e um militar da Marinha dos Estados Unidos. De acordo com Judd, o treinador acreditava que iria encontrar uma menina de 14 anos.
O xerife deu outros números sobre o perfil dos presos. Trinta e dois eram imigrantes em situação irregular, e até o momento 16 foram transferidos para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Vinte e quatro suspeitos levaram armas de fogo aos encontros, e nove estavam em liberdade condicional.
A CNN procurou a Disney, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem original. Segundo Judd, a empresa colaborou com a operação e demitiu todos os funcionários envolvidos. A Universal não aparece na reportagem com posicionamento próprio.
O que vem a seguir são os desdobramentos judiciais: as acusações formais contra cada um dos presos e a situação dos 16 já entregues ao ICE.
Citazioni salienti
Foi a maior operação infiltrada da história do gabinete.— Grady Judd, xerife do condado de Polk