FBI atribui à Coreia do Norte ataque à Binance, considerado o maior roubo de criptomoedas da história

Foram cerca de 20 minutos para o maior roubo da história das criptomoedas
O FBI atribui ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, o ataque contra a Binance.
Mark

Por que esse caso chama tanta atenção?

Mimi

Pela combinação: é descrito como o maior roubo da história das criptomoedas, durou cerca de 20 minutos e o FBI o atribui a um grupo patrocinado pela Coreia do Norte.

Mark

E o que o FBI diz que vem a seguir?

Mimi

Que os hackers estão convertendo os ativos para Ethereum e devem usar serviços descentralizados e de troca instantânea para dificultar o rastreamento.

Luke

Vale separar: a atribuição à Coreia do Norte vem do FBI. O texto não mostra as provas, só a conclusão do órgão.

Mark

E a Binance, como respondeu?

Mimi

Diz ter coberto 90% das perdas, com dez criptomoedas totalmente cobertas, e que vai comprar o restante até chegar a 100%.

Luke

Esse número de 90% é da própria empresa. Também não há, na reportagem, o valor total roubado.

Mark

E os clientes brasileiros?

Mimi

Segundo a Binance, ficaram seguros por estarem em carteiras frias, embora os saques tenham sido suspensos por um tempo.

Luke

E a regra do Banco Central, de separar os recursos desde fevereiro, não impede ataques nem garante ressarcimento. A segurança dos brasileiros é uma afirmação da corretora.

  • Em cerca de vinte minutos, hackers ligados à Coreia do Norte esvaziaram parte dos ativos da Binance, o maior roubo já registrado no setor.
  • A corretora correu para cobrir 90% das perdas, e dez criptomoedas, incluindo bitcoin e ether, já foram integralmente ressarcidas.
  • Os criminosos começaram a converter os ativos roubados em ether, num movimento que sinaliza uma lavagem ainda em curso.
  • O FBI pediu que empresas bloqueiem os endereços usados na lavagem, e investigadores aguardam novas tentativas por serviços descentralizados.
  • Clientes brasileiros dizem estar protegidos pelas cold wallets, mas os saques chegaram a ser suspensos enquanto o caso se desenrola.

Em uma madrugada de outubro que ainda ecoa nos cofres digitais, vinte minutos bastaram para que uma das maiores corretoras do mundo sentisse o peso de sua própria vulnerabilidade. O FBI atribui a ação ao grupo TraderTraitor, ligado ao governo da Coreia do Norte, num episódio que a memória do setor já registra como o maior roubo de criptomoedas da história. Como tantas vezes antes, o dinheiro deixou de ser apenas números e tornou-se um rastro a ser seguido, e a pergunta que paira é se a confiança construída sobre códigos e carteiras frias conseguirá resistir ao próprio peso da era digital.

Foram cerca de vinte minutos. Esse foi o tempo que, segundo o FBI, o grupo TraderTraitor levou para executar o roubo contra a Binance, considerado o maior ataque hacker já registrado no setor de criptomoedas. O órgão americano afirma que o grupo é patrocinado pela Coreia do Norte.

Agora, o foco está no caminho do dinheiro. Os criminosos já começaram a converter os ativos roubados em ether, e a expectativa é que recorram a serviços descentralizados e de troca instantânea para dificultar o rastreamento. Por isso, o FBI pediu às empresas do setor que bloqueiem os endereços usados na lavagem. O presidente Donald Trump já havia confirmado que os Estados Unidos investigavam a participação de hackers ligados ao regime norte-coreano.

Do lado da Binance, a corretora diz ter coberto 90% das perdas e que dez criptomoedas, entre elas bitcoin e ether, estão totalmente ressarcidas. Com recursos próprios, promete continuar repondo o restante até chegar a 100%. Para os brasileiros, a empresa afirma que os investimentos seguem protegidos em cold wallets, carteiras desconectadas da internet, embora os saques tenham sido suspensos temporariamente. A garantia, porém, não elimina por completo o risco de perdas.

Foram cerca de 20 minutos. Esse foi o tempo que, segundo o FBI, o grupo TraderTraitor levou para executar o roubo contra a Binance, apontado como o maior ataque hacker já registrado no setor de criptomoedas. Em comunicado, o órgão americano afirmou que o grupo é patrocinado pela Coreia do Norte.

O FBI disse ter observado que os criminosos estão convertendo os ativos roubados em criptomoedas na plataforma Ethereum, que permite fazer transações sem intermediários. A avaliação é que isso é apenas uma etapa: a expectativa é que o grupo recorra a serviços descentralizados e de troca instantânea de criptomoedas para dificultar o rastreamento do dinheiro e concluir a lavagem.

Por isso, o FBI fez um pedido direto às empresas do setor: que bloqueiem as transações que envolvam os endereços usados pelos agentes do TraderTraitor para lavar os ativos roubados.

O presidente americano, Donald Trump, já havia dito na sexta-feira (31) que os Estados Unidos investigavam a participação de hackers ligados à Coreia do Norte no ataque. Ele comparou o roubo digital ao antigo cheque que se assinava e se sacava: "Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro", afirmou, acrescentando que sempre achou isso um pouco perigoso.

Do lado da Binance, a empresa informou que já cobriu 90% do valor das perdas e que dez criptomoedas, entre elas bitcoin (BTC) e ether (ETH), estão com os valores totalmente cobertos. A corretora diz que usará recursos próprios para evitar prejuízo aos clientes e que continuará comprando os demais ativos até repor 100% do que foi levado.

Sobre os brasileiros, a Binance afirmou que os investimentos permaneceram seguros porque ficam em cold wallets, as carteiras frias, forma de guardar criptomoedas em que as chaves necessárias para movimentá-las ficam desconectadas da internet. O método dificulta a ação de hackers e reduz o risco, mas não elimina por completo a possibilidade de perdas. Mesmo com a garantia, os saques de criptomoedas chegaram a ser suspensos temporariamente.

No comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que desde fevereiro exige a separação entre os recursos dos usuários e os da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas.

O que se acompanha agora é o rastro do dinheiro: se as empresas do setor atenderem ao pedido do FBI e bloquearem os endereços, a etapa de lavagem prevista pelos investigadores pode encontrar mais resistência.

Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro.
— Donald Trump, presidente dos EUA
O FBI pediu que empresas do setor bloqueiem transações com os endereços usados pelo TraderTraitor.
— FBI, em comunicado
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur G1 ↗
Nous contacter FAQ