Jorginho Mello reassume governo de SC após chuvas e tsunami meteorológico

Desabrigados e desalojados registrados em Criciúma após transbordamento do Rio Criciúma; famílias precisaram ser resgatadas por botes em áreas inundadas.
Famílias precisaram ser resgatadas por botes em áreas inundadas
Em Criciúma, o transbordamento do Rio Criciúma deixou pessoas isoladas que dependeram de operações de resgate dos bombeiros.
Mark

Por que o governador precisou interromper sua campanha para voltar ao cargo?

Mimi

Porque a situação se tornou uma emergência de proteção civil. Quando você tem 14 municípios afetados, pessoas desabrigadas, um fenômeno meteorológico raro causando alagamentos no litoral e a previsão de mais tempestades, o governo estadual precisa estar com seu comando integral.

Luke

Mas ele estava licenciado legalmente. A vice-governadora não poderia ter continuado?

Mimi

Tecnicamente sim, mas a decisão de reassumir sinaliza que a crise ultrapassou o que uma administração interina consegue gerenciar sozinha. É uma questão de concentração de autoridade em momentos críticos.

Mark

O que exatamente foi esse tsunami meteorológico?

Mimi

Um fenômeno raro onde a pressão atmosférica cai bruscamente e ventos intensos empurram o mar para cima, causando uma elevação repentina do nível da água. Não é causado por terremoto, é puramente meteorológico.

Luke

E foi confirmado como? Porque isso é uma afirmação forte.

Mimi

A Defesa Civil analisou radares, imagens de satélite e dados dos marégrafos das cidades atingidas. Não é especulação — é medição.

Mark

Qual foi o impacto humano mais direto?

Mimi

Em Criciúma, o rio transbordou e deixou pessoas desabrigadas. Os bombeiros tiveram que usar botes para tirar famílias de áreas inundadas. A prefeitura decretou emergência.

Luke

Quantas pessoas foram desabrigadas? O texto não diz.

Mimi

Não especifica o número. Só confirma que houve desabrigados e desalojados, e que os resgates foram necessários.

Mark

E agora, qual é a situação?

Mimi

Continua em alerta. Mais tempestades até terça-feira, depois uma queda de temperatura drástica, e o mar agitado até quinta-feira. É um período de risco contínuo.

  • Um tsunami meteorológico — fenômeno raro provocado por quedas bruscas de pressão e ventos intensos, sem qualquer terremoto — elevou o nível do mar de forma repentina em Jaguaruna, Laguna e Imbituba, arrastando embarcações e inundando ruas com água e areia.
  • Em Criciúma, o Rio Criciúma transbordou e forçou bombeiros a usar botes para resgatar famílias ilhadas, enquanto a prefeitura decretou situação de emergência e sete municípios suspenderam as aulas.
  • Jorginho Mello interrompeu sua licença de campanha eleitoral e reassumiu o governo estadual na noite de segunda-feira, mobilizando a Defesa Civil, forças de segurança, abrigos e distribuição de itens essenciais às populações atingidas.
  • A Defesa Civil mantém alerta para novos temporais, granizo e ventos fortes até a manhã de terça-feira, seguidos de uma massa de ar frio que pode levar as temperaturas a perto de 0°C nas regiões serranas na quarta-feira.
  • O mar permanece agitado com ondas entre 2 e 3 metros até quinta-feira, exigindo atenção redobrada de pescadores e trabalhadores do litoral — e o estado segue monitorando a situação em tempo real.

Em meio à turbulência de uma campanha eleitoral, o governador Jorginho Mello deixou de lado as disputas políticas para retornar ao leme de Santa Catarina, onde a natureza impôs sua própria agenda. Um temporal severo e um raro tsunami meteorológico castigaram o litoral e o sul do estado na noite de 21 de setembro, lembrando que há forças diante das quais nenhum calendário partidário prevalece. Pelo menos 14 municípios sentiram o peso dessa realidade, e famílias resgatadas de bote em ruas inundadas tornaram concreta a urgência que trouxe o governador de volta.

Na noite de 21 de setembro, o governador Jorginho Mello interrompeu sua licença de campanha eleitoral — iniciada em 28 de agosto para buscar a reeleição — e retomou o comando de Santa Catarina. A decisão foi motivada por um temporal severo que varreu o sul do estado, afetando ao menos 14 municípios e deixando um rastro de alagamentos, queda de árvores, apagões e danos a edificações públicas e privadas.

Em Criciúma, a situação foi das mais graves: o Rio Criciúma transbordou, desabrigando e desalojando moradores. Equipes dos bombeiros utilizaram botes para resgatar famílias presas em áreas inundadas, e a prefeitura decretou situação de emergência. Outras cidades como Araranguá, Içara, Sombrio e Timbé do Sul também registraram danos significativos. Sete municípios suspenderam as aulas como medida de segurança.

O fenômeno mais incomum da noite foi um tsunami meteorológico confirmado no litoral sul catarinense. Sem qualquer relação com terremotos, o evento foi gerado por quedas bruscas de pressão atmosférica combinadas a ventos intensos sobre o oceano, resultando em uma elevação repentina do nível do mar. Jaguaruna, Laguna e Imbituba viram suas ruas tomadas por água e areia, com embarcações arrastadas e edificações danificadas. A Defesa Civil confirmou o fenômeno com base em radares, imagens de satélite e dados de marégrafos. Não houve vítimas fatais.

Com o governador de volta ao cargo, o estado mobilizou a Secretaria de Proteção e Defesa Civil, abriu abrigos e coordenou a distribuição de itens de primeira necessidade. O cenário, porém, permanecia instável: a Defesa Civil alertou para novos temporais e granizo até a manhã de terça-feira, seguidos de uma massa de ar frio que pode derrubar as temperaturas a perto de 0°C nas regiões mais elevadas na quarta-feira. O mar deve permanecer agitado, com ondas entre 2 e 3 metros, até quinta-feira.

Na noite de segunda-feira, 21 de setembro, o governador Jorginho Mello retomou o comando de Santa Catarina interrompendo sua licença de campanha. Havia deixado o cargo em 28 de agosto para dedicar-se à reeleição, transferindo as responsabilidades à vice-governadora Marilisa Boehm até 5 de outubro. A volta antecipada ocorreu em resposta a um temporal severo que varreu o estado, particularmente o Sul catarinense, deixando rastros de destruição em pelo menos 14 municípios.

O temporal provocou alagamentos generalizados, enxurradas, queda de árvores, apagões e danos a casarões e estruturas públicas. Entre as cidades afetadas estavam Criciúma, Jaguaruna, Laguna, Imbituba, Araranguá, Içara, Sombrio e Timbé do Sul. Em Criciúma, a situação foi particularmente grave: o Rio Criciúma transbordou, deixando desabrigados e desalojados. Os bombeiros precisaram usar botes para resgatar famílias presas em áreas inundadas. A prefeitura local decretou situação de emergência. Sete municípios suspenderam as aulas como medida de segurança.

O fenômeno mais inusitado foi um tsunami meteorológico confirmado no litoral sul do estado. Diferente dos tsunamis gerados por terremotos, este foi causado exclusivamente por condições atmosféricas — uma combinação de quedas bruscas na pressão do ar e ventos intensos sobre o oceano. O resultado foi uma elevação repentina do nível do mar que inundou ruas em Jaguaruna, Laguna e Imbituba, deixando vias tomadas por água e areia, danificando edifícios e arrastando embarcações. A Defesa Civil confirmou o fenômeno após analisar dados de radares, imagens de satélite e registros dos marégrafos locais. Não houve vítimas fatais.

Com a retomada do governo, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil e as forças de segurança estaduais foram mobilizadas para atender à população. O estado ofereceu abrigos, distribuiu itens de primeira necessidade e coordenou ações de assistência e recuperação nas áreas atingidas. O comunicado oficial informou que o governo continuaria monitorando a situação e divulgaria atualizações pelos canais oficiais.

O cenário permanecia instável. A Defesa Civil alertou que a atmosfera instável se estenderia até a manhã de terça-feira, com possibilidade de novos temporais, ventos fortes e queda de granizo em várias regiões. Após essa fase, uma massa de ar frio e seco avançaria sobre Santa Catarina, provocando queda acentuada das temperaturas — na quarta-feira, os termômetros poderiam chegar perto de 0°C nas áreas mais elevadas. O mar também permaneceria agitado entre terça e quinta-feira, com ondas entre 2 e 3 metros, exigindo atenção de pescadores, navegadores e outras pessoas que trabalham no litoral.

O Governo do Estado segue monitorando o cenário e novas informações serão divulgadas pelos canais oficiais
— Comunicado oficial do governo de Santa Catarina
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