JHSF marca novo recorde trimestral e mira triplicar EBITDA em 3 anos

Estamos à frente da média do mercado nos principais indicadores
O CEO Augusto Martins explicou por que a JHSF conseguiu crescer enquanto outros players recuaram.
Mark

Como uma empresa consegue triplicar seu EBITDA em apenas três anos? Parece um salto muito grande.

Mimi

Não é um salto no vazio. A JHSF já tem tudo mapeado — shoppings em construção, hotéis sendo entregues, um terminal de aeroporto em Miami que acaba de ser adquirido. Esses projetos vão gerar receita ao longo de 2026, 2027 e 2028. É expansão que já está em andamento, não é especulação.

Mark

Mas qual é o risco? A companhia está se alavancando demais para isso?

Mimi

Não. Ela tem R$ 1,2 bilhão de caixa líquido e cobre os vencimentos pelos próximos 7 anos. O CEO foi bem claro: a estrutura de capital está sólida. Não é uma aposta desesperada.

Mark

E os clubes? Parece que estão gerando demanda real — filas de espera, restrição de vendas. Como isso se encaixa no plano?

Mimi

Os clubes são um negócio de altíssima margem. Você vende um título por R$ 1,5 milhão e depois cobra mensalidade. A ocupação está em 100%, as filas existem. É um negócio que cresce praticamente sozinho.

Mark

O que mais te surpreendeu nos números?

Mimi

O crescimento nos aeroportos. EBITDA subiu 26% enquanto a receita subiu 54%. Isso significa que a operação está ficando mais eficiente, não apenas maior. E isso é antes do terminal de Miami começar a impactar.

  • A JHSF registrou recordes históricos em um segundo trimestre: receita bruta de R$ 985 mi, EBITDA ajustado de R$ 503 mi e lucro líquido de R$ 444 mi — todos crescimentos de dois dígitos expressivos.
  • A meta de quase triplicar o EBITDA em três anos cria uma pressão de execução rara: a companhia precisa entregar simultaneamente em cinco frentes de negócio sem margem para tropeços.
  • A expansão já está em movimento — novos shoppings, 10 hotéis, 12 restaurantes, 8 hangares e um terminal em Miami adquirido há apenas um mês começam a entrar no radar dos resultados.
  • Os clubes de luxo operam com filas de espera e restrição de novos títulos, sinalizando demanda reprimida que sustenta a tese de crescimento da vertical de residências e clubes.
  • Com caixa líquido de R$ 1,2 bi e cobertura de vencimentos por sete anos, a estrutura de capital da companhia parece calibrada para absorver a expansão sem turbulências financeiras.

Em um momento em que o mercado imobiliário de luxo brasileiro busca consolidação, a JHSF apresentou resultados históricos no segundo trimestre de 2026 e anunciou uma meta que redefine sua escala: triplicar o EBITDA para R$ 2 bilhões até 2028. A companhia não aposta em um único vetor de crescimento, mas em cinco verticais simultâneas — shoppings, hospitalidade, aeroportos, residências e gestão de ativos — como se construísse não apenas empreendimentos, mas um ecossistema de riqueza. O que está em jogo é a transformação de uma empresa já consolidada em algo de outra magnitude.

A JHSF encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados que o CEO Augusto Martins não precisou minimizar: receita bruta de R$ 985 milhões, crescimento de 81% sobre o mesmo período do ano anterior, EBITDA ajustado de R$ 503 milhões e lucro líquido de R$ 444 milhões. Todos recordes históricos para um segundo trimestre. Mas Martins deixou claro que o olhar da companhia está voltado para frente — especificamente, para os próximos três anos.

A meta é sair dos R$ 730 milhões de EBITDA dos últimos doze meses para mais de R$ 2 bilhões até 2028, um crescimento de 2,7 vezes. O plano não depende de uma única aposta: a expansão ocorre em todas as cinco verticais da companhia ao mesmo tempo. Nos shoppings, o Cidade Jardim opera com 100% de ocupação e acaba de receber a maior loja da Dior na América Latina, enquanto o CJ Faria Lima está em construção. Em hospitalidade e gastronomia, são 10 novos hotéis e 12 restaurantes em diferentes estágios. No aeroporto Catarina, 8 novos hangares e a recente aquisição de um terminal em Miami — fechada há um mês — começarão a impactar os resultados já no terceiro trimestre.

Na vertical de residências e clubes, os números revelam uma demanda que a oferta ainda não consegue satisfazer: o Boa Vista Village Surf Club tem fila de espera de 50 membros, o São Paulo Surf Club já restringe a venda de novos títulos — ambos a R$ 1,5 milhão — e as 72 unidades residenciais em operação mantêm ocupação de 100%. Um novo clube social na Faria Lima, cujo nome permanece em segredo, está previsto para 2028.

A estrutura financeira foi desenhada para suportar esse ritmo. A companhia fechou o trimestre com caixa líquido de R$ 1,2 bilhão e cobertura de vencimentos pelos próximos sete anos, após a conclusão de uma emissão de CRI de até R$ 1 bilhão que vai alongar o prazo da dívida e reduzir seu custo. Na gestão de ativos, a JHSF Capital mira crescer o AUM dos atuais R$ 12 bilhões para cerca de R$ 20 bilhões. Os próximos três anos dirão se a promessa se converte em realidade — mas os números do trimestre indicam que a entrega já começou.

A JHSF fechou o segundo trimestre com números que não deixam espaço para interpretação: receita bruta de R$ 985 milhões, crescimento de 81% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado dobrou, chegando a R$ 503 milhões. O lucro líquido subiu 85%, para R$ 444 milhões. Todos esses números são recordes históricos para a companhia em um segundo trimestre. Mas o que importa agora, segundo o CEO Augusto Martins, não é apenas o que a JHSF conquistou nos últimos meses — é o que ela pretende fazer nos próximos três anos.

A meta é ambiciosa: quase triplicar o EBITDA. Sair dos atuais R$ 730 milhões nos últimos doze meses para mais de R$ 2 bilhões. Um crescimento de 2,7 vezes. Martins explicou ao Brazil Journal que esse salto virá da expansão simultânea em todas as cinco verticais de negócio da companhia. Não se trata de promessas vagas. A empresa já tem entregas programadas para 2026, 2027 e 2028 — algumas já em construção, outras já adquiridas e em fase de maturação.

Nos shoppings, o portfólio inclui o CJ Village Boa Vista, que abriu em maio, a expansão do Cidade Jardim, que está em andamento, e a construção do CJ Faria Lima. O Cidade Jardim, aliás, acaba de receber a maior loja da Dior na América Latina, e o shopping já opera com ocupação de 100%. Na hospitalidade e gastronomia, a JHSF tem 10 novos hotéis entregues recentemente ou em construção, além de 12 novos restaurantes. Na vertical de aeroportos, são 8 novos hangares no Catarina, uma expansão da área do pátio e a aquisição de um terminal em Miami, fechada há um mês, que começará a impactar positivamente os resultados a partir do terceiro trimestre. Em residências para aluguel e clubes, 56 novos imóveis devem entrar em operação em breve, enquanto outras 76 unidades estão em fase de desenvolvimento. Há ainda a construção de um novo clube social na Faria Lima — cujo nome permanece em segredo — previsto para 2028.

Os números do trimestre refletem essa expansão já em curso. Nos shoppings, o same store rent cresceu 11%, um crescimento real de 6% descontada a inflação. A receita bruta expandiu 10%, para R$ 107 milhões, e o EBITDA cresceu 7%, chegando a R$ 57 milhões. Em hospitalidade e gastronomia, a diária média subiu 6%, o RevPar (receita por quarto disponível) subiu 7%, para R$ 2.133, e o EBITDA saltou 17%, para R$ 27 milhões. No aeroporto, o crescimento foi ainda mais expressivo: o EBITDA passou de R$ 45 milhões para R$ 57 milhões, um aumento de 26%, enquanto a receita subiu 54%, para R$ 107 milhões. Em residências e clubes, o EBITDA subiu 75%, para R$ 52 milhões, enquanto a receita praticamente dobrou, para R$ 79 milhões.

Os clubes merecem atenção especial. O Boa Vista Village Surf Club tem uma fila de espera de 50 membros interessados, enquanto o São Paulo Surf Club já está começando a restringir as vendas de novos títulos — ambos custam R$ 1,5 milhão. O Fasano Tennis Club, o mais novo, ainda vende títulos a R$ 1,25 milhão e os números estão em ramp up. As 72 unidades residenciais em operação mantêm ocupação de 100%.

A companhia de José Auriemo Neto tem estrutura de capital para sustentar esse plano. No segundo trimestre, fechou com uma posição de caixa líquido de R$ 1,2 bilhão, considerando uma dívida bruta de R$ 6,2 bilhões, um caixa de R$ 4,4 bilhões e contas a receber de R$ 3 bilhões. O caixa atual cobre os vencimentos pelos próximos 7 anos, após a conclusão de uma emissão de CRI de até R$ 1 bilhão em andamento, que vai alongar o duration e reduzir o custo. Martins afirmou que a estrutura de capital está "muito sólida" e permite realizar o plano de expansão sem grandes solavancos.

Há ainda a JHSF Capital, a vertical de gestão de ativos. A companhia projeta novas captações, com a meta de sair dos atuais R$ 12 bilhões de AUM para cerca de R$ 20 bilhões. Considerando só os negócios de renda recorrente — shoppings, hotéis, restaurantes, aeroportos, residências e clubes — a receita foi de R$ 439 milhões, alta de 30%, e o EBITDA veio em R$ 197 milhões, crescimento de 31%. Martins destacou que todos os negócios de renda recorrente tiveram crescimentos relevantes, mas que a vertical de shoppings foi o destaque. "Estamos à frente da média do mercado nos principais indicadores," disse o CEO. "Enquanto alguns players tiveram retração por conta dos efeitos do calendário, com a Copa do Mundo, conseguimos entregar um bom crescimento."

Os próximos três anos dirão se a JHSF consegue cumprir a promessa de triplicar o EBITDA. Mas os números do segundo trimestre sugerem que a companhia não está apenas falando — está entregando.

Esse crescimento virá da expansão que estamos fazendo em todas as nossas cinco verticais. São entregas que vamos fazer ao longo dos próximos três anos, muitas em 2026 e 2027, e algumas em 2028.
— Augusto Martins, CEO da JHSF
Estamos à frente da média do mercado nos principais indicadores. Enquanto alguns players tiveram retração por conta dos efeitos do calendário, com a Copa do Mundo, conseguimos entregar um bom crescimento.
— Augusto Martins, CEO da JHSF
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