Duas pessoas morreram em incêndios na ilha grega de Salamina, enquanto Bélgica, Espanha, França e outros países enfrentam focos simultâneos de chamas. A Bélgica enfrenta seu maior incêndio da história moderna nas Hautes Fagnes, com 250+ profissionais e apoio aéreo de múltiplos países europeus.
Incêndios deixam mortos na Grécia e mobilizam milhares de bombeiros em toda Europa
Seiscentas pessoas deixaram suas casas enquanto aviões suecos lançavam água
Por que esses incêndios estão acontecendo simultaneamente em tantos países?
A onda de calor extremo que atravessa a Europa criou as condições perfeitas. Temperaturas acima de quarenta graus secam a vegetação e transformam florestas inteiras em combustível. Quando o vento sopra, as chamas se propagam rapidamente.
A Bélgica nunca havia enfrentado algo assim?
Nunca na história moderna. O terreno das Hautes Fagnes — com suas áreas de turfa e passarelas de madeira — torna o combate extraordinariamente difícil. Os veículos pesados não conseguem acessar muitas áreas. Por isso precisaram de aviões suecos e helicópteros de vários países.
E as pessoas que vivem lá?
Seiscentas foram obrigadas a deixar suas casas. Mas há também turistas — a Europa está em pleno verão. Salamina, Skyros, as praias da Croácia — são destinos de férias. As pessoas tiveram que sair rapidamente.
Qual é a diferença entre o que está acontecendo na Espanha e na Bélgica?
Na Espanha, o incêndio em Aragão atingiu dezesseis mil hectares, mas conseguiram mobilizar mais de mil bombeiros com apoio do Exército. Há mais espaço para manobra. Na Bélgica, o terreno é mais restritivo, então dependem muito mais de recursos aéreos.
Isso vai continuar?
Enquanto as temperaturas permanecerem altas, sim. Na França, quando a temperatura caiu de quarenta para vinte e oito graus, a situação melhorou imediatamente. Mas a previsão é de calor intenso continuado em toda a região.
El Pulso
- Duas pessoas morreram em incêndios em Salamina, Grécia
- Bélgica enfrenta seu maior incêndio da história moderna nas Hautes Fagnes
- Incêndio na Espanha atingiu 16,6 mil hectares e forçou evacuação de mais de mil pessoas
- França registra 1,7 mil hectares queimados desde quinta-feira nas Landes
- Mais de mil bombeiros mobilizados na Espanha com apoio de 35-40 aeronaves
Duas pessoas morreram em incêndios na ilha grega de Salamina, enquanto Bélgica, Espanha, França e outros países enfrentam focos simultâneos de chamas. A Bélgica enfrenta seu maior incêndio da história moderna nas Hautes Fagnes, com 250+ profissionais e apoio aéreo de múltiplos países europeus.
Incêndios florestais deixam dois mortos na Grécia e se espalham por vários países europeus durante onda de calor, mobilizando milhares de bombeiros e recursos aéreos internacionais.
Duas pessoas morreram em incêndios que eclodiram quase simultaneamente na ilha grega de Salamina neste domingo, seus corpos encontrados na região da praia de Peristeria após horas de combate às chamas. A morte delas marca apenas o começo de uma crise que se desdobra simultaneamente em meia dúzia de países europeus, onde uma onda de calor extremo transforma florestas inteiras em combustível.
Salamina, destino de férias para atenienses nos fins de semana, precisou evacuar centenas de pessoas. Mas a ilha não está sozinha. Na vizinha Skyros, cerca de cem bombeiros combatem outro incêndio com apoio de onze aviões, cinco helicópteros e vinte veículos. O prefeito ordenou a retirada preventiva da vila de Pefko. Skyros normalmente abriga três mil habitantes, mas durante o verão recebe numerosos turistas gregos e estrangeiros — todos agora em movimento forçado. Na sexta-feira anterior, um incêndio na Croácia matou uma pessoa, feriu quarenta e deslocou mil e duzentos moradores e visitantes.
Mas é na Bélgica onde a escala do desastre atinge proporções históricas. O incêndio nas Hautes Fagnes foi declarado o maior da história moderna do país. Mais de duzentos e cinquenta bombeiros e profissionais de emergência, incluindo equipes da Alemanha, trabalham no terreno de floresta densa, áreas de turfa e passarelas de madeira que dificultam o acesso de veículos pesados. Seiscentas pessoas dos municípios de Waimes e Bütgenbach foram orientadas a deixar suas casas no sábado. O apoio aéreo inclui duas aeronaves suecas capazes de lançar água e quatro helicópteros — dois belgas e dois holandeses. Agricultores locais usam tratores para transportar água do lago Robertville. O acesso ao lago Bütgenbach foi proibido para permitir o reabastecimento das aeronaves. O ministro do Interior belga, Bernard Quintin, descreveu as condições como difíceis, embora duas frentes de incêndio estejam sob controle no terceiro dia de combate. A Bélgica acionou o mecanismo europeu de assistência mútua, e recursos aéreos adicionais são esperados da República Tcheca, Suécia e possivelmente Alemanha e Noruega.
Na Espanha, a região de Aragão mobilizou uma operação recorde. Um incêndio que começou na segunda-feira se aproximou de dois mosteiros históricos de San Juan de la Peña, alimentado pelo vento, atingindo dezesseis mil e seiscentos hectares e forçando a evacuação de mais de mil pessoas. O governo regional informou que conseguiu consolidar boa parte do perímetro durante a noite e avançar na contenção. A região receberá cem bombeiros franceses. Com reforços do Exército e outros serviços nacionais, apoiados por entre trinta e cinco e quarenta aeronaves, o contingente total ultrapassará mil bombeiros. Em Huelva, na Andaluzia, o presidente regional Juanma Moreno anunciou a estabilização de outro incêndio após trinta e seis horas sem novos focos. Mais de quatrocentos moradores deslocados poderão retornar às suas casas. Esse fogo começou dez dias antes e atingiu trinta e oito mil hectares.
Na França, cerca de mil e setecentos hectares foram queimados desde quinta-feira em uma floresta de pinheiros nas Landes, no sudoeste. O prefeito Gilles Clavreul informou que a situação evoluía de maneira mais favorável neste domingo, após a queda das temperaturas para vinte e oito graus — uma queda dramática dos quarenta graus registrados quando o incêndio começou. Cerca de quinhentos e cinquenta bombeiros atuam na região. Nas Ardenas, no nordeste, cerca de cem hectares foram queimados desde a manhã de sábado. O vice-diretor local dos bombeiros, David Gouzou, descreveu o incêndio como algo inédito na história recente do departamento.
Centenas de outras pessoas foram deslocadas de vilarejos no oeste da Alemanha e no sudoeste da França. Na Grécia, turistas que ficaram presos foram retirados de praias ameaçadas pelas chamas. Na Espanha, o Exército atuou no resgate de relíquias históricas. Grande parte da Europa atravessa um novo período de calor intenso, com condições que favorecem a ocorrência de incêndios florestais em escala sem precedentes.
Citas Notables
As condições permanecem difíceis, embora duas frentes de incêndio estejam sob controle— Bernard Quintin, ministro do Interior belga
A situação evoluía de maneira mais favorável após a queda das temperaturas— Gilles Clavreul, prefeito das Landes, França