Hero Seguros ajusta contratos com Susep e transfere emissões para Ezze Seguros

Inovar e estar em conformidade podem andar lado a lado
Guilherme Wroclawski, cofundador da Hero, sobre como a empresa vê a reestruturação regulatória.
Mark

Por que a Susep suspendeu a Generali especificamente? O comunicado da Hero menciona irregularidades, mas não detalha quais eram.

Mimi

O comunicado da Susep citou irregularidades no modelo de atuação da seguradora e de seus representantes, com foco especial em critérios de remuneração. A Hero, ao se adaptar, revisitou justamente esses pontos — como os representantes são pagos e como os contratos são estruturados.

Luke

Mas a Hero não estava emitindo diretamente. Ela era intermediária da Generali. Então a pergunta real é: a Hero também estava operando fora das conformidades, ou apenas herdou um problema de parceria?

Mimi

A Hero diz que fez ajustes em sua estrutura de representação e remuneração. Isso sugere que sim, havia questões em como a Hero remunerava seus próprios representantes — agências e corretores.

Luke

Certo. Mas o comunicado não deixa claro se a Susep orientou a Hero especificamente ou se a Hero se antecipou, vendo o que aconteceu com a Generali.

Mimi

O texto diz que a Hero recebeu orientações da Susep. Não sabemos se foram formais ou informais, mas houve diálogo.

Mark

E os clientes que já têm apólices com a Generali? Eles continuam cobertos?

Mimi

Segundo a Hero, sim. Segurados com bilhetes já emitidos continuam plenamente assistidos, sem qualquer alteração. A mudança afeta apenas as novas emissões.

Luke

Isso é importante, mas também é o mínimo esperado. A Generali não pode simplesmente deixar de cobrir quem já pagou. A questão é se há algum risco de que a Generali não consiga honrar essas apólices — e o comunicado não toca nisso.

Mark

A Ezze Seguros é confiável? Dez bilhões em ativos é muito?

Mimi

A Ezze foi fundada em 2019, é autorizada pela Susep e é considerada a segunda seguradora mais rentável do setor. Já tinha parceria com a Hero em outros ramos.

Luke

Segunda mais rentável é um bom sinal, mas também é um dado que vem de quem? Não há fonte citada. E rentabilidade não é a mesma coisa que solidez ou capacidade de pagar sinistros em massa.

Mark

Então o risco real aqui é se a Ezze consegue absorver o volume que a Generali estava emitindo?

Luke

Exatamente. E o comunicado não diz quantas apólices a Generali estava emitindo por mês, nem quantas a Ezze já emite. Sem esses números, é difícil avaliar se houve de fato uma transição suave ou se há um gargalo potencial.

  • A suspensão das operações da Generali no seguro-viagem pela Susep acendeu um alerta imediato para todas as empresas que operavam sob seu guarda-chuva regulatório.
  • A Hero Seguros, parceira da Generali, precisou reestruturar contratos e redirecionar emissões em menos de dois dias para evitar qualquer descontinuidade no atendimento.
  • Mais de cinco mil agências e corretores parceiros continuaram emitindo normalmente, sem interrupção nos sistemas ou na jornada de atendimento ao segurado.
  • A Ezze Seguros, segunda mais rentável do setor e já parceira da Hero em outros ramos, assumiu a responsabilidade pelas novas apólices e pela garantia dos riscos.
  • A Hero encerrou o episódio com um entendimento mais profundo das exigências de conformidade e com sua operação de seguro-viagem integralmente restabelecida no país.

No limiar entre inovação e conformidade, a Hero Seguros respondeu em menos de 48 horas às orientações da Susep, migrando suas emissões de seguro-viagem da Generali — suspensa por irregularidades regulatórias — para a Ezze Seguros. O episódio, ocorrido no final de agosto de 2026, revela como o ambiente regulatório brasileiro exige das insurtechs não apenas agilidade tecnológica, mas também maturidade institucional. Para a Hero, o momento foi tratado não como crise, mas como confirmação de que inovar e cumprir as regras podem ser, de fato, o mesmo caminho.

A Hero Seguros anunciou, em um sábado pela manhã, uma reestruturação de seus contratos de seguro-viagem após orientações da Susep. O movimento veio na esteira da suspensão das operações da Generali nesse segmento, citada pela autarquia por irregularidades no modelo de funcionamento e na remuneração de representantes. A Hero, que tinha a Generali como parceira, agiu com rapidez: em menos de 48 horas, adaptou sua estrutura contratual e transferiu as novas emissões para a Ezze Seguros, seguradora brasileira já autorizada pela Susep.

Segundo os cofundadores e co-CEOs Raphael Swierczynski e Guilherme Wroclawski, o diálogo com a autarquia foi contínuo e transparente. Swierczynski destacou que as orientações recebidas foram claras, permitindo a adequação sem qualquer interrupção no atendimento. Wroclawski reforçou que o episódio confirma uma convicção da empresa: inovação e conformidade regulatória não são forças opostas.

Do ponto de vista operacional, nada mudou para parceiros e clientes. Mais de cinco mil agências e corretores seguiram emitindo normalmente, com os mesmos sistemas e fluxos de trabalho. Segurados com bilhetes já emitidos permaneceram plenamente assistidos, sem alterações nas coberturas.

A Ezze Seguros, fundada em 2019 e com mais de dez bilhões de reais em ativos, é considerada a segunda mais rentável do setor e já mantinha parceria com a Hero em outros ramos. Na nova estrutura, a Ezze responde pela emissão das apólices e pela garantia dos riscos, enquanto a Hero permanece responsável pela tecnologia, distribuição e atendimento ao segurado. O episódio marca um momento de maturidade regulatória para a companhia, que saiu das 48 horas de intenso trabalho com foco reafirmado em transformar o mercado de seguro-viagem.

A Hero Seguros anunciou no sábado pela manhã uma reestruturação de seus contratos de seguro-viagem, movida por orientações da Superintendência de Seguros Privados. A decisão veio poucos dias depois que a Susep suspendeu as operações da Generali neste segmento, citando irregularidades no modelo de funcionamento da seguradora e na forma como seus representantes operavam. A Hero, que tinha a Generali como parceira, respondeu com rapidez: em menos de 48 horas, adaptou integralmente sua estrutura contratual e transferiu as novas emissões para a Ezze Seguros, outra seguradora brasileira já autorizada pela Susep.

O diálogo entre a Hero e a autarquia foi, segundo a empresa, contínuo e transparente. Os executivos da seguadora descrevem o processo como uma oportunidade de revisitar em detalhe como os contratos de representação devem ser construídos, com atenção especial aos critérios de remuneração previstos na regulação. Raphael Swierczynski, cofundador e co-CEO, afirmou que as orientações recebidas foram claras e objetivas, permitindo que a empresa implementasse toda a adequação sem qualquer interrupção no atendimento aos segurados. Guilherme Wroclawski, outro cofundador e co-CEO, reforçou que o episódio confirma uma convicção central da empresa: inovação e conformidade regulatória não são forças opostas, mas podem caminhar lado a lado.

Do ponto de vista operacional, a Hero insiste que nada mudou para seus parceiros e clientes. Mais de cinco mil agências de viagens e corretores continuam emitindo normalmente, utilizando os mesmos sistemas, os mesmos fluxos de trabalho e a mesma jornada de atendimento. Quem já possui bilhetes emitidos permanece plenamente assistido, sem qualquer alteração nas coberturas ou nos serviços contratados. A operação de seguro-viagem da Hero segue ativa e funcionando normalmente no país.

A Ezze Seguros, que passa a responder pelas novas emissões, é uma seguradora brasileira fundada em 2019 com mais de dez bilhões de reais em ativos. A empresa é considerada a segunda mais rentável do setor e já mantinha parceria com a Hero em outros ramos de seguros. Na nova estrutura, a Ezze responde pela emissão das apólices e pela garantia dos riscos, enquanto a Hero permanece responsável pela tecnologia, pela distribuição e pela jornada completa de atendimento e assistência ao segurado, conforme as atribuições e condições estabelecidas em cada contrato e de acordo com a legislação vigente.

A Hero reforçou ainda que, logo após a suspensão do segmento de seguro-viagem da Generali, atuou imediatamente naquilo que era de sua responsabilidade, promovendo os ajustes que lhe cabiam na estrutura contratual e operacional. A empresa segue à disposição da Susep e de sua parceira Generali, apoiando-a nos demais pontos em discussão com a autarquia. O episódio marca um momento de maturidade regulatória para a companhia, que sai das 48 horas de intenso trabalho com um entendimento mais profundo das exigências de conformidade e com o foco reafirmado em inovar e transformar o mercado de seguro-viagem.

As orientações que recebemos da autarquia foram claras e objetivas, e nos permitiram entender com precisão o que precisava ser adaptado e implementar toda a adequação em menos de 48 horas
— Raphael Swierczynski, cofundador e co-CEO da Hero Seguros
Inovação e conformidade regulatória não são forças opostas
— Guilherme Wroclawski, cofundador e co-CEO da Hero Seguros
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