Na Serra do Marão, onde vinte turbinas giraram durante quase três décadas, a EDP inaugura uma nova era para a energia eólica portuguesa: não pela conquista de novos territórios, mas pelo aprofundamento do que já existe. Com 24 milhões de euros investidos no primeiro projeto de 'repowering' da empresa em Portugal, quatro máquinas de última geração substituirão vinte antigas, mais do que duplicando a produção de energia renovável no mesmo solo. É um sinal de maturidade tecnológica — a ideia de que o progresso pode significar fazer mais com menos, e melhor com o que já foi construído.
EDP investe 24 milhões para triplicar produção no Marão com apenas quatro turbinas
Produzir mais energia renovável com menos turbinas no terreno
Porque é que a EDP escolheu este parque para fazer o primeiro reequipamento em Portugal?
Porque o parque de Pena Suar tem quase 30 anos — está no limite da vida útil dos equipamentos. Mas a localização é boa, as infraestruturas estão lá, e a tecnologia nova permite fazer muito mais com muito menos máquinas.
Mas não sabemos se foi escolhido por ser o melhor candidato ou apenas porque chegou primeiro ao fim da vida útil. O artigo não explica isso.
E quanto aos aerogeradores que ficam — os outros quatro com 8 megawatts?
Continuam a funcionar por enquanto. A EDP diz que vai reequipá-los quando chegarem ao fim da vida útil, mas não há data para isso.
Exatamente. É uma promessa futura, não um compromisso com prazo. Poderia não acontecer se as circunstâncias mudarem.
O aumento de 143 por cento na produção é impressionante. Como é possível com menos turbinas?
A tecnologia melhorou muito. As turbinas novas são muito mais potentes — cada uma tem 4,5 megawatts contra 0,5 megawatts das antigas. E provavelmente têm pás maiores, melhor eficiência aerodinâmica, sistemas de controlo mais sofisticados.
Verdade, mas o artigo não detalha nada disso. Estamos a aceitar o número porque a EDP o diz. Seria bom saber se há estudos independentes que confirmem essa projeção.
Qual é o impacto ambiental de remover 20 turbinas e instalar 4?
Menos estruturas no terreno, menos impacto visual, menos ocupação de espaço. Mas há o custo de desmantelar as antigas e transportar as novas.
O artigo não fala disso. Não sabemos o que acontece aos 20 aerogeradores antigos — são reciclados? Exportados? Descartados? É uma lacuna importante.
The Pulse
- Vinte turbinas instaladas em 1998 chegam ao fim da sua vida útil, tornando urgente a decisão entre abandonar o local ou apostas numa transformação profunda.
- A substituição por apenas quatro aerogeradores de 4,5 MW cada provoca uma rutura simbólica: menos máquinas, mais do dobro da energia produzida — 55,4 GWh contra os atuais 22,9 GWh.
- O projeto mobiliza 24 milhões de euros e reorganiza o calendário do parque: desmontagem até início de 2025, instalação das novas turbinas até ao primeiro trimestre de 2027.
- A EDP posiciona Pena Suar como modelo para o setor, demonstrando que infraestruturas existentes — redes, acessos, fundações — podem ser a base de uma nova geração de energia limpa sem ocupar novo território.
Na Serra do Marão, onde vinte turbinas giraram durante quase três décadas, a EDP inaugura uma nova era para a energia eólica portuguesa: não pela conquista de novos territórios, mas pelo aprofundamento do que já existe. Com 24 milhões de euros investidos no primeiro projeto de 'repowering' da empresa em Portugal, quatro máquinas de última geração substituirão vinte antigas, mais do que duplicando a produção de energia renovável no mesmo solo. É um sinal de maturidade tecnológica — a ideia de que o progresso pode significar fazer mais com menos, e melhor com o que já foi construído.
A EDP está a transformar o parque eólico de Pena Suar, na Serra do Marão, numa instalação radicalmente mais eficiente. Com um investimento de 24 milhões de euros, a empresa substitui vinte aerogeradores antigos — cada um com apenas 500 quilowatts de potência, instalados em 1998 — por quatro turbinas de nova geração, com 4,5 megawatts cada. A potência instalada sobe de 10 para 18 MW, mas o salto mais expressivo está na produção: de 22,9 para 55,4 gigawatts-hora anuais, um crescimento de 143 por cento.
Os trabalhos já arrancaram. A desmontagem dos equipamentos antigos deverá estar concluída no início de 2025, e a instalação das novas turbinas prevê-se para o primeiro trimestre de 2027, com o projeto completo a ficar pronto até ao final do primeiro semestre desse ano. O parque conta ainda com quatro aerogeradores adicionais, com 8 MW de potência conjunta, que não integram esta fase, mas que a EDP tenciona também reequipar quando atingirem o fim da sua vida útil.
Este é o primeiro projeto de 'repowering' da EDP em Portugal — uma abordagem que está a ganhar peso na Europa à medida que os parques eólicos pioneiros envelhecem. Em vez de desmantelar e abandonar, as empresas aproveitam as infraestruturas já existentes: ligações à rede, acessos, estruturas de suporte. O resultado é mais energia renovável sem ocupar novo território — uma forma de progresso que constrói sobre o que já foi feito.
A EDP está a transformar um parque eólico que funciona há quase três décadas numa instalação muito mais produtiva, substituindo vinte turbinas antigas por apenas quatro máquinas de última geração. O investimento de 24 milhões de euros na Serra do Marão representa o primeiro projeto de reequipamento deste tipo que a empresa realiza em Portugal — uma aposta em modernizar infraestruturas já existentes em vez de construir de raiz.
O parque eólico de Pena Suar começou a funcionar em 1998. Os vinte aerogeradores que serão removidos têm cada um uma potência de 500 quilowatts, somando 10 megawatts no total. Serão substituídos por quatro turbinas muito mais potentes, com 4,5 megawatts de capacidade cada uma, elevando a potência instalada para 18 megawatts. Apesar de reduzir drasticamente o número de máquinas, o parque produzirá significativamente mais energia: a produção média anual subirá de 22,9 gigawatts-hora para 55,4 gigawatts-hora, um aumento de 143 por cento.
Os trabalhos começaram há cerca de um mês. A desmontagem dos equipamentos antigos deverá estar concluída no início de 2025, seguindo-se a instalação das novas turbinas, que deverá ficar pronta no primeiro trimestre de 2027. O projeto inteiro estará finalizado no final do primeiro semestre de 2027. O parque mantém ainda quatro aerogeradores com 8 megawatts de potência conjunta que não estão incluídos nesta fase, mas a EDP prevê reequipá-los também quando chegarem ao fim da sua vida útil.
Duarte Bello, CEO da EDP na Península Ibérica, enquadrou o projeto como uma resposta aos avanços tecnológicos disponíveis. Segundo a empresa, o reequipamento permite aproveitar locais e infraestruturas já existentes para aumentar a eficiência e a produção de energia renovável, sem necessidade de ocupar novo território.
Este tipo de operação — conhecida como "repowering" — está a ganhar importância em Portugal e na Europa à medida que os primeiros parques eólicos instalados há duas ou três décadas se aproximam do final da sua vida útil. Em vez de desmantelar completamente uma instalação e abandonar o local, as empresas podem substituir os equipamentos antigos por tecnologia moderna, mantendo as estruturas de suporte, as ligações à rede e o conhecimento acumulado sobre o funcionamento do parque. O resultado é mais energia renovável a partir de infraestruturas que já estão no terreno.
Notable Quotes
O reequipamento representa uma nova oportunidade para aumentar a eficiência, aproveitando os avanços tecnológicos para produzir mais energia renovável a partir de infraestruturas já existentes.— Duarte Bello, CEO da EDP na Península Ibérica