Golpe no WhatsApp se passa por Loggi e Jadlog cobrando taxa falsa de R$ 65,87

Consumidores enganados perdem dinheiro e podem ter dados pessoais roubados pelos criminosos.
Dados reais tornam a mentira mais convincente que a verdade
Criminosos usam informações vazadas para personalizar mensagens fraudulentas e criar credibilidade.
Mark

Como exatamente os criminosos conseguem dados tão pessoais e específicos das vítimas? Parece muito sofisticado para um golpe comum.

Mimi

Eles estão usando bases de dados vazadas, adquiridas no mercado negro ou obtidas por meio de ataques cibernéticos. Com nome, CPF e endereço reais, a mensagem fica muito mais convincente — parece que vem mesmo da empresa.

Luke

Mas a reportagem não diz de onde exatamente esses dados vazados vieram. Pode ser de uma empresa específica, de múltiplas fontes, de um ataque recente? Isso não fica claro.

Mark

E por que a taxa Emex é tão importante para o golpe funcionar?

Mimi

Porque é real. A Emex existe de verdade no setor de logística — é uma tarifa para áreas de alto risco. Mas nunca é cobrada depois da compra. Os criminosos exploram o desconhecimento das pessoas sobre isso.

Luke

Exato. Se a Emex fosse completamente fictícia, as pessoas desconfiassem mais rápido. O fato de ser um termo real torna o golpe muito mais credível.

Mark

Qual é o risco maior para quem cai nesse golpe?

Mimi

Perdem dinheiro imediatamente, mas o risco maior é que os criminosos agora têm dados pessoais completos — CPF, endereço, nome. Podem usar isso para roubar mais ou vender para outros criminosos.

Luke

A reportagem menciona que 30% das fraudes digitais aumentaram em 2024, com R$ 2,5 bilhões em prejuízos. Mas não fica claro quanto disso é especificamente desse golpe de logística ou de golpes em geral.

  • Golpe começou a circular no início de agosto de 2025
  • Taxa exigida: R$ 65,87 (chamada Emex)
  • Febraban registrou aumento de 30% em fraudes digitais via WhatsApp em 2024
  • Prejuízos estimados em R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2024
  • Compras online cresceram 15% no Brasil em 2024

Criminosos usam dados vazados (nome, CPF, endereço) para personalizar mensagens fraudulentas e criar senso de urgência com prazo de dois dias úteis. A taxa Emex mencionada é real, mas nunca cobrada após a compra — sempre está incluída no frete inicial, tornando o golpe mais convincente.

Mensagens fraudulentas no WhatsApp se passam por Loggi e Jadlog, exigindo pagamento de R$ 65,87 para liberar encomendas supostamente retidas. O golpe utiliza dados pessoais reais para parecer legítimo e direciona vítimas a sites falsos.

Mensagens de WhatsApp começaram a circular no início de agosto de 2025 fingindo vir da Loggi e da Jadlog, duas das maiores empresas de logística do Brasil. O texto dizia que uma encomenda estava parada em São Paulo por causa de uma pendência fiscal e exigia o pagamento de R$ 65,87 para liberação. O link fornecido levava a um site falso. O golpe funcionava porque os criminosos tinham dados reais das vítimas — nome completo, CPF, endereço — o que tornava a mensagem convincente o suficiente para enganar pessoas apressadas.

O esquema explora a confiança que as pessoas têm em marcas conhecidas e o senso de urgência. A mensagem promete entrega em até dois dias úteis após a regularização, pressionando a vítima a agir rápido sem verificar se tudo é legítimo. O site falso imita o visual das páginas oficiais e solicita informações pessoais além do pagamento. Depois que a vítima entra com os dados e faz a transferência, os criminosos desaparecem com o dinheiro ou usam as informações para roubar mais.

Tanto a Loggi quanto a Jadlog foram claras ao desmentir as mensagens. A Loggi reforçou que não usa WhatsApp como canal oficial de comunicação com clientes e nunca pede pagamentos adicionais para entregas. Não solicita documentos pessoais, fotos faciais ou downloads de aplicativos fora das lojas oficiais. A Jadlog informou que o site mencionado é completamente falso e que a empresa não realiza cobranças adicionais por canais não oficiais como WhatsApp, e-mail ou redes sociais. Ambas orientam os consumidores a desconfiar de qualquer solicitação de pagamento fora dos canais oficiais — para a Loggi, o site loggi.com e o aplicativo oficial; para a Jadlog, o site jadlog.com.br e suas redes sociais.

O golpe ganha credibilidade porque a taxa Emex mencionada nas mensagens falsas é real. Trata-se de uma tarifa de emergência excepcional cobrada por transportadoras em áreas de alta criminalidade, onde a entrega envolve riscos adicionais. O problema é que essa taxa é sempre calculada e incluída no valor do frete no momento da compra, nunca sendo cobrada depois. Os criminosos exploram o desconhecimento das pessoas sobre esse procedimento, apresentando a Emex como uma pendência descoberta apenas na etapa final da entrega. Isso cria uma ilusão de legitimidade que torna o golpe mais perigoso.

Esse tipo de fraude não é isolado. Em 2024, a Febraban registrou um aumento de 30% em tentativas de fraudes digitais, especialmente via WhatsApp, com prejuízos estimados em R$ 2,5 bilhões no Brasil. Mensagens falsas se passando por bancos, varejistas e órgãos públicos como a Receita Federal têm se multiplicado. O golpe envolvendo Loggi e Jadlog indica que os criminosos estão usando bases de dados vazadas, adquiridas no mercado negro ou obtidas por meio de ataques cibernéticos. Esse tipo de fraude explora a expectativa por entregas de compras online, que cresceram 15% no Brasil em 2024, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Para se proteger, o consumidor deve nunca clicar em links recebidos por WhatsApp, especialmente de números desconhecidos. É essencial verificar a autenticidade de mensagens diretamente nos canais oficiais das empresas. Desconfiar de solicitações de pagamento urgente ou taxas inesperadas também é fundamental. Não fornecer dados pessoais como CPF ou fotos em sites não confiáveis e usar aplicativos de mensagens com configurações de privacidade reforçadas são medidas de segurança básicas.

Quem já caiu no golpe deve agir rapidamente. O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia ou pela internet, no site da Polícia Civil do estado. É importante entrar em contato com a Loggi ou Jadlog para relatar o caso e confirmar a falsidade da mensagem. Se houve pagamento, a vítima deve comunicar o banco ou operadora do cartão para tentar bloquear a transação. Alterar senhas de contas online e ativar autenticação em dois fatores são medidas essenciais. Denunciar o número fraudulento no WhatsApp pode ajudar a bloquear os golpistas e proteger outros consumidores.

A Loggi reforça que não utiliza o WhatsApp como canal oficial de comunicação com clientes e nunca solicita pagamentos adicionais para entregas
— Assessoria de imprensa da Loggi
A Jadlog informou que o site mencionado nas mensagens é completamente falso e que a empresa não realiza cobranças adicionais por canais não oficiais
— Assessoria de imprensa da Jadlog
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