Na interseção entre o luto e a tecnologia, um filho brasileiro se depara com uma herança de sessenta mil reais em criptomoedas que pode ver, mas jamais tocar — presa por uma senha que seu pai levou consigo. O caso ilumina uma lacuna silenciosa no direito sucessório brasileiro: a lei sabe lidar com imóveis e contas bancárias, mas ainda não encontrou palavras para descrever um bem que existe em código e morre com sua chave. À medida que mais pessoas acumulam riqueza digital, essa tensão entre a matemática da criptografia e a autoridade da lei promete se tornar uma das questões jurídicas mais urg
Filho herda R$ 60 mil em criptomoedas do pai, mas senha permanece inacessível
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