Quando os sistemas falham, o peso das consequências raramente recai sobre quem tomou as decisões. Em Portugal, a transição para a avaliação digital dos exames nacionais do ensino secundário trouxe falhas técnicas que atrasaram resultados e criaram um conflito silencioso: professores classificadores viram-se pressionados a abdicar de férias legalmente aprovadas para cobrir lacunas administrativas que não criaram. A Fenprof, ao denunciar formalmente estas pressões à Inspeção-Geral da Educação e Ciência, coloca uma questão que transcende o calendário escolar — a de saber até onde pode o Estado ex
Fenprof denuncia pressões sobre classificadores e pede intervenção da IGEC
Professores tiveram direitos laborais restringidos, sendo pressionados a abdicar de períodos de férias previamente aprovados para cobrir falhas administrativas.