Na confluência entre a farmacologia estabelecida e a oncologia de precisão, investigadores da Universidade do Porto descobriram que dois medicamentos antigos — um para o coração, outro para a asma — podem amplificar o poder da quimioterapia contra o cancro da bexiga. A descoberta, publicada na revista Cancers, não anuncia apenas uma combinação promissora, mas convida a repensar a própria lógica do desenvolvimento terapêutico: em vez de criar sempre o novo, aprender a escutar o que o já conhecido ainda tem para dizer.