Na madrugada de 16 de maio de 2022, a Lua se transformará diante dos olhos de quem olhar para o céu de Belo Horizonte e de grande parte do mundo: um eclipse lunar total tingirá o satélite de vermelho, cor nascida da luz de todos os amanheceres e entardeceres da Terra projetados ao mesmo tempo sobre sua superfície. É um desses momentos em que a física celeste convida a humanidade a pausar e reconhecer sua pequenez — e sua beleza — dentro do cosmos.
Eclipse lunar total vai tingir a Lua de vermelho e será visível em BH
É como se todos os amanheceres e entardeceres do mundo fossem projetados na Lua
Por que a Lua fica vermelha durante um eclipse lunar total?
Porque a luz do Sol não chega diretamente até ela. Quando a Lua entra na sombra da Terra, a única luz solar que a atinge passa primeiro pela atmosfera terrestre, que funciona como um filtro. Essa atmosfera refrata a luz, deixando passar principalmente as cores mais avermelhadas — é o mesmo efeito que vemos nos amanheceres e entardeceres aqui da Terra.
Então quanto mais poluição ou nuvens houver na atmosfera, mais vermelha fica a Lua?
Exatamente. A quantidade de partículas na atmosfera terrestre no momento do eclipse determina o tom que a Lua adquire. Em alguns eclipses ela fica de um vermelho brilhante, em outros mais escura ou acobreada. É como se a atmosfera do planeta inteiro estivesse pintando a Lua.
Preciso de óculos especiais para ver isso?
Não. Diferentemente dos eclipses solares, que podem danificar os olhos, os eclipses lunares são completamente seguros para observar a olho nu. Você pode simplesmente sair e olhar para o céu. Se quiser mais detalhes, um telescópio ajuda, mas não é necessário.
Qual é a melhor hora para ver?
O pico do eclipse acontece às 1h11 da madrugada de 16 de maio. Mas o fenômeno inteiro dura horas — começa às 22h30 do dia 15 e vai até 3h50 do dia 16. Então você tem bastante tempo para escolher quando observar.
Isso é raro?
Não é extremamente raro, mas também não é algo que aconteça todo mês. O último eclipse lunar total visível daqui foi em 2019. E ainda teremos outro em novembro deste ano. Mas cada um é um evento especial.
The Pulse
- O eclipse começa às 22h30 do dia 15 e se estende até 3h50 do dia 16, com o pico do fenômeno às 1h11 da madrugada — uma janela longa o suficiente para quem quiser se organizar para assistir.
- A Lua não some do céu, mas se transforma: cresce até 7% em tamanho aparente e assume uma tonalidade vermelha intensa, resultado da luz solar filtrada pela atmosfera terrestre.
- Quanto mais poeira e nuvens houver na atmosfera no momento do eclipse, mais dramática e profunda será a coloração avermelhada — tornando cada eclipse uma experiência visualmente única.
- Nenhum equipamento especial de proteção é necessário, ao contrário dos eclipses solares; telescópios e binóculos são bem-vindos, mas o espetáculo pode ser vivido inteiramente a olho nu.
- O fenômeno será compartilhado por milhões de pessoas na América do Norte, África e Europa, e quem perder este terá uma segunda chance em 8 de novembro, quando outro eclipse lunar ocorrerá.
Na madrugada de 16 de maio de 2022, a Lua se transformará diante dos olhos de quem olhar para o céu de Belo Horizonte e de grande parte do mundo: um eclipse lunar total tingirá o satélite de vermelho, cor nascida da luz de todos os amanheceres e entardeceres da Terra projetados ao mesmo tempo sobre sua superfície. É um desses momentos em que a física celeste convida a humanidade a pausar e reconhecer sua pequenez — e sua beleza — dentro do cosmos.
Na madrugada de 16 de maio, Belo Horizonte terá a chance de testemunhar o primeiro eclipse lunar total visível na cidade desde 2019. O fenômeno começa às 22h30 do dia anterior e se estende até 3h50, com o momento de maior esplendor às 1h11 da madrugada.
Durante o eclipse, a Lua não desaparece — ela se transforma. Cresce até 7% acima de seu tamanho habitual e adquire uma tonalidade avermelhada que fascina observadores há séculos. A explicação é elegante: quando a Lua entra na sombra da Terra, a luz solar que a alcança passa antes pela atmosfera terrestre, que funciona como um filtro natural. O resultado é semelhante ao tom alaranjado dos amanheceres e entardeceres. Segundo a Nasa, é como se todos esses momentos do planeta inteiro fossem projetados simultaneamente sobre a superfície lunar. Quanto mais poeira ou nuvens houver na atmosfera, mais intensa será a cor.
O espetáculo não pertence apenas ao Brasil. América do Norte, África e Europa também poderão observar o mesmo fenômeno, tornando-o uma experiência compartilhada por milhões. Não são necessários equipamentos de proteção — diferentemente dos eclipses solares, este pode ser visto a olho nu, embora telescópios e binóculos enriqueçam a experiência.
Para quem perder esta oportunidade, 2022 reserva ainda um segundo eclipse lunar, previsto para 8 de novembro.
Na madrugada de 16 de maio, quem estiver acordado em Belo Horizonte poderá testemunhar um espetáculo celeste que não se repete com frequência: um eclipse lunar total que tingirá a Lua de um vermelho profundo. O fenômeno começará às 22h30 da noite anterior e se estenderá até 3h50 da madrugada, com o momento de máximo esplendor marcado para 1h11.
Este será o primeiro eclipse lunar total visível da cidade desde 2019. Durante essas horas, a Lua não desaparecerá do céu como acontece em um eclipse solar — pelo contrário, ela permanecerá visível, mas transformada. Crescerá até 7% acima de seu tamanho habitual e adquirirá uma tonalidade avermelhada que fascina observadores há séculos.
O fenômeno ocorre por uma razão elegante de física celeste. Quando a Lua passa pela sombra da Terra, ela não fica completamente escura. A luz solar que chega até ela passa primeiro pela atmosfera terrestre, que funciona como um filtro natural. Esse processo é semelhante ao que vemos nos amanheceres e entardeceres daqui da Terra — aquele tom alaranjado e avermelhado que colore o horizonte. Segundo explicações da Nasa, é como se todos os amanheceres e entardeceres do planeta inteiro fossem projetados simultaneamente sobre a superfície lunar. Quanto mais poeira ou nuvens houver na atmosfera terrestre no momento do eclipse, mais intensa será essa coloração vermelha.
O evento não se limita a Belo Horizonte ou ao Brasil. Partes da América do Norte, África e Europa também terão oportunidade de observar o mesmo fenômeno, tornando-o um espetáculo compartilhado por milhões de pessoas em diferentes continentes. Para quem planeja acompanhar, não há necessidade de equipamentos especiais de proteção para os olhos — diferentemente dos eclipses solares, que exigem cuidados rigorosos contra os raios ultravioleta. O eclipse lunar pode ser visto perfeitamente a olho nu, embora telescópios e binóculos possam enriquecer a experiência, permitindo detalhes mais nítidos da superfície lunar durante o evento.
Este não será o único eclipse lunar de 2022. Um segundo evento ocorrerá em 8 de novembro, oferecendo outra oportunidade para observadores que perderem este de maio ou simplesmente quiserem vivenciar novamente o fenômeno.
Notable Quotes
Durante um eclipse lunar, a Lua fica vermelha porque a única luz solar que atinge a Lua passa pela atmosfera da Terra. Quanto mais poeira ou nuvens na atmosfera da Terra durante o eclipse, mais vermelha a Lua aparecerá.— Nasa