Duas pessoas morrem em acidente com embarcação no Lago de Furnas em Capitólio

Duas pessoas morreram afogadas: uma mulher de Paraguaçu (MG) e um homem de Guarulhos (SP) ficaram presas sob a embarcação que virou.
A chalana não suportou o peso e virou na água
Momento em que a embarcação de resgate capotou durante tentativa de transferência de passageiros.
Mark

Por que uma chalana de resgate virou? Não deveria estar preparada para esse tipo de operação?

Mimi

A chalana já tinha 10 passageiros a bordo quando tentou resgatar os 14 da lancha com problemas. No momento do transbordo, simplesmente não suportou o peso adicional e capotou.

Luke

Mas a nota não especifica quantas pessoas estavam sendo transferidas quando virou, certo? Sabemos que havia 10 na chalana e 14 na lancha, mas não sabemos exatamente quantas estavam no processo de transbordo quando ela perdeu estabilidade.

Mimi

Verdade. O que sabemos é que duas pessoas morreram presas sob a embarcação. Uma mulher de Paraguaçu e um homem de Guarulhos.

Mark

Isso acontece cinco meses depois de outro acidente grave no mesmo lago. Há um padrão aqui?

Mimi

Em janeiro, uma rocha de 900 toneladas caiu sobre lanchas e matou dez pessoas. Agora, em junho, dois afogamentos em uma operação de resgate fracassada. São eventos muito diferentes, mas no mesmo lugar.

Luke

O prefeito diz que todas as embarcações são obrigadas a fornecer coletes salva-vidas. Mas não há informação sobre se os coletes estavam sendo usados, ou se a falta deles contribuiu para os afogamentos.

Mark

E quanto à Marinha? Eles tentaram reanimar as vítimas?

Mimi

Sim, marinheiros da Marinha do Brasil tentaram reanimar ambas até a chegada do SAMU, que confirmou os óbitos.

Luke

Mas não sabemos quanto tempo levou, se havia equipamento de resgate adequado no local, ou se havia protocolos de segurança específicos para operações de transbordo em lanchas.

  • Uma lancha com 14 passageiros parou no meio do lago com problemas mecânicos, exigindo resgate imediato em plena noite de sábado.
  • A chalana enviada ao socorro já transportava 10 pessoas e não resistiu ao peso da transferência, virando e mergulhando todos na água.
  • Dois passageiros ficaram presos sob o casco da embarcação capotada e se afogaram antes de poderem ser resgatados.
  • Marinheiros da Marinha do Brasil tentaram reanimar as vítimas, mas o SAMU confirmou os dois óbitos no local; os demais saíram com ferimentos leves.
  • O acidente reacende o alarme sobre a segurança náutica em Capitólio, cidade que ainda não havia se recuperado da tragédia de janeiro, quando uma rocha destruiu lanchas nos cânions do mesmo lago.

No Lago de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais, o que começou como um contratempo mecânico ordinário converteu-se em tragédia quando uma chalana de resgate, já carregada, não suportou o peso adicional dos passageiros transferidos e virou, aprisionando duas pessoas sob suas águas. Uma mulher de Paraguaçu e um homem de Guarulhos perderam a vida afogados, enquanto a região ainda carregava o luto de janeiro, quando dez pessoas morreram sob uma rocha de 900 toneladas. O lago de Furnas, belo e frequentado, revela assim uma face mais sombria: a de que a fronteira entre o socorro e o desastre pode ser tão tênue quanto a capacidade de carga de uma embarcação.

Na noite de sábado, 18 de junho, o Lago de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais, foi palco de mais uma tragédia aquática. Uma lancha com 14 passageiros apresentou problemas mecânicos e solicitou ajuda a uma chalana próxima. A embarcação de socorro, porém, já carregava 10 pessoas a bordo, e ao receber os passageiros em transferência, não resistiu ao peso e virou.

Dois passageiros ficaram presos sob a chalana capotada. Uma mulher de Paraguaçu, em Minas Gerais, e um homem de Guarulhos, em São Paulo, não conseguiram escapar e morreram afogados. Marinheiros da Marinha do Brasil tentaram reanimá-los até a chegada do SAMU, que confirmou os óbitos no local. Os demais envolvidos sofreram apenas escoriações leves.

O episódio chega cinco meses após a tragédia de janeiro, quando uma rocha de 900 toneladas desabou sobre lanchas nos cânions do lago, matando dez pessoas. Capitólio, que tentava reconstruir sua imagem, viu o lago cobrar mais duas vidas. O prefeito Cristiano Silva lamentou o ocorrido e reafirmou as medidas de segurança adotadas pela administração municipal, incluindo a obrigatoriedade de coletes salva-vidas em número suficiente para todos a bordo. As palavras, no entanto, não desfazem o que uma decisão equivocada de resgate — ignorar o limite de carga da embarcação — custou em vidas humanas.

No início da noite de sábado, 18 de junho, duas pessoas morreram afogadas no Lago de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais, durante uma operação de resgate que saiu do controle. Uma lancha carregando 14 passageiros começou a apresentar problemas mecânicos e pediu ajuda a outra embarcação próxima. O que deveria ser um resgate de rotina terminou em tragédia quando a chalana de socorro, já com seus próprios 10 passageiros a bordo, não resistiu ao peso adicional durante a transferência de pessoas e virou na água.

Dois passageiros ficaram presos sob a embarcação que capotou. Uma mulher natural de Paraguaçu, em Minas Gerais, e um homem de Guarulhos, São Paulo, não conseguiram sair de debaixo da chalana e se afogaram. Marinheiros da Marinha do Brasil tentaram reanimar ambas as vítimas até a chegada do SAMU, que confirmou os óbitos no local. Outros passageiros sofreram apenas ferimentos leves.

O acidente ressurge um fantasma que assombra a região há pouco mais de cinco meses. Em janeiro do mesmo ano, uma rocha de 900 toneladas desabou sobre lanchas que navegavam pelos cânions do lago, matando dez pessoas. Capitólio havia se tornado sinônimo de tragédia aquática, e agora, em junho, o lago cobrava mais duas vidas.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, lamentou o ocorrido em nota divulgada pela Associação Pública dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande. Ele afirmou que a administração municipal vinha trabalhando para reforçar as medidas de segurança na região e que todas as embarcações são obrigadas a fornecer coletes salva-vidas em quantidade suficiente para passageiros e tripulação. A declaração, porém, não apagava o fato de que, apesar dos esforços anunciados, o lago havia voltado a cobrar vidas.

O que começou como um problema mecânico simples — uma lancha com motor com defeito — transformou-se em um desastre por conta de uma decisão de resgate que não levou em consideração a capacidade de carga da embarcação de socorro. A chalana não suportou o peso e virou. Naquele momento, duas pessoas se viram presas sob toneladas de metal e água, sem conseguir escapar.

Temos trabalhado constantemente para aumentar a segurança na região. Todas as embarcações são obrigadas a fornecer coletes salva-vidas em número suficiente para todos os passageiros e tripulação.
— Cristiano Silva, prefeito de Capitólio
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