Direita cobra feministas por silêncio sobre liberação de Chiquinho Brazão

Vereadora Marielle Franco foi morta; acusação recai sobre o deputado Chiquinho Brazão de ter mandado executar o crime.
Quem mandou soltar quem mandou matar Marielle?
Questionamento que circula nas redes sociais após a decisão do STF de liberar o deputado Chiquinho Brazão.
Mark

Por que exatamente a direita está cobrando feministas de esquerda por isso? Não seria mais natural que a esquerda se posicionasse por conta própria?

Mimi

Sim, seria. Mas o silêncio criou um vácuo que a direita aproveitou para questionar a coerência do discurso feminista. Se você fala sobre justiça para mulheres, fica estranho não comentar quando uma mulher que foi morta vê seu acusado liberado.

Luke

Espera. Chiquinho Brazão foi liberado porque o STF entendeu que havia razão legal para isso, ou porque o ministro Moraes cometeu um erro? Porque a narrativa aqui parece assumir que a soltura foi injusta, mas não fica claro se é consenso entre juristas.

Mimi

Ótima pergunta. O texto não detalha os fundamentos da decisão de Moraes. Sabemos que ele autorizou a prisão domiciliar, mas não por quê.

Mark

E quanto a Anielle Franco especificamente? Ela tem alguma razão para não falar, ou é só silêncio mesmo?

Mimi

O texto não oferece nenhuma declaração dela explicando por que não se pronunciou. Apenas constata que não falou.

Luke

Então estamos em um território perigoso aqui. A gente está criticando pessoas por não terem dito nada, mas não sabemos se elas estão preparando uma resposta, se consultaram advogados, se há razões estratégicas ou legais para o silêncio.

Mark

A comparação com a cabeleireira Débora dos Santos é justa? Ou são casos completamente diferentes?

Luke

Completamente diferentes. Uma pichou uma estátua durante um protesto. A outra é acusada de ordenar um homicídio. Os tempos de prisão não são comparáveis sem saber os detalhes processuais de cada caso.

Mimi

Mas é exatamente isso que está circulando nas redes—a sensação de que há duas medidas, duas justiças.

Mark

E isso importa, certo? Mesmo que os casos sejam diferentes, se as pessoas sentem que há disparidade, isso alimenta desconfiança no sistema.

Luke

Importa, sim. Mas o texto deveria deixar claro o que é fato confirmado e o que é percepção ou crítica. Aqui fica tudo misturado.

  • Ministro Alexandre de Moraes autorizou prisão domiciliar para deputado Chiquinho Brazão, acusado de ordenar morte de Marielle Franco
  • Anielle Franco (irmã de Marielle), Erika Hilton e Sâmia Bomfim não se pronunciaram publicamente sobre a decisão
  • Políticos do PL, como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, criticaram o silêncio de feministas de esquerda nas redes sociais
  • Comparações entre tempo de prisão de Chiquinho Brazão e de outros detidos no 8 de Janeiro circulam nas redes

Ministro Alexandre de Moraes autorizou prisão domiciliar para deputado Chiquinho Brazão, acusado de envolvimento na morte de Marielle Franco. Deputadas Anielle Franco, Erika Hilton e Sâmia Bomfim ainda não se pronunciaram sobre a decisão, gerando críticas de perfis de direita nas redes sociais.

Políticos de direita criticam nas redes sociais o silêncio de congressistas feministas de esquerda sobre a decisão do STF de liberar o deputado Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o deputado Chiquinho Brazão (Sem Partido-RJ) deixasse a prisão e cumprisse sua pena em regime de prisão domiciliar. Brazão é acusado de ter ordenado o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Psol do Rio de Janeiro, morta em 2018. A decisão desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais, mas não de quem se poderia esperar.

Políticos e perfis alinhados à direita começaram a usar a plataforma X para cobrar posicionamento de congressistas feministas da esquerda sobre a liberação. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reacendeu a memória de um preso do 8 de Janeiro que morreu no Complexo Penitenciário da Papuda em novembro de 2023, após sofrer um mal súbito durante o banho de sol. Lucas Pavanato, vereador do PL em São Paulo, também comentou a decisão, oferecendo "parabéns" aos envolvidos na soltura.

A comparação entre os tempos de prisão ganhou força nas redes. Internautas apontaram a disparidade entre o período que Chiquinho Brazão permaneceu detido e o tempo que a cabeleireira Débora dos Santos cumpriu de cadeia. Ela havia pichado com batom a estátua "A Justiça" durante os eventos de 8 de Janeiro e escrito "perdeu, mané", uma referência a uma frase proferida pelo presidente da Corte, Roberto Barroso, em 2022. Um meme circulou nas redes questionando: "Quem mandou soltar quem mandou matar Marielle?"—uma crítica direta à ordem de Moraes.

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, não se pronunciou publicamente sobre a decisão. Sua última postagem no Instagram, feita no domingo 13 de abril, tratava sobre a luta quilombola no Brasil. Os comentários no post, porém, estavam repletos de cobranças por um posicionamento. As deputadas Erika Hilton e Sâmia Bomfim, ambas do Psol-SP e do mesmo partido que Marielle, também permaneceram em silêncio nas redes sociais.

O Poder360 entrou em contato com Hilton e Bomfim para questionar se pretendiam se manifestar sobre a decisão de Moraes. Até o momento da publicação, nenhuma resposta havia sido recebida. O silêncio das três mulheres—a irmã da vítima, duas deputadas do partido de Marielle—alimentou o debate nas redes, com críticos de esquerda e direita apontando para o que veem como uma inconsistência entre o discurso feminista e a resposta prática a um caso que envolve a morte de uma mulher política.

Parabéns aos envolvidos
— Lucas Pavanato (PL-SP), comentando a decisão de soltura
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur Poder360 ↗
Nous contacter FAQ