Curitiba ilumina monumentos em lilás para conscientização sobre Alzheimer

A doença de Alzheimer afeta milhões de pessoas globalmente, causando perda de memória, autonomia e independência, com custo emocional e financeiro para famílias e sociedade.
Prevenir hoje é preservar memórias, autonomia e histórias
A secretária de Saúde de Curitiba resume o propósito da campanha de conscientização sobre Alzheimer.
Mark

Por que a cidade escolheu iluminar especificamente esses seis monumentos? Havia alguma razão estratégica?

Mimi

Acho que a ideia era usar os cartões postais mais conhecidos de Curitiba para que o máximo de pessoas visse a iluminação. Quanto mais visível, mais gente pensa sobre o tema.

Luke

Mas o material não explica se houve critério de escolha ou se foi apenas conveniência. Não sabemos se esses seis locais têm infraestrutura de iluminação já instalada ou se foi algo especial.

Mark

Os números que mencionam — um caso a cada três segundos, 132 milhões até 2050 — de onde vêm?

Mimi

São do World Alzheimer Report, um relatório internacional. Então não são números locais de Curitiba, mas projeções globais.

Luke

Exato. E é importante notar que são projeções, não dados confirmados. O relatório é respeitável, mas estamos falando de estimativas para 2050.

Mark

E quanto ao tratamento? Parece que o SUS oferece os medicamentos de graça.

Mimi

Sim, mas só depois que há diagnóstico especializado. Primeiro você vai à unidade básica, faz testes, depois pode ser encaminhado para um especialista.

Luke

O material não diz quanto tempo leva esse processo ou quantas pessoas realmente conseguem chegar a um diagnóstico especializado. Sabemos que o medicamento é gratuito, mas não sabemos a taxa de acesso real.

Mark

E a prevenção? Parece que 45% dos casos podem ser evitados.

Mimi

Segundo a geriatra Ivete Berkenbrock, sim. Controlando 14 fatores de risco — hipertensão, diabetes, atividade física, isolamento social e outros.

Luke

Mas isso é uma estimativa também, não é? E o material não especifica se esses 45% se aplicam a todos os tipos de demência ou só ao Alzheimer.

  • Um novo caso de demência surge a cada três segundos no mundo, e as projeções apontam para 132 milhões de pessoas afetadas até 2050 — uma crise silenciosa que avança enquanto a sociedade ainda aprende a reconhecê-la.
  • A doença corrói não apenas a memória, mas a autonomia, a linguagem e o comportamento, impondo um peso emocional e financeiro crescente sobre famílias e sistemas de saúde.
  • Curitiba respondeu com visibilidade: seis monumentos banhados em lilás na noite de 23 de setembro transformaram cartões-postais da cidade em alertas públicos sobre o Alzheimer.
  • O SUS oferece medicamentos de alto custo gratuitamente após diagnóstico especializado, e as unidades básicas de saúde funcionam como porta de entrada para investigação e encaminhamento.
  • A maior aposta está na prevenção: controlar 14 fatores de risco modificáveis — como hipertensão, sedentarismo e isolamento social — pode evitar ou adiar quase metade dos casos de demência.

Na noite de 23 de setembro, Curitiba vestiu seis de seus monumentos mais emblemáticos com a cor lilás — um gesto simbólico que transforma espaços públicos em convites à reflexão sobre o Alzheimer e as demências, condições que, silenciosamente, reescrevem a identidade de milhões de pessoas ao redor do mundo. A iniciativa da Prefeitura, em parceria com entidades especializadas, lembra que a memória não é apenas um recurso cognitivo, mas o fio que tece a continuidade de uma vida — e que protegê-la começa muito antes do esquecimento.

Na noite de 23 de setembro, seis monumentos de Curitiba foram iluminados em lilás para marcar o Setembro Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o Alzheimer e outras demências. A ação foi conduzida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e a Associação Brasileira de Alzheimer — ambas com representação no Paraná.

Os números que motivaram a campanha são expressivos: um novo caso de demência é registrado a cada três segundos no mundo, com dez milhões de diagnósticos por ano. Se as tendências se mantiverem, 132 milhões de pessoas viverão com a condição até 2050. A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, destacou que iluminar os cartões-postais da cidade era uma forma de dar escala visual a um problema de saúde pública ainda subestimado.

O Alzheimer, forma mais comum de demência, começa tipicamente com falhas na memória recente e avança até comprometer a autonomia e a identidade da pessoa. Para quem percebe os primeiros sinais, a orientação é buscar a unidade básica de saúde mais próxima, onde testes cognitivos podem ser realizados e outras causas investigadas. Casos com suspeita de demência são encaminhados para avaliação especializada, e os medicamentos de alto custo são fornecidos gratuitamente pelo SUS por meio da Farmácia Especial.

A geriatra Ivete Berkenbrock reforçou que a prevenção é o caminho mais promissor: 14 fatores de risco são potencialmente modificáveis, entre eles hipertensão, diabetes, tabagismo, inatividade física e isolamento social. Agir sobre esses fatores pode prevenir ou adiar cerca de 45% dos casos. Muitos deles já são monitorados na Atenção Primária — o que torna o cuidado cotidiano uma forma concreta de proteger a memória. Como resumiu Filipak: prevenir hoje é preservar memórias, autonomia e histórias.

Na noite de 23 de setembro, seis dos pontos mais reconhecíveis de Curitiba ganharam uma cor inusitada. A estufa do Jardim Botânico, o Viaduto Estaiado, o Museu Municipal de Arte, o Monumento da Praça 29 de Março, o Obelisco da Praça 29 de Dezembro e o Museu do Automóvel no Parque Barigui foram todos iluminados em lilás — uma cor escolhida para marcar o Setembro Lilás, o mês dedicado à conscientização sobre o Alzheimer e outras formas de demência.

A iniciativa partiu da Prefeitura de Curitiba, através da Secretaria Municipal da Saúde, em colaboração com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia — Seccional Paraná e a Associação Brasileira de Alzheimer — Regional Paraná. A escolha de iluminar cartões postais da cidade não foi casual. Segundo Tatiane Filipak, secretária municipal da Saúde, o objetivo era dar visibilidade a um problema de saúde pública de proporções alarmantes. Os números são contundentes: um novo caso de demência surge a cada três segundos no mundo. Anualmente, há dez milhões de novos diagnósticos. Se as tendências atuais se mantiverem, o número de pessoas vivendo com demência chegará a 132 milhões até 2050, conforme projeções do World Alzheimer Report.

O Alzheimer é a forma mais comum de demência — uma doença neurológica crônica e degenerativa que tipicamente começa com a perda de memória recente e avança até comprometer a autonomia e a independência da pessoa. Além da memória, a condição afeta o pensamento, o raciocínio, a linguagem e o comportamento. Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser discretos, mas pioram progressivamente, exigindo cuidados contínuos da família e da sociedade, com custos emocionais e financeiros significativos.

Para quem desconfia dos primeiros sinais, a orientação da secretaria é procurar a unidade básica de saúde mais próxima. Na avaliação inicial, podem ser realizados testes cognitivos e investigadas outras condições que causam alterações de memória e comportamento — deficiência de vitamina B12, problemas na tireoide, sífilis e depressão, entre outras. Se houver suspeita de demência, o paciente é encaminhado para avaliação especializada. Os medicamentos para tratamento, que têm custo elevado, são fornecidos gratuitamente pelo SUS para os casos diagnosticados, por meio da Farmácia Especial.

Mas a prevenção é onde reside a maior esperança. Ivete Berkenbrock, geriatra da Secretaria Municipal da Saúde, aponta que 14 fatores de risco para demências são potencialmente modificáveis. Entre eles estão baixa escolaridade, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, inatividade física, depressão, perda auditiva, isolamento social e perda visual. Atuar sobre esses fatores pode prevenir ou adiar aproximadamente 45% dos casos de demência. A boa notícia é que muitas dessas condições já fazem parte do acompanhamento rotineiro da Atenção Primária — o primeiro nível de cuidado do sistema de saúde.

A iluminação dos monumentos em lilás, portanto, funciona como um duplo sinal. Para quem passa por esses espaços, é um lembrete visual de que a demência existe, afeta milhões e merece atenção. Para o sistema de saúde, é um reforço de que a prevenção começa cedo, que o diagnóstico precoce importa, e que o acesso ao tratamento deve ser garantido. Filipak resumiu a mensagem da campanha de forma direta: prevenir hoje é preservar memórias, autonomia e histórias.

Ao iluminar nossos cartões postais, queremos dar luz a um tema de extrema importância
— Tatiane Filipak, secretária municipal da Saúde de Curitiba
Atuar sobre esses fatores pode prevenir ou adiar cerca de 45% dos casos
— Ivete Berkenbrock, geriatra da Secretaria Municipal da Saúde
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