Quando um golfinho emerge à superfície para respirar, carrega consigo um arquivo invisível do seu estado interior. Investigadores portugueses do CIIMAR e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em colaboração com uma rede internacional de dez instituições, aprenderam a ler esse arquivo — analisando o microbioma do sopro dos animais para identificar agentes patogénicos sem jamais os tocar. É um gesto científico que respeita a fronteira entre o humano e o selvagem, abrindo caminho para uma vigilância da saúde marinha que escuta sem perturbar.