Por séculos, os cientistas observaram o cérebro como se tentassem compreender um oceano através de uma única fatia horizontal. Agora, ao combinar microscopia de folha de luz com óptica adaptativa — uma tecnologia nascida para enxergar estrelas através da atmosfera turva —, pesquisadores liderados por Peter Kner conseguiram registrar, pela primeira vez, a propagação completa de uma convulsão em três dimensões, usando cérebros transparentes de larvas de peixe-zebra. O feito não oferece cura imediata, mas abre uma janela inteiramente nova sobre os caminhos elétricos do cérebro, com implicações pr