Carro voador da Embraer começará a transportar passageiros em 2028

Decola como helicóptero, voa como avião, muda a cidade
O eVTOL da Embraer promete revolucionar a mobilidade urbana ao dispensar pistas convencionais.
Mark

Por que essa transição de voo vertical para horizontal é tão importante? Parece um detalhe técnico.

Mimi

É o detalhe que separa um conceito de um produto viável. O eVTOL precisa decolar como um helicóptero, mas depois mudar para voo horizontal para ser eficiente. Se não conseguir fazer isso com segurança e precisão, toda a tecnologia desaba.

Mark

E por que Taubaté? Por que não São José dos Campos, onde a Embraer já tem operações maiores?

Mimi

Porque o alcance limitado do veículo muda a lógica da produção. Não faz sentido fabricar em um lugar e transportar para outro. A Embraer quer produzir perto de onde vai usar. Taubaté é um teste dessa filosofia.

Mark

Três mil cartas de intenção — isso é muito ou pouco?

Mimi

É bastante para uma aeronave que ainda não transportou um passageiro. Mostra que há demanda real por mobilidade urbana diferente. Mas também é um número que precisa se converter em vendas reais.

Mark

O Brasil e os EUA começam juntos. Qual é a vantagem de começar aqui?

Mimi

O Brasil é a casa da Embraer. Há regulação mais próxima, infraestrutura de testes, conhecimento local. Mas também é um sinal: a empresa acredita que a tecnologia está pronta para cidades brasileiras, não apenas para mercados mais desenvolvidos.

Mark

E se algo der errado nos próximos testes?

Mimi

O cronograma se atrasa. Mas a Embraer já passou por certificações complexas antes. Isso não é novo para eles. O que é novo é fazer isso com uma aeronave que ninguém nunca operou comercialmente.

  • O protótipo eVTOL da Eve Air Mobility cruzou uma fronteira crítica ao realizar, pela primeira vez, a transição do voo vertical para o horizontal — o passo mais delicado antes de qualquer passageiro embarcar.
  • Em três minutos e nove segundos, o veículo atingiu 55 km/h, percorreu 1,55 km e subiu a 27 metros, números modestos que carregam o peso de validar conceitos que precisam ser infalíveis.
  • Os testes continuarão até 2027, com aumento gradual de velocidade e validação do sistema de rádio, cada etapa sendo um degrau obrigatório rumo à certificação regulatória.
  • A fábrica em Taubaté, com capacidade para 480 aeronaves por ano, e as três mil cartas de intenção de compra já recebidas revelam que o mercado não está esperando — está apostando.
  • Brasil e Estados Unidos serão os primeiros a receber os serviços comerciais, com operações previstas para antes do fim de 2028, transformando helipads e estacionamentos em portais de mobilidade urbana.

Há décadas confinada ao imaginário da ficção científica, a mobilidade aérea urbana começa a ganhar contornos concretos nas mãos da Embraer. A subsidiária Eve Air Mobility completou, em agosto de 2026, a primeira transição bem-sucedida entre voo vertical e horizontal de seu protótipo eVTOL — um marco técnico que aproxima o Brasil de inaugurar serviços comerciais de carros voadores até o fim de 2028. É o momento em que a engenharia encontra a promessa, e a cidade começa a olhar para o céu de outra forma.

A Embraer anunciou, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, que iniciará o transporte comercial de passageiros em carros voadores até o final de 2028. O veículo é um eVTOL desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da empresa, e já acumula mais de 60 voos verticais de teste.

O momento mais aguardado chegou na primeira semana de agosto: o protótipo realizou com sucesso sua primeira transição entre voo vertical e horizontal, acionando pela primeira vez a hélice traseira responsável pelo deslocamento frontal. Em pouco mais de três minutos, o veículo atingiu 55 km/h, percorreu cerca de 1,55 km e alcançou 27 metros de altitude. Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, confirmou o feito publicamente.

Os testes prosseguirão ao longo de 2026 e início de 2027, com aumento progressivo dos limites de velocidade e validação do sistema de comunicação por rádio — requisito essencial para a certificação regulatória que permitirá operações comerciais em até 92 km/h.

Para a produção, a Embraer escolheu Taubaté, no interior de São Paulo, com capacidade inicial para 480 aeronaves por ano. A lógica de instalar futuras fábricas próximas às regiões de operação reflete o alcance limitado do veículo, projetado para mobilidade urbana, não para longas distâncias. O interesse do mercado já se traduz em cerca de três mil cartas de intenção de compra recebidas pela empresa.

Os primeiros serviços comerciais estão previstos simultaneamente para o Brasil e os Estados Unidos. Ao decolar e pousar na vertical, o eVTOL dispensa pistas convencionais e abre caminho para o uso de helipads, estacionamentos e outros espaços urbanos subutilizados — uma reconfiguração silenciosa de como as cidades podem mover pessoas.

A Embraer anunciou nesta segunda-feira que começará a transportar passageiros em carros voadores a partir do final de 2028. O anúncio foi feito durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026 da empresa, e marca um passo concreto na transformação de uma tecnologia que há anos parecia presa ao reino da ficção científica.

O veículo em questão é um eVTOL — sigla para Electric Vertical Take-off and Landing — desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. Até agora, a aeronave completou mais de 60 voos verticais durante a fase de testes. Mas o marco mais importante chegou recentemente: pela primeira vez, o protótipo conseguiu fazer a transição entre o voo vertical e o voo horizontal, uma das etapas mais críticas antes que qualquer passageiro entre a bordo. Francisco Gomes Neto, presidente e diretor-executivo da Embraer, confirmou o feito durante o comunicado.

Esse primeiro voo de transição aconteceu na segunda-feira anterior, 3 de agosto. O protótipo acionou pela primeira vez sua hélice traseira, responsável por impulsionar a aeronave para frente. Durante os três minutos e nove segundos de voo, o veículo atingiu velocidades de até 55 quilômetros por hora, percorreu aproximadamente 1,55 quilômetro e subiu a 27 metros de altura. Números modestos em aparência, mas cada um deles representa uma validação de conceitos que precisam funcionar perfeitamente antes que o sistema seja liberado para uso comercial.

Os testes continuarão ao longo do restante de 2026 e no início de 2027. A Eve Air Mobility planeja aumentar gradualmente os limites de velocidade e também testar o sistema de comunicação por rádio, que será essencial para que as operações sejam aprovadas em velocidades de até 92 quilômetros por hora. Cada teste é um degrau em direção à certificação regulatória que tornará possível o transporte de passageiros.

No aspecto da produção, a Embraer escolheu Taubaté, no interior de São Paulo, como local da fabricação inicial. A fábrica terá capacidade para produzir aproximadamente 480 aeronaves por ano. A estratégia da empresa prevê também que futuras unidades de produção sejam instaladas próximas aos locais onde os veículos serão operados, uma decisão prática baseada no alcance limitado da aeronave. Como o eVTOL não foi projetado para percorrer grandes distâncias, faz mais sentido fabricá-lo perto de onde será usado.

O mercado já demonstra interesse. A Embraer afirma ter recebido aproximadamente três mil cartas de intenção de compra para o modelo, incluindo pedidos considerados firmes. Após o início das operações comerciais, a empresa acompanhará a reação do mercado antes de decidir pela expansão da capacidade produtiva.

Os primeiros serviços comerciais estão previstos para o Brasil e os Estados Unidos, com operações começando em períodos próximos nos dois países. O eVTOL representa uma aposta da Embraer em uma nova categoria de transporte urbano. Diferentemente dos aviões convencionais, a aeronave decola e pousa na vertical, dispensando pistas. Isso abre a possibilidade de usar espaços menores nas cidades — helipads, estacionamentos, áreas que hoje não servem para aviação. Se tudo correr conforme planejado, em menos de dois anos, o primeiro passageiro comercial subirá a bordo de um carro voador brasileiro.

A aeronave precisa provar que consegue decolar verticalmente e, durante o trajeto, mudar para a posição de voo horizontal
— Embraer
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