Na noite de uma segunda-feira comum, um salão de beleza em Contagem tornou-se o cenário de uma violência que deixou uma filha sem mãe e uma comunidade em choque. Silvani Paulino, manicure de 37 anos, foi morta pelo próprio marido com seis tiros nas costas — dentro do espaço que ela construiu para trabalhar. A fuga do suspeito durou menos de um dia: um gesto banal, pedir uma tomada emprestada numa padaria, revelou sua presença à polícia e encerrou a tentativa de escapar da responsabilidade pelo crime.
Câmera registra prisão de suspeito de morte de manicure em Contagem
Apagou a luz e disparou contra as costas dela
Por que ele voltou para uma padaria se estava fugindo? Parecia uma decisão arriscada.
Talvez não estivesse pensando com clareza. Precisava de um chip novo, de carregar o celular. Às vezes quem foge comete erros simples — age como se a vida continuasse normal quando tudo desabou.
As câmeras da padaria o pegaram, mas as do salão foram apagadas. Ele sabia o que estava fazendo?
Parece que sim. Deletou os vídeos do salão pelo celular, o que sugere premeditação. Mas não conseguiu apagar o rastro dele em outro lugar. Ninguém consegue apagar tudo.
A filha estava lá. Como se vive com isso?
Não há resposta para isso. Ela viu o pai matar a mãe. A polícia não sabe ainda por quê — qual era a briga, o ciúme, a raiva. Só sabe que aconteceu.
Ele confessou rápido?
Confessou quando foi preso. Talvez porque não havia escapatória. Talvez porque precisava contar. Não sabemos.
E agora?
Agora a investigação tenta descobrir o motivo. Por que um homem entra no salão de beleza da própria esposa e dispara seis vezes nas costas dela. Essa resposta ainda não existe.
Il Polso
- Uma mulher foi assassinada com seis tiros nas costas pelo próprio marido dentro do seu salão de beleza, enquanto a filha estava sentada ao seu lado.
- O suspeito apagou as luzes antes de atirar e fugiu em seguida, deletando remotamente as imagens das câmeras de segurança do local para apagar rastros.
- A polícia rastreou o Fiat Siena do suspeito até Conselheiro Lafaiete, onde ele havia dormido em hotel e entrado numa padaria para comprar um chip e carregar o celular.
- Câmeras de segurança da padaria registraram o momento da prisão — ele não ofereceu resistência e confessou o crime aos militares.
- A motivação do assassinato ainda é desconhecida, e o caso segue sob investigação da 7ª Delegacia de Plantão de Contagem.
Na noite de uma segunda-feira comum, um salão de beleza em Contagem tornou-se o cenário de uma violência que deixou uma filha sem mãe e uma comunidade em choque. Silvani Paulino, manicure de 37 anos, foi morta pelo próprio marido com seis tiros nas costas — dentro do espaço que ela construiu para trabalhar. A fuga do suspeito durou menos de um dia: um gesto banal, pedir uma tomada emprestada numa padaria, revelou sua presença à polícia e encerrou a tentativa de escapar da responsabilidade pelo crime.
Na tarde de terça-feira, câmeras de uma padaria em Conselheiro Lafaiete, no interior de Minas Gerais, flagraram o momento em que policiais militares prenderam um homem suspeito de matar a própria esposa. Ele estava parado, olhando para a rua, quando os agentes entraram e o abordaram sem resistência. Pouco antes, havia pedido ao dono do estabelecimento uma tomada para carregar o celular — um gesto ordinário que o entregou.
O crime havia acontecido na noite anterior, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Silvani Paulino, manicure de 37 anos, foi morta com seis disparos nas costas dentro do seu próprio salão de beleza, no bairro Funcionários. Segundo testemunhas, o marido entrou no local por volta das 19h40, apagou as luzes e atirou repetidamente. Uma cliente que fazia as unhas não foi atingida. A filha de Silvani estava sentada próximo à mãe no momento dos disparos.
Após o crime, o suspeito fugiu em um Fiat Siena. As imagens das câmeras do salão haviam sido apagadas — suspeita-se que ele as deletou remotamente pelo celular. A perícia recolheu cinco estojos de munição calibre 9mm e constatou seis perfurações nas costas da vítima. Um gravador digital preservado pela família pode ainda conter registros do ocorrido.
A polícia localizou o veículo estacionado em frente à padaria em Conselheiro Lafaiete, onde o suspeito havia dormido em hotel próximo. Preso, ele confessou o assassinato. Os investigadores acreditam que ele tentava fugir para o Rio de Janeiro ou Juiz de Fora, onde tem parentes. A motivação do crime permanece desconhecida.
Na tarde de terça-feira, câmeras de segurança de uma padaria em Conselheiro Lafaiete, no interior de Minas Gerais, registraram o momento exato em que a polícia militar prendeu um homem suspeito de assassinar sua esposa. Nas imagens, é possível vê-lo parado, observando a rua, quando os militares entram no estabelecimento e o aborda. Ele não oferece resistência. Minutos antes, havia entrado no comércio para comprar um chip de celular e pedido ao dono que lhe emprestasse uma tomada para carregar o telefone — um gesto ordinário que o entregou.
O crime que o levou até ali aconteceu na noite anterior, segunda-feira, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Silvani Paulino, manicure de 37 anos, foi morta com seis disparos nas costas dentro de seu próprio salão de beleza, no bairro Funcionários. Segundo testemunhas, seu marido entrou no estabelecimento por volta das 19h40, apagou as luzes e disparou contra ela repetidamente. Uma cliente que estava fazendo as unhas não foi atingida. A filha de Silvani também estava presente no salão, sentada próximo à mãe quando os tiros foram disparados. A cunhada da vítima, que morava nos fundos do imóvel, ouviu os disparos momentos após conversar com Silvani.
Após os tiros, o suspeito fugiu em um Fiat Siena estacionado na rua. A polícia militar iniciou buscas imediatamente, mas ele desapareceu. Os investigadores tentaram acessar as imagens das câmeras de segurança do salão, mas descobriram que os registros haviam sido apagados — suspeita-se que o homem tenha deletado os vídeos através de seu próprio celular. Um gravador digital de vídeo foi preservado pela família e pode conter imagens ainda armazenadas.
A perícia da Polícia Civil constatou seis perfurações causadas por disparos nas costas da vítima. Cinco estojos de munição calibre 9mm foram recolhidos no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal. Enquanto isso, a polícia militar recebia informações de que o suspeito havia dormido em um hotel. Ao chegar ao local, os agentes identificaram o Siena dele estacionado em frente à padaria em Conselheiro Lafaiete. Entraram, prenderam o homem e ele confessou o crime.
Os militares suspeitam que ele estava tentando fugir para o Rio de Janeiro ou para Juiz de Fora, cidades na Zona da Mata mineira onde possui parentes. A motivação para o assassinato permanece desconhecida. O caso segue sob investigação da 7ª Delegacia de Plantão de Contagem.
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Entrou na padaria para comprar um chip e pediu ao dono que lhe emprestasse uma tomada para carregar o celular— Polícia Militar de Minas Gerais