Com a chegada do Windows 11 26H2, a Microsoft deu um passo silencioso mas significativo: o backup automático de definições passou a estar ativo por defeito em dispositivos empresariais ligados ao Microsoft Entra, fora da União Europeia. A mudança inscreve-se numa tensão antiga entre conveniência e controlo — a empresa aposta que proteger os utilizadores antes de uma crise é preferível a esperar que alguém tome essa decisão. As organizações mantêm, ainda assim, a última palavra sobre se e como essas definições são restauradas.
Microsoft ativa backup de definições por defeito no Windows 11 26H2 empresarial
O backup é automático, mas recuperar as definições é uma escolha deliberada
Porque é que a Microsoft decidiu ativar isto por defeito agora, depois de meses com a funcionalidade desativada?
A ideia é simples: quanto mais tempo passa, mais as organizações percebem que precisam disto. Ao ativar por defeito, garantem que os backups existem quando são necessários, sem exigir que cada administrador tome uma decisão.
Mas há um detalhe importante — isto só se aplica fora da UE. Porquê?
O Digital Markets Act europeu tem regras específicas sobre como os dados são tratados. A Microsoft está a ser cautelosa com a regulação.
E se uma organização não quer isto ativado?
Podem desativar através do Intune ou Group Policy. As decisões anteriores são respeitadas — a mudança só afeta quem nunca configurou nada.
Então o restauro ainda requer ação manual?
Exatamente. O backup é automático, mas recuperar as definições é uma escolha deliberada do administrador.
Isso não cria um falso sentido de segurança? As pessoas pensam que estão protegidas, mas ninguém está a restaurar nada?
É uma questão válida. A Microsoft está a criar a infraestrutura, mas a responsabilidade de usar continua com a IT.
Verdade. É mais uma rede de segurança do que uma solução completa.
Il Polso
- Desde 29 de setembro, milhares de computadores empresariais com Windows 11 26H2 começaram a guardar automaticamente definições e aplicações dos utilizadores — sem que ninguém tivesse de pedir.
- A mudança apanha de surpresa organizações que nunca configuraram explicitamente uma política de backup, alterando o comportamento padrão que vigorava desde o lançamento da funcionalidade.
- Equipas de IT fora da União Europeia precisam de verificar se a nova ativação automática colide com políticas internas, uma vez que dispositivos sem configuração prévia são os mais afetados.
- O restauro continua a exigir ação deliberada dos administradores, criando uma assimetria intencional: o sistema protege, mas não age sozinho na recuperação.
- Organizações na União Europeia, em clouds soberanas ou com políticas já definidas ficam excluídas da mudança automática, limitando o seu alcance real.
Com a chegada do Windows 11 26H2, a Microsoft deu um passo silencioso mas significativo: o backup automático de definições passou a estar ativo por defeito em dispositivos empresariais ligados ao Microsoft Entra, fora da União Europeia. A mudança inscreve-se numa tensão antiga entre conveniência e controlo — a empresa aposta que proteger os utilizadores antes de uma crise é preferível a esperar que alguém tome essa decisão. As organizações mantêm, ainda assim, a última palavra sobre se e como essas definições são restauradas.
A Microsoft ativou por defeito o backup automático de definições em computadores empresariais com Windows 11 26H2 ligados ao Microsoft Entra. A funcionalidade, conhecida como Windows Backup for Organizations, guarda as configurações dos utilizadores e a lista de aplicações instaladas pela Microsoft Store, permitindo uma recuperação mais rápida após reposições, substituições ou atualizações de equipamentos.
A mudança entrou em vigor com o lançamento da versão 26H2 a 29 de setembro e afeta apenas dispositivos sem política de backup previamente configurada. Organizações que já tinham tomado uma decisão explícita — ativando ou desativando a funcionalidade — não são afetadas. A ativação automática aplica-se exclusivamente a equipamentos fora da União Europeia, em conformidade com o Digital Markets Act.
Há uma distinção importante a reter: o backup passa a acontecer automaticamente, mas o restauro continua a exigir uma decisão deliberada da equipa de IT. Os administradores mantêm controlo total através do Microsoft Intune ou de Group Policy, podendo gerir ou desativar a funcionalidade a qualquer momento.
A abordagem da Microsoft reflete um equilíbrio calculado: aumentar a probabilidade de existirem cópias de segurança antes de operações críticas, sem retirar às equipas de IT a autonomia sobre quando e como essas definições são recuperadas.
A Microsoft começou a ativar automaticamente o backup de definições em computadores empresariais que executam Windows 11 26H2 e estão ligados ao Microsoft Entra. A mudança, implementada com o lançamento da versão 26H2 a 29 de setembro, altera o comportamento padrão de uma funcionalidade que até agora permanecia desativada por defeito nas organizações.
O sistema de backup, originalmente chamado Windows Backup for Organizations, guarda as configurações dos utilizadores e a lista de aplicações instaladas a partir da Microsoft Store. Quando um computador é reposto, substituído, atualizado ou recebe uma nova imagem do sistema, estas informações podem ser restauradas rapidamente, poupando tempo e esforço na reconfiguração de cada máquina. A funcionalidade foi apresentada pela primeira vez em novembro de 2024 como uma opção que os administradores tinham de ativar manualmente. Entrou em fase de testes públicos em maio de 2025 e tornou-se disponível de forma geral em agosto do mesmo ano.
A ativação automática aplica-se apenas a dispositivos que estejam associados ao Microsoft Entra através de uma ligação direta ou híbrida, e apenas quando os administradores de IT não tiverem já configurado explicitamente uma política de backup. Se uma organização tiver tomado uma decisão anterior — ativando ou desativando a funcionalidade — essa decisão mantém-se intacta. A Microsoft explica que com o backup ativo por defeito, é mais provável que os utilizadores tenham acesso às suas definições e aplicações quando precisarem de recuperar um dispositivo.
Uma distinção importante: enquanto o backup passa a estar ativo automaticamente, o restauro continua a exigir uma ação explícita dos administradores. Isto significa que as cópias de segurança serão criadas sem intervenção, mas recuperá-las requer uma decisão deliberada da equipa de IT. Os administradores mantêm controlo total sobre a política através de ferramentas de gestão de dispositivos móveis, como o Microsoft Intune, ou através de Group Policy.
A implementação desta mudança tem limitações geográficas e regulatórias significativas. A ativação automática aplica-se apenas a equipamentos localizados fora da União Europeia, respeitando o Digital Markets Act (DMA). Dispositivos em ambientes de cloud soberana ou restrita, bem como sistemas onde a política já foi configurada pela organização, ficam excluídos da mudança automática.
Na prática, a Microsoft aumenta a probabilidade de existirem cópias de segurança das configurações dos utilizadores antes de operações críticas de recuperação ou substituição de equipamentos. Ao mesmo tempo, preserva o controlo das equipas de IT sobre quando e como essas definições são restauradas, evitando restauros não autorizados ou inesperados. A abordagem reflete um equilíbrio entre conveniência para os utilizadores finais e autonomia para os administradores de sistemas.
Citazioni salienti
Com esta funcionalidade ativa por defeito, é mais provável que os utilizadores tenham as suas definições e a lista de aplicações da Microsoft Store disponíveis para restaurar depois de uma reposição, substituição ou atualização do dispositivo— Microsoft