'Cabelo não é só cabelo': Hérika Olliveira defende tratar a saúde capilar como questão de saúde pública

Cabelo não é só cabelo.
Hérika Olliveira defende que a queda capilar seja tratada como qualquer outra questão de saúde.
Mark

Por que uma matéria sobre uma premiação fala tanto de saúde pública?

Mimi

Porque Hérika usou o palco para defender que queda de cabelo seja tratada como qualquer problema de saúde, e não como vaidade. Para ela, o cabelo pode sinalizar outras doenças.

Mark

Isso tem respaldo?

Mimi

A matéria diz que sim: a literatura médica associa a queda a causas dermatológicas, endócrinas, autoimunes, infecciosas e nutricionais. Cita também a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Luke

Mas o número de 2.500 causas é só dela. O texto não traz outra fonte para ele, então vale tratá-lo como estimativa da entrevistada.

Mark

E o título de tricologista?

Mimi

Não é especialidade médica reconhecida no Brasil. Há médicos que se aprofundaram em cabelo e profissionais não médicos com cursos. Hérika está no segundo grupo, com formação em Estética e Cosmetologia.

Luke

Isso importa porque quem não é médico não diagnostica nem prescreve. E o texto tem tom promocional: não traz dados clínicos próprios dela, só a trajetória e as opiniões.

Mark

Então o alerta de procurar ajuda cedo vale?

Mimi

O alerta de não adiar a avaliação é coerente com a literatura citada. A lista de sinais, como mais de 100 fios por dia, ajuda a decidir quando investigar.

Luke

Só que a matéria não diz qual desfecho se espera dos tratamentos que ela oferece. Isso segue em aberto.

  • A queda de cabelo, muitas vezes adiada por medo ou descaso, chega ao consultório já em estágio avançado, segundo a especialista.
  • Uma premiação em Barra da Tijuca e uma sequência de homenagens em São Paulo colocam a tricologista em evidência e acendem o debate público.
  • A tese central é de que o cabelo funciona como sinalizador de doenças e deve ser tratado como questão de saúde, não de vaidade.
  • O próprio texto, de tom promocional, revela um ponto de atenção: a tricologia não tem especialidade médica reconhecida nem conselho próprio no Brasil.
  • O caminho apontado é procurar atendimento ao notar perda acima de 100 fios por dia, falhas circulares ou queda ligada a fadiga, e checar a formação de quem atende.

Num fim de outubro de 2026, em um salão da Barra da Tijuca, a tricologia Hérika Olliveira foi lembrada entre os indicados ao prêmio Melhores do Ano, um reconhecimento que a própria emocionou. Por trás da homenagem existe uma pergunta mais antiga e mais humana: o que um fio de cabelo que cai pode estar dizendo sobre o corpo que o carrega? Ela defende que essa queda seja levada a sério como qualquer outro sinal de saúde, e a literatura médica, em boa parte, lhe dá razão ao reconhecer que o cabelo pode refletir doenças dermatológicas, hormonais, autoimunes e nutricionais. Ainda assim, a voz que propõe a tese é também a de quem ocupa um território sem título médico reconhecido no Brasil, o que pede que o leitor olhe com atenção para quem o atende.

Na churrascaria Tourão, na Barra da Tijuca, aconteceu nesta semana a premiação Melhores do Ano 2026. Entre os concorrentes da categoria geral estava Hérika Olliveira, tricologista e perita tricológica que representa o Rio na área. Antes de confirmar a indicação, ela contou que, desde agosto, tem recebido muitas homenagens e emoções. Recém-chegada de São Paulo, onde recebeu da Câmara Municipal a coroa de Rainha da Tricologia do Brasil e o título de embaixadora da área, disse que o evento carioca lhe causava uma emoção que não sabia explicar.

Há quase dez anos ela assina uma coluna sobre saúde capilar na revista Mais Bonita, espaço que usa para levar conhecimento técnico ao público. Sua avaliação é que o assunto é negligenciado: a pessoa perde cabelo e vai adiando, procura um dermatologista sem especialização em tricologia e fica sem resposta, ou trata a queda como algo normal. O resultado, segundo ela, é que o problema chega muito avançado ao especialista.

O ponto central da sua fala é que a saúde capilar merece o mesmo cuidado de qualquer outra área da saúde. Para ela, o cabelo sinaliza problemas que podem estar acontecendo no corpo. A literatura médica reconhece a queda como possível manifestação de doenças dermatológicas, endócrinas, autoimunes, infecciosas e nutricionais, e o Ministério da Saúde aponta hereditariedade e hormônios masculinos como as principais causas da perda permanente. A própria entrevistada citou um número de mais de 2.500 causas, que não é confirmado por outra fonte.

Há, porém, uma ressalva. No Brasil, tricologista não é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, e a área não tem conselho nem regulamentação próprios. Quem diagnostica e prescreve são os médicos, sobretudo dermatologistas. Hérika tem formação em estética e cosmetologia, pós-graduação em tricologia e terapia capilar e título de perita, além de um doutorado em andamento. Segundo sua biografia, atende de 12 a 15 pacientes por dia, a maioria com queixa de queda, com recursos como microagulhamento, LED e suplementação.

Seu recado final é para quem nota o cabelo cair, afinar ou ficar mais ralo: procure um tricologista. A reportagem lembra que vale checar a formação de quem atende, já que o título não é regulado.

Na churrascaria Tourão, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, aconteceu nesta semana a premiação Melhores do Ano 2026. Entre os concorrentes da categoria geral estava Hérika Olliveira, tricologista e perita tricológica que representa o Rio na área. Antes de confirmar a indicação, ela disse que, desde agosto, tem recebido muitas homenagens e muitas emoções.

O período recente explica a emoção. Hérika contou que chegou havia pouco de São Paulo, onde recebeu da Câmara Municipal a coroa e a faixa de Rainha da Tricologia do Brasil, além do título de embaixadora da tricologia no país. Mesmo assim, disse que o evento da Barra lhe causava uma emoção diferente, que ela não sabia explicar.

Há quase dez anos ela assina a coluna Saúde Capilar na revista Mais Bonita, e foi ali, segundo a reportagem, que encontrou espaço para levar conhecimento técnico ao público. Sua avaliação é que o assunto é negligenciado: a pessoa começa a perder cabelo e vai adiando. Às vezes procura um dermatologista que não é especializado em tricologia e fica sem resposta; outras vezes o próprio paciente trata a queda como algo normal, para ver depois. O resultado, afirmou, é que o problema chega muito avançado ao tricologista.

O ponto central da fala é que saúde capilar deve ser tratada como qualquer outra questão de saúde, como as cardíacas, pulmonares ou ginecológicas. Para ela, o cabelo é também um sinalizador de outros problemas que a pessoa pode ter. A reportagem lembra que a literatura médica reconhece a queda de cabelo como possível manifestação de doenças dermatológicas, endócrinas, autoimunes, infecciosas ou nutricionais.

Hérika disse que existem mais de 2.500 causas para a perda de cabelo, número que é dela e que o texto não confirma com outra fonte. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, as duas principais causas de queda permanente são a hereditariedade e os hormônios masculinos. A lista inclui ainda infecções por fungos e bactérias, produtos químicos, distúrbios da tireoide, má alimentação, falta de vitaminas, medicamentos e estresse. A alopecia androgenética, de base genética, atinge cerca de 70% dos homens adultos e 50% das mulheres, de acordo com revisão publicada no Brazilian Journal of Health Review. Ela citou também doenças de base, química e tração dos penteados, que a literatura reconhece como alopecia por tração, frequente em mulheres negras.

O texto faz uma ressalva sobre o título. No Brasil, tricologista não é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina; o cuidado de cabelos e couro cabeludo cabe à dermatologia, e a tricologia costuma ser um aprofundamento, sem Registro de Qualificação de Especialista próprio. Usam o título médicos, que podem diagnosticar, pedir exames e prescrever, e profissionais não médicos formados em cursos de tricologia e terapia capilar. A área não tem conselho profissional nem regulamentação própria. Hérika está no segundo grupo: declara formação em Estética e Cosmetologia, pós-graduação em Tricologia e Terapia Capilar, título de Tricologista Perita e doutorado em curso em Naturopatia Clínica Avançada.

Segundo a biografia, ela tem cerca de 20 anos de atuação e atende de 12 a 15 pacientes por dia, a maioria com queixa de queda. Usa microagulhamento com infusão de ativos, fotobioestimulação por LED, aromaterapia, terapia floral e suplementação. Em agosto de 2026, falou na Beauty Esthetic Show, em Blumenau, sobre a dor emocional de quem perde cabelo, resumida na frase "quem perde fios, perde identidade".

Seu recado final foi que quem vê o cabelo cair, afinar ou ficar mais ralo procure o tricologista. A reportagem lista sinais de atenção, como perda acima de 100 fios por dia (o normal vai de 50 a 100), falhas circulares, coceira e descamação, ou queda associada a fadiga, ganho de peso ou ciclo irregular. Como o título não é regulado, vale conferir a formação de quem atende.

Saúde capilar é um sinalizador de outro problema de saúde que a pessoa pode ter.
— Hérika Olliveira, tricologista
Quem perde fios, perde identidade.
— Hérika Olliveira, na Beauty Esthetic Show, em Blumenau
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