Há momentos em que o silêncio de uma voz habitual revela o quanto ela é esperada. A colunista Laura Machado, da Folha de S.Paulo, está em férias — uma pausa breve no calendário editorial que o jornal transforma em oportunidade para lembrar aos leitores o que sustenta o jornalismo além de qualquer coluna individual. É um gesto administrativo simples que, ao mesmo tempo, expõe a lógica dos grandes veículos: a ausência de um rosto convida à reflexão sobre a instituição que o abriga.
Aviso: colunista em férias
A pausa de uma colunista vira oportunidade para o jornal falar sobre si mesmo
Por que um jornal publica um aviso assim? Não seria mais simples deixar a coluna em branco?
Porque o leitor habitual procura por aquela coluna toda semana. Deixar em branco é deixar uma pergunta sem resposta. O aviso é uma cortesia — e também uma oportunidade.
Oportunidade de quê?
De lembrar ao leitor que existe mais coisa além daquela coluna. Newsletters, reportagens, análise. É um momento em que o jornal fala sobre si mesmo.
Mas é só isso? Não há nada de notícia aqui.
Não há. É administração editorial disfarçada de comunicado. Mas revela como o jornal vê seu próprio valor — como algo que precisa ser defendido, explicado, vendido.
Vendido?
Sim. O aviso termina com um preço. R$ 1,90. É um convite embrulhado em cortesia.
Il Polso
- A coluna semanal de Laura Machado deixa um espaço vazio nas páginas da Folha durante o período de férias da jornalista.
- O jornal aproveita o intervalo para reafirmar sua própria relevância, listando mais de 180 reportagens diárias, 200 colunistas e newsletters exclusivas.
- A Folha se posiciona como antídoto ao caos das redes sociais, prometendo fiscalizar o poder e separar verdade de mentira — uma narrativa institucional que emerge justamente quando falta conteúdo.
- Leitores são direcionados a aplicativos gratuitos e benefícios de assinatura, com entrada a partir de R$ 1,90 no primeiro mês, enquanto aguardam o retorno da colunista.
Há momentos em que o silêncio de uma voz habitual revela o quanto ela é esperada. A colunista Laura Machado, da Folha de S.Paulo, está em férias — uma pausa breve no calendário editorial que o jornal transforma em oportunidade para lembrar aos leitores o que sustenta o jornalismo além de qualquer coluna individual. É um gesto administrativo simples que, ao mesmo tempo, expõe a lógica dos grandes veículos: a ausência de um rosto convida à reflexão sobre a instituição que o abriga.
Laura Machado está de férias. O aviso é curto, do tipo que jornais publicam quando uma presença familiar some da página — uma interrupção no ritmo que leitores habituais logo percebem.
No lugar da coluna, a Folha de S.Paulo instala um convite. O jornal aproveita o espaço vazio para descrever o que oferece além de qualquer voz individual: centenas de reportagens diárias, um time extenso de colunistas, newsletters que chegam direto na caixa de entrada. A linguagem é de promessa — fiscalizar o poder, inspirar, fazer contraponto à intolerância das redes sociais, manter a linha entre verdade e mentira.
Para quem não quer esperar em silêncio, há aplicativos gratuitos com alertas das principais notícias. Assinantes contam com acessos adicionais por dia; novos leitores podem entrar por R$ 1,90 no primeiro mês.
A pausa de Machado termina por revelar algo sobre como os grandes jornais se enxergam: não apenas como produtores de notícia, mas como instituições que existem além de qualquer colunista. Enquanto ela descansa, o jornal trabalha para manter — e ampliar — sua audiência.
Laura Machado, colunista da Folha de S.Paulo, está de férias. É um aviso simples, o tipo de comunicado que jornais publicam quando um rosto familiar desaparece da página — uma pausa no ritmo semanal que os leitores habituais reconhecem.
O espaço que normalmente seria ocupado por sua coluna agora serve a outro propósito: um convite. A Folha aproveita o intervalo para lembrar aos leitores o que a assinatura oferece além das colunas. Há mais de 180 reportagens e análises publicadas diariamente, um time que ultrapassa 200 colunistas e blogueiros, newsletters exclusivas que chegam direto na caixa de entrada. O jornal descreve seu próprio trabalho em termos que soam como promessa: fiscalizar o poder público, trazer notícias que inspirem, fazer contraponto à intolerância das redes sociais, manter clara a linha entre verdade e mentira.
Para quem quer acompanhar enquanto Machado está longe, há aplicativos gratuitos — Apple Store ou Google Play — que enviam alertas das principais notícias do dia. Assinantes têm direito a sete acessos gratuitos de qualquer link por dia, um benefício que a Folha coloca em destaque. O custo para entrar nesse universo começa em R$ 1,90 no primeiro mês.
É o tipo de pausa editorial que revela como os jornais pensam sobre si mesmos: não apenas como produtores de notícia do dia, mas como guardiões de um jornalismo que se vê em oposição ao caos das redes sociais. Enquanto a colunista descansa, o jornal trabalha para manter seus leitores conectados — e, se possível, convertê-los em assinantes.