Anvisa autoriza testes clínicos da vacina Butanvac em voluntários

93 mil pessoas se inscreveram para participar dos testes
O interesse público na Butanvac foi extraordinário, embora apenas 400 fossem selecionados para a primeira etapa.
Mark

Por que essa autorização importa tanto? Não temos já várias vacinas funcionando?

Mimi

Temos, mas essa é desenvolvida aqui, pelo Butantan. Significa que o Brasil não depende só de importações — pode produzir sua própria tecnologia de proteção.

Luke

Certo, mas quantas dessas 93 mil inscrições viraram de fato voluntários? Só 400 na primeira etapa. Há uma diferença enorme entre interesse e compromisso.

Mark

E quanto tempo leva até saber se funciona?

Mimi

As fases 1 e 2 podem levar meses. Depois vem a fase 3, que é a maior e mais demorada. Estamos falando de um processo que normalmente leva anos.

Luke

A reportagem não diz quanto tempo o Butantan prevê para cada fase. Sabemos que há 6 mil voluntários planejados, mas não sabemos o cronograma real.

Mark

E se der certo? O Brasil consegue produzir em massa?

Mimi

Essa é a aposta. Se a vacina se mostrar segura e eficaz, o Butantan teria capacidade de fabricação. Mas ainda é cedo para contar com isso.

Luke

Exatamente. A autorização de testes é um começo, não uma garantia de sucesso. Muitas vacinas candidatas não chegam ao fim do caminho.

  • Após meses de desenvolvimento e negociações regulatórias, a Anvisa finalmente liberou a aplicação da Butanvac em voluntários humanos, encerrando uma espera que pesava sobre pesquisadores e esperançosos.
  • O interesse popular foi avassalador: mais de 93 mil pessoas se inscreveram para participar dos testes, revelando o quanto a sociedade brasileira está engajada na busca por uma saída para a pandemia.
  • A primeira etapa será contida — apenas 400 voluntários —, mas as fases 1 e 2 juntas preveem 6 mil participantes, sinalizando uma escalada cuidadosa e metodicamente planejada.
  • Os testes ocorrerão em dois hospitais da USP, com protocolo de duas doses separadas por 28 dias, sob supervisão regulatória rigorosa que garante segurança sem abrir mão do rigor científico.

No dia 7 de julho de 2021, a Anvisa concedeu ao Instituto Butantan a autorização para iniciar os testes clínicos da Butanvac em seres humanos — um marco na longa jornada de um país que busca produzir sua própria vacina contra a Covid-19. A decisão, fruto de diálogo técnico entre reguladores e pesquisadores, representa não apenas um avanço científico, mas também uma afirmação da capacidade soberana do Brasil de enfrentar crises sanitárias com ciência própria.

Na quarta-feira, 7 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deu o sinal verde que o Instituto Butantan aguardava: a Butanvac, candidata a vacina brasileira contra a Covid-19, estava autorizada a ser testada em voluntários humanos. A decisão veio após uma reunião entre técnicos da Anvisa e pesquisadores do instituto, na qual os últimos dados exigidos foram apresentados e aprovados.

A primeira etapa envolverá 400 pessoas, mas o horizonte é mais amplo: as fases clínicas 1 e 2 devem reunir 6 mil voluntários maiores de 18 anos. O entusiasmo da população foi notável — mais de 93 mil pessoas já haviam se inscrito para participar, segundo a CNN.

Os estudos serão conduzidos em dois hospitais ligados à USP: o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina em São Paulo e o de Ribeirão Preto. A vacina será administrada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.

Para o Butantan, instituição com décadas de tradição científica no Brasil, a autorização representa a passagem de meses de pesquisa laboratorial para o teste real em pessoas — um passo decisivo na construção de um imunizante genuinamente nacional contra o coronavírus.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária deu sinal verde, na quarta-feira 7 de julho, para que o Instituto Butantan começasse a aplicar sua candidata a vacina contra a Covid-19 em voluntários humanos. A decisão veio após uma reunião entre técnicos da agência reguladora e pesquisadores do instituto, momento em que foram apresentados os últimos dados necessários para que os testes clínicos saíssem do papel.

O aval abriu caminho para a primeira etapa do estudo, que envolverá 400 pessoas. Mas o escopo é bem maior: as fases clínicas 1 e 2 devem contar com seis mil voluntários maiores de 18 anos. O interesse foi enorme — mais de 93 mil pessoas se inscreveram para participar dos testes, segundo informações da CNN.

Os estudos acontecerão em dois hospitais vinculados à Universidade de São Paulo: o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. A vacina será administrada em duas doses, com um intervalo de 28 dias entre elas.

Esta autorização marca um passo importante no desenvolvimento de uma vacina inteiramente brasileira contra o coronavírus. O Butantan, instituição tradicional no país, havia estado trabalhando na Butanvac durante meses, e agora podia finalmente testar a eficácia e segurança do imunizante em pessoas de verdade, sob supervisão regulatória rigorosa.

A agência se reuniu com a equipe técnica do Instituto Butantan, na qual foram apresentados os dados pendentes para o início dos testes
— Anvisa
Contact Us FAQ