Alunos argentinos criam sensor contra incêndios florestais e disputam prêmio mundial em Abu Dhabi

Tudo começou com uma fogueira proibida em Córdoba
A frustração numa viagem escolar a Casa Grande deu origem ao FireNova, finalista das Américas.
Mark

O que chama a atenção é que tudo começou com uma fogueira proibida.

Mimi

Sim. Os alunos estavam em Casa Grande, perto de La Falda, em Córdoba, e a proibição se devia ao alto risco de incêndio. Dali veio a pergunta sobre medir esse risco com sensores.

Mark

E como o sistema decide que o risco é alto?

Mimi

Pela regra dos trinta: temperatura acima de 30 °C, vento acima de 30 km/h e umidade do solo de 30% ou menos, tudo ao mesmo tempo.

Luke

Vale separar o que existe do que é plano. A câmera com inteligência artificial ainda não existe; está nos planos, embora conste na lista oficial de finalistas.

Mark

E o protótipo, funcionou?

Mimi

Foi testado por um período em Córdoba. A fonte não detalha resultados.

Luke

Exatamente. Não há dado sobre precisão, alarmes falsos ou alcance real dos sensores. Também diz que o sistema "pode" avisar os órgãos de emergência, não que já avise.

Mark

Por que a conexão LoRa importa?

Mimi

Porque dispensa internet em cada ponto, o que combina com zonas rurais de pouca conectividade e com a ideia de equipamento barato.

Luke

Barato, mas sem custo informado. É uma intenção declarada, não um número.

Mark

E o que vem agora?

Mimi

A cerimônia de 12 de janeiro de 2027. Se vencerem, querem fabricar dez aparelhos de código aberto no primeiro ano.

  • Uma proibição de fogueira em Córdoba virou o ponto de partida de um sistema que tenta antecipar incêndios florestais.
  • Sensores de temperatura, umidade do solo e vento enviam dados por rádio LoRa, mesmo onde não há internet.
  • A regra dos trinta dispara o alerta quando calor acima de 30 °C, vento acima de 30 km/h e solo com 30% de umidade ou menos surgem juntos.
  • A equipe disputa com escolas do Canadá e da Colômbia, e a vitória significaria fabricar dez aparelhos abertos para zonas rurais vulneráveis.
  • O resultado chega em 12 de janeiro de 2027, e até lá o protótipo segue em fase de teste e de ampliação de recursos.

Em uma escola técnica de Villa Soldati, nos arredores de Buenos Aires, quatro estudantes do último ano transformaram uma frustração de viagem em uma pergunta sobre o fogo: seria possível medir o risco antes que ele se torne chama? Assim nasceu o FireNova, um sistema de alerta precoce que disputa, entre três finalistas das Américas, o Zayed Sustainability Prize, e cujo desfecho será conhecido em 12 de janeiro de 2027, em Abu Dhabi. Há nesse gesto algo antigo e humano: observar a terra, ler sinais do ar e do solo, e avisar a tempo.

Numa escola técnica de Villa Soldati, quatro alunos do sexto ano de Técnico em Computação começaram com uma frustração. Durante uma viagem a Córdoba, foram impedidos de acender uma fogueira perto de La Falda porque o risco de incêndio era alto. A pergunta que ficou foi simples: esse risco poderia ser medido com sensores?

A equipe é formada por Maximiliano Occhiuzzi, Ailén Mier, Mayra Equice e Brenda Cardozo, orientados pelos professores Sebastián Muñoz e Mariano Eito, com apoio de Tomás Sarkis, especialista em proteção civil. O sistema reúne sensores de campo que medem temperatura e umidade do solo, enquanto os dados de vento vêm do Serviço Meteorológico Nacional. As leituras viajam por LoRa até um receptor conectado à rede, e uma plataforma criada pelos estudantes as mostra em um mapa. Quando o perigo cresce, o sistema pode acionar os órgãos de emergência.

Para decidir quando soar o alarme, a equipe criou a chamada regra dos trinta. O alerta é emitido quando temperatura acima de 30 °C, vento acima de 30 km/h e umidade do solo de 30% ou menos aparecem juntos. O protótipo já foi testado em Córdoba, e a detecção de fumaça com inteligência artificial ainda está nos planos.

O projeto foi apresentado em 2025 na Feira de Educação, Arte, Ciência e Tecnologia de Buenos Aires. Agora, a disputa é continental. A equipe enfrenta a École Secondaire Lacombe, do Canadá, e a Escuela Tayrona, da Colômbia. Só chegar à final já garante US$ 25 mil à escola, e o vencedor da categoria leva US$ 150 mil.

Se vencer, os jovens pretendem fabricar dez aparelhos de código aberto no primeiro ano, destinados a áreas rurais vulneráveis. Até 12 de janeiro, o futuro do FireNova segue em aberto.

Numa escola técnica de Villa Soldati, bairro da zona sul de Buenos Aires, quatro alunos do último ano criaram um sistema de alerta precoce para incêndios florestais. Chama-se FireNova e está entre os três finalistas das Américas na categoria Escolas Secundárias Globais do Zayed Sustainability Prize, premiação dos Emirados Árabes Unidos. O resultado será conhecido em 12 de janeiro de 2027, numa cerimônia em Abu Dhabi.

A ideia nasceu de uma frustração. Numa viagem escolar a Córdoba, os estudantes, então no quarto ano, foram proibidos de acender uma fogueira em Casa Grande, perto de La Falda, porque o risco de incêndio na região era alto. Veio a pergunta: seria possível medir esse risco com sensores? A equipe é formada por Maximiliano Occhiuzzi, Ailén Mier, Mayra Equice e Brenda Cardozo, do sexto ano de Técnico em Computação do Instituto Técnico Fátima. Os professores Sebastián Muñoz e Mariano Eito orientaram o trabalho, com apoio de Tomás Sarkis, formado em Proteção Civil e Emergências.

O sistema funciona assim: sensores instalados no campo medem a temperatura e a umidade do solo. A velocidade do vento entra no cálculo a partir de dados do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina. Os aparelhos enviam as leituras por LoRa, tecnologia de rádio de longo alcance que dispensa conexão de internet em cada ponto. Um receptor ligado à rede recolhe tudo e leva as medições a uma plataforma criada pelos próprios alunos, onde os dados aparecem num mapa. Quando o risco sobe, o sistema pode avisar os órgãos de emergência. A proposta é oferecer um equipamento barato, pensado para zonas rurais com pouca conectividade.

Para disparar o alerta, a equipe adotou a chamada regra dos trinta: o risco é considerado alto quando aparecem juntos temperatura acima de 30 °C, vento acima de 30 km/h e umidade do solo de 30% ou menos. Segundo a lista oficial de finalistas do prêmio, a proposta inclui ainda detecção de fumaça com inteligência artificial, mapa interativo de calor e aplicativo de celular. A câmera com inteligência artificial, porém, ainda está nos planos. O protótipo foi testado por um período em Córdoba.

O projeto já havia sido apresentado em 2025 na Feira de Educação, Arte, Ciência e Tecnologia de Buenos Aires. A escola, fundada em 1958, integra a Rede Educativa Marianista desde 2013 e destaca o FireNova em seu site como um dos três finalistas das Américas.

Há dinheiro em jogo. Só a vaga na final garante US$ 25 mil à escola, e o vencedor da categoria leva US$ 150 mil. Segundo os organizadores, a edição de 2027 bateu recorde, com 10.233 inscrições de 177 países. Na disputa continental, os argentinos enfrentam a École Secondaire Lacombe Composite High School, do Canadá, e a Escuela Tayrona de Bunkwímake, da Colômbia. A organização paga a viagem de um professor e dois alunos a Abu Dhabi.

O combate a incêndios florestais já rendeu prêmio a outra escola nessa competição: a Bodrum Anatolian High School, da Turquia, venceu em 2026 na região Europa e Ásia Central. Se vencer, a equipe argentina pretende fabricar dez aparelhos no primeiro ano, com código aberto, destinados a áreas rurais vulneráveis. A resposta vem em 12 de janeiro.

Se vencer, a equipe quer fabricar dez aparelhos no primeiro ano, com código aberto, para áreas rurais vulneráveis.
— Equipe do FireNova, segundo a reportagem
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei Super Rádio Tupi ↗
Kontakt FAQ