Defesa de Alexandre sustenta que ele foi impedido de trabalhar na empresa da qual é dono por medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha. Ana Hickmann denunciou violência física e psicológica, incluindo controle de agenda, pressão para cirurgias e abuso verbal durante anos de casamento.
Alexandre quer processar Ana Hickmann por abuso de poder em disputa trabalhista
Isso, pra mim, é um abuso muito maior
Como exatamente a Lei Maria da Penha foi usada para impedir que ele trabalhasse?
A apresentadora invocou a lei quando fez a denúncia de violência doméstica. Com base nisso, uma medida protetiva foi concedida que o proíbe de frequentar certos locais — incluindo a empresa da qual ele é sócio. A defesa dele diz que isso é desproporcional.
Mas se ele agrediu ela, não faz sentido protegê-la impedindo o contato?
Faz sentido em princípio. O problema, segundo o advogado, é que a restrição é genérica demais. Ele está proibido de falar com amigos, parentes, funcionários, de ir à sua própria casa, de ver o filho. A defesa argumenta que existem formas de protegê-la sem destruir completamente a vida dele.
Qual é a versão dela sobre tudo isso?
Ela descreveu anos de abuso psicológico — críticas sobre sua aparência, controle sobre sua agenda, pressão para fazer cirurgias. Ela o chamou de covarde e canalha. Também mencionou suspeitas de fraude financeira. Para ela, o que ele fez foi muito mais grave.
O filho viu tudo?
Viu o início da briga que terminou em agressão. Tem 9 anos. Isso complica tudo — não é só sobre dois adultos em conflito.
Como isso provavelmente vai terminar?
Ninguém sabe. Depende de como um juiz pesa proteção contra abuso doméstico contra direitos de propriedade e trabalho. É um conflito genuíno entre dois princípios legítimos.
O Pulso
- Ana Hickmann, 42 anos, e Alexandre Correa, 51 anos, em disputa após denúncia de violência doméstica
- Medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha impediu Correa de acessar empresa da qual é sócio
- Filho do casal, 9 anos, presenciou o início da agressão física
- Hickmann relatou abuso psicológico prolongado, controle de agenda e pressão para cirurgias plásticas
Defesa de Alexandre sustenta que ele foi impedido de trabalhar na empresa da qual é dono por medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha. Ana Hickmann denunciou violência física e psicológica, incluindo controle de agenda, pressão para cirurgias e abuso verbal durante anos de casamento.
Alexandre Correa anuncia processo contra Ana Hickmann alegando abuso de poder após ser impedido de acessar empresa comum pela Lei Maria da Penha, invocada pela apresentadora em denúncia de violência doméstica.
Alexandre Correa planeja entrar com uma ação judicial contra Ana Hickmann, acusando-a de abuso de poder. Segundo a defesa do empresário, ele foi impedido de acessar a empresa da qual é sócio após a apresentadora invocar a Lei Maria da Penha quando denunciou violência doméstica contra ele. O advogado Enio Martins Murad sustenta que existe um abuso claro nessa restrição. "No meu ponto de vista, existe um abuso de poder", afirmou o defensor à Folha de S. Paulo, sugerindo que Correa poderia trabalhar na sede nos horários em que Hickmann está na Record TV, das 8h ao meio-dia.
A defesa argumenta que as restrições impostas vão muito além do que seria razoável. Segundo Murad, Correa está proibido de falar com parentes, amigos e funcionários, de frequentar seu próprio local de trabalho, sua casa e de ver o filho. "Isso, pra mim, é um abuso muito maior do que o discurso que ela tem empregado", declarou o advogado, comparando essas limitações com as acusações que Hickmann fez contra o empresário.
Ana Hickmann, de 42 anos, revelou pela primeira vez em detalhes o que enfrentou durante o casamento com Correa, de 51 anos, em entrevista ao Domingo Espetacular. A apresentadora descreveu não apenas violência física, mas também um padrão prolongado de abuso psicológico. Ela relatou sofrer críticas constantes sobre sua aparência. "Escutei muito que estava gorda", disse. "Ele dizia: 'Ninguém vai te querer velha. Está gorda. Ninguém quer uma Ana Hickmann velha'".
Além das agressões verbais, Hickmann afirmou que Correa exercia controle rigoroso sobre sua vida cotidiana. Ele determinava quando ela deveria ir à academia, ao médico, e a pressionava para fazer cirurgias plásticas. "Eu disse: 'Chega, não sou um objeto'", desabafou a apresentadora do Hoje em Dia. Ela descreveu o marido como "preconceituoso", "agressor", "covarde" e "canalha".
O filho do casal, com 9 anos de idade, presenciou o início da briga que terminou em agressão física. Esse detalhe adiciona uma camada de complexidade ao caso, já que a criança foi exposta ao episódio de violência. Hickmann também sugeriu que há questões financeiras envolvidas, mencionando que Alexandre será alvo de "uma grande investigação por fraude, desvio de dinheiro e falsidade ideológica".
O caso coloca em tensão dois direitos que frequentemente entram em conflito: a proteção de vítimas de violência doméstica e os direitos patrimoniais de um sócio em uma empresa. A medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha, que impediu Correa de acessar o local de trabalho, foi invocada como ferramenta de proteção para Hickmann. Porém, a defesa de Correa argumenta que essa aplicação extrapola o necessário e prejudica seus direitos como proprietário e trabalhador. O processo que Correa pretende abrir promete trazer à tona questões sobre como essas medidas devem ser calibradas quando há bens compartilhados e interesses econômicos em jogo.
Citações Notáveis
Ele está proibido genericamente de falar com parentes, amigos e funcionários e de frequentar o seu próprio trabalho, a sua própria casa e de ver o filho. Isso, pra mim, é um abuso muito maior do que o discurso que ela tem empregado.— Enio Martins Murad, advogado de Alexandre Correa
Escutei muito que estava gorda. Ele dizia: 'Ninguém vai te querer velha. Está gorda. Ninguém quer uma Ana Hickmann velha'.— Ana Hickmann, em entrevista ao Domingo Espetacular