8 em cada 10 já sentem efeitos das mudanças climáticas na Baixada Santista

A população da Baixada Santista vive sob pressão financeira, emocional e social devido aos efeitos das mudanças climáticas, com risco de amplificação pela formação do El Niño.
A população já sente os riscos e espera respostas efetivas
Pesquisadora da Aerah House resume o que os dados revelam sobre a demanda por ação concreta do poder público.

Na Baixada Santista, a crise climática deixou de habitar o futuro e passou a ocupar o presente de oito em cada dez moradores, que relatam calor extremo, enchentes e uma rotina irreconhecível. Uma pesquisa da Aerah House, realizada em abril de 2026 com dois mil brasileiros, traduz em números o que muitos já vivem na pele — e revela que a maioria desconfia da capacidade do país de responder à altura. Com a formação de um novo El Niño e o Ministério Público cobrando planos de contingência das prefeituras da região, o momento exige que a gestão pública converta preocupação em ação concreta.

  • Oito em cada dez moradores da Baixada Santista já sentem os efeitos diretos das mudanças climáticas no dia a dia — o calor, as enchentes e a incerteza sobre o futuro não são mais abstrações.
  • Sete em cada dez entrevistados avaliam que o Brasil não cuida adequadamente do meio ambiente, revelando uma desconfiança profunda no poder público e uma pressão emocional, financeira e social crescente sobre a população.
  • Um novo episódio de El Niño, confirmado em junho de 2026 e com potencial de atingir intensidade muito forte, ameaça amplificar secas, chuvas extremas e eventos climáticos na região já fragilizada.
  • O Gaema, órgão do Ministério Público de São Paulo, pediu esclarecimentos às nove cidades da Baixada Santista sobre planos de contingência, ações da Defesa Civil, obras de drenagem e articulação com os governos estadual e federal.
  • A pesquisa da Aerah House, com 95% de confiança e margem de erro de dois pontos percentuais, deixa um recado inequívoco: a população está cansada de promessas e exige respostas concretas.

Na Baixada Santista, a mudança climática não é mais um debate distante — é o calor que sufoca, são as enchentes que invadem as ruas, é a rotina transformada por fenômenos que antes pareciam improváveis. Uma pesquisa da Aerah House, realizada em abril de 2026 com dois mil brasileiros de todas as regiões do país, revelou que oito em cada dez moradores da região já convivem diretamente com esses impactos.

O estudo também aponta que sete em cada dez entrevistados acreditam que o Brasil não cuida do meio ambiente como deveria. Para Fernanda Faria, sócia-fundadora do Instituto Aerah House, a população vive sob pressão financeira, emocional e social simultânea. A questão ambiental se conecta à qualidade de vida e ao planejamento familiar — sobre onde criar filhos, sobre a viabilidade de permanecer em um lugar. O alerta é claro: a sociedade já sente os riscos e quer ações concretas, não promessas.

Esse cenário se agrava com a formação de um novo El Niño, oficialmente confirmado na primeira semana de junho de 2026. O fenômeno vem se fortalecendo rapidamente e pode atingir intensidade forte a muito forte nos próximos meses, trazendo secas mais severas em algumas regiões, aumento de chuvas em outras e maior ocorrência de eventos extremos.

Diante desse risco, o Gaema — órgão especializado do Ministério Público de São Paulo — pediu esclarecimentos às nove cidades da Baixada Santista. A medida, instaurada pela promotora Almachia Acerbi, busca verificar se as prefeituras possuem planos municipais de contingência, se a Defesa Civil está preparada para emitir alertas e realizar simulados, se há obras de drenagem e contenção de encostas em andamento, e se existe articulação com os governos estadual e federal. Os números da pesquisa, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, não deixam espaço para ambiguidade: a população da Baixada Santista está cansada de esperar.

Na Baixada Santista, oito em cada dez moradores já convivem com as consequências diretas das mudanças climáticas. Não é uma preocupação abstrata ou futura — é o calor que sufoca, são as enchentes que invadem as ruas, é a rotina alterada por fenômenos que antes pareciam distantes. Uma pesquisa realizada pela Aerah House em abril de 2026 com dois mil brasileiros de todas as regiões do país revelou essa realidade visceral na região, onde a crise climática deixou de ser um tema de debate acadêmico para se tornar parte da vida cotidiana das pessoas.

O estudo também aponta que sete em cada dez entrevistados na região avaliam que o Brasil não está cuidando do meio ambiente como deveria. Essa percepção não vem sozinha — ela carrega consigo uma crítica contundente ao poder público. A conversa sobre mudanças climáticas não gira mais em torno de sua existência, mas sobre os impactos que as pessoas já sentem e sobre a capacidade real do país de enfrentá-los com medidas concretas e efetivas. Fernanda Faria, sócia-fundadora do Instituto de Pesquisa Aerah House, observa que a população vive sob pressão financeira, emocional e social simultânea. Nesse contexto de instabilidade, cresce a busca por segurança, planejamento e proteção diante de um futuro que parece cada vez mais imprevisível.

Os moradores da Baixada Santista conectam diretamente a questão ambiental à qualidade de vida e ao planejamento familiar. Não é apenas uma questão de conforto — é sobre onde e como criar filhos, é sobre a viabilidade de permanecer em um lugar. Segundo Faria, o alerta que emerge da pesquisa é cristalino: a sociedade já sente os riscos e espera respostas que vão além de promessas. Quer ações concretas contra a crise climática.

Esse cenário se agrava com a formação de um novo episódio do El Niño, fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Oficialmente confirmado na primeira semana de junho de 2026, o El Niño vem se fortalecendo rapidamente e pode atingir uma intensidade forte a muito forte nos próximos meses. Os efeitos no Brasil são significativos e variados: secas mais severas em algumas regiões, aumento das chuvas em outras, e maior ocorrência de eventos extremos — exatamente o tipo de instabilidade que a população da Baixada Santista já relata estar enfrentando.

Diante dessa perspectiva, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), órgão especializado do Ministério Público de São Paulo, pediu esclarecimentos às nove cidades da Baixada Santista. A medida foi instaurada pela promotora Almachia Acerbi e integra um Procedimento Administrativo de Acompanhamento. O objetivo é verificar se as prefeituras adotaram medidas para enfrentar os possíveis impactos do El Niño na região.

As prefeituras foram solicitadas a informar sobre a existência de planos municipais de contingência e prevenção, sobre as ações da Defesa Civil para emissão de alertas e realização de simulados, sobre obras de drenagem e contenção de encostas em áreas vulneráveis, e sobre possível articulação entre as prefeituras e os governos estadual e federal para adoção de medidas conjuntas. A pesquisa da Aerah House, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, foi realizada com amostra representativa da população brasileira por região, sexo, faixa etária e classe social, com mais de vinte e cinco perguntas de diversas frentes. Os números que ela revela não deixam espaço para ambiguidade: a população da Baixada Santista está cansada de esperar e quer ver o poder público agir.

A crise climática deixou de ser vista como um problema distante e passou a fazer parte da realidade da população
— Fernanda Faria, sócia-fundadora do Instituto de Pesquisa Aerah House
A população vive sob pressão financeira, emocional e social, e novos eventos climáticos extremos podem ampliar a instabilidade
— Fernanda Faria
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que essa pesquisa importa agora, neste momento específico?

Model

Porque o El Niño foi oficialmente confirmado em junho. Não é mais uma possibilidade — é uma realidade que vai se intensificar. A pesquisa mostra que as pessoas já estão sob pressão, e agora vem mais instabilidade. É o momento em que a teoria encontra a prática.

Inventor

Mas oito em cada dez já sentem os efeitos — isso não deveria ter disparado ações há muito tempo?

Model

Deveria, sim. Mas há uma diferença entre sentir e ter o poder público reconhecer e agir. A pesquisa mostra que sete em cada dez acham que o Brasil não cuida do meio ambiente como deveria. Não é falta de percepção da população — é falta de resposta.

Inventor

O que significa essa pressão financeira, emocional e social que você menciona?

Model

Significa que as pessoas estão tendo que fazer escolhas difíceis. Onde morar? Como proteger a casa? Quanto gastar em prevenção? É estresse contínuo, sem alívio. E agora, com o El Niño vindo, essa pressão só aumenta.

Inventor

As cidades têm planos para isso?

Model

É exatamente o que o Ministério Público está perguntando agora. Pediu esclarecimentos às nove cidades sobre contingência, drenagem, alertas. A resposta a essas perguntas vai dizer se estão realmente preparadas ou se a população continua vulnerável.

Inventor

E se não estiverem preparadas?

Model

Então o que a pesquisa mostra — que a população sente os riscos — vai se transformar em consequências muito reais. Enchentes piores, deslocamentos, perdas. A pesquisa é um aviso que já chegou tarde.

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