Com as premiações eu vejo que vale a pena
Adolescente cearense aprovada na Uece aos 13 anos sem preparação específica para o vestibular, baseando-se em conhecimentos de olimpíadas e aulas de Pré-ITA. Isabela coleciona medalhas em competições internacionais de matemática e mantém rotina intensa com aulas em período integral e estudos noturnos em casa.
- Aprovada na Uece aos 13 anos para o curso de Matemática
- Nota máxima na prova de redação do vestibular
- Medalhas em olimpíadas internacionais e nacionais de matemática
- Rotina: aulas de manhã no Colégio Militar, aulas à tarde em outra escola, estudos noturnos em casa
- Objetivo: aprovação no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
Isabela Cavalcante Basílio, aos 13 anos, foi aprovada no vestibular da Uece para Matemática com nota máxima em redação, consolidando trajetória de destaque em competições científicas.
Aos treze anos, Isabela Cavalcante Basílio entrou na Universidade Estadual do Ceará pelo vestibular. Não apenas entrou — foi aprovada para o curso de Matemática e tirou nota máxima na redação. A decisão de fazer a prova partiu dela mesma, uma escolha que seus pais descrevem como preparação natural para os desafios que viriam.
A mãe, Juraciara Rodrigues, explicou ao Diário do Nordeste que Isabela não estudou especificamente para esse vestibular. Em vez disso, ela se apoiou nos conhecimentos acumulados durante a preparação para olimpíadas de matemática e nas aulas de Pré-ITA — um programa de formação intensiva. Esse tipo de base, aparentemente, foi suficiente. A jovem já havia conquistado medalhas em competições de alcance internacional e nacional: a Olimpíada Internacional de Matemática da Tailândia, a Olimpíada Canguru de Matemática e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Os pais não disfarçam a satisfação. Para eles, cada conquista da filha confirma que estão no caminho certo. O pai, também chamado Basílio, trabalha na área da saúde, assim como a mãe. Ambos sabem que estudar exige sacrifício. Por isso, decidiram estar presentes não apenas delegando a educação ao colégio, mas participando ativamente em casa — estudando juntos, ensinando fundamentos, criando um ambiente que sustentasse o aprendizado. "Ver os resultados dela nos mostra que todo esse esforço tem valido a pena. A base foi construída em casa, com o incentivo da família", disse Juraciara.
A rotina de Isabela é densa. Ela estuda de manhã no 6º ano do Colégio Militar de Fortaleza, frequenta aulas em outra escola à tarde e dedica as noites aos estudos em casa. O tempo para almoço é curto; muitas vezes ela junta um turno com o outro. Quando perguntada sobre o cansaço, Isabela reconheceu a dificuldade, mas também a compensação: "É bem cansativo ir de uma aula para outra, o tempo para o almoço também não é tão grande assim, acabo juntando um turno com o outro, mas com as premiações eu vejo que vale a pena".
Por enquanto, ela não planeja ingressar em uma universidade — apesar de já ter sido aprovada em uma. Seu foco está em continuar participando de vestibulares sempre que possível. No fim do ano, fará o Exame do Ensino Médio. Mas o verdadeiro objetivo é o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA. Ela ainda não decidiu qual curso seguirá, mas tem certeza de que será na área de exatas. Para Isabela, estudar é a prioridade número um, o caminho que ela vê como essencial para construir um futuro melhor para si e para quem a acompanha nessa trajetória.
Notable Quotes
Ela fez a prova com base nos conhecimentos adquiridos na preparação para as olimpíadas e nas aulas do Pré-ITA, sem ter estudado especificamente para esse vestibular— Juraciara Rodrigues, mãe de Isabela
Ver os resultados dela nos mostra que todo esse esforço tem valido a pena. A base foi construída em casa, com o incentivo da família— Juraciara Rodrigues
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como uma menina de treze anos consegue manter essa rotina sem desistir?
Acho que é porque ela vê resultado. Não é teoria abstrata — são medalhas reais, aprovações reais. Quando você tem treze anos e já passou em um vestibular universitário, fica claro que o esforço funciona.
Os pais parecem ter um papel muito importante nisso. Eles estudam com ela?
Sim, e isso é diferente de apenas cobrar notas. Eles estão ali, ensinando fundamentos, criando um espaço onde estudar faz sentido. Não é pressão — é presença.
Mas ela não sente que está perdendo a infância?
Ela mesma disse que é cansativo. Mas também disse que as premiações fazem valer a pena. Talvez para ela a infância seja isso — descobrir do que é capaz.
O ITA é o próximo passo?
É o objetivo declarado. Mas ela está fazendo vestibulares agora, aos treze anos, enquanto ainda está no sexto ano. Não é sobre pressa — é sobre testar os limites.
E se ela não passar no ITA?
Ela já passou em uma universidade pública aos treze anos. Acho que o fracasso, para ela, é relativo.